No passado dia 01, Sábado, em comemoração do 3º Aniversário da Lua de Marfim, foi lançada a Antologia O Mundo da Lua.
Esperava melhor, com outros textos, porque, os que me foram dados analisar, quase nada têm a ver com o tema proposto, obrigatório.
É evidente que se torna mais difícil, o desafio é maior quando nos temos que restringir a um tema, mas não obvia algumas veleidades.
Depois, para além de conter menos propostas, o que, consequentemente, conduz a menos variantes, menor volume da obra, o preço subiu consideravelmente. Não comparticipando, (ou "vendendo" a nossa criatividade), temos que adquirir os espécimens que pretendermos ao preço de venda ao público.
Cindindo-se em duas partes, POESIA e PROSA, este ano a Antologia contém mais de dois terços de Prosa. Justificou um dos responsáveis, (Paulo Afonso), que a redução de textos se devia ao facto de convidados, que se determinam contra o AO, se terem negado a participar. Deu-me para pensar no desaguisado que tive com a Magda Pais o ano passado - reestruturei o texto, mas não me vi livre de ser apodada de retrógrada. Não serei tão radical como foram os que se escusaram este ano - há formas de contornar estas "questões de alecrim e manjerona". Sou, por várias razões, e toda a gente o sabe, contra o (des)acordo. Mas, "dar a volta ao texto", também é um bom exercício. Uma coisa é a ignorância, que molda contornos err(óneos)/(áticos), outra é a pouca clareza, a abstrusa disfunção que por aí grassam na aplicação de um mesmo sintagma com grafias diferentes, no mesmo texto. Mas... "adelante"!
Houve "troféus" para quem subsidiou a edição gráfica da Editora a "solo". Creio que dois ou três. Os responsáveis lá sabem o que fazem?!... Um isco a que, (depois de contacto com outras Editoras no mesmo patamar do da Lua de Marfim), não arrisco o que quer que seja. Cada um sabe de si...
Luís Vinagre, com os floreados em vídeo como fundo _ habituais na "net"e que me recuso a aceitar _ lá foi dizendo uns textos poéticos. [ Falarei deles noutro quadrante]. Sensível este homem.
Contudo, muita bacorice, muita bacorada se ouve, às vezes, nestas sessões. Também se aprende, o que me dá imenso prazer.
O Paulo Afonso Ramos _ devia ser revista esta situação! _ com "pontapés" graves na gramática, nomeadamente flexão verbal com os pronomes reflexos.
Outro "escritor", (de "boca cheia"?!) "assume" que, "por acaso adorava ser conhecido como escritor mas não quer". Discrepante, no mínimo.
Outra, arremedando Sousa Tavares, (a excelsa aventesma dos jornalistas?!...), "que os professores não se dão ao respeito", e outras mais asserções, que me puseram em brasa; embora reagindo de molde a ser ouvida para quem se encontrava ao meu lado, preferi "deixar correr o marfim" - não valeria a pena exasperar-me. Senti-me "tocada", e desagradou-me. Bastante.
Ficam em registo o bolo, que não provei, mas estava bonito:
e a Capa e Contra-capa da Antologia:
Quando escrevi isto, no passado dia 5, creio, nem mais me lembrei de falar dos XXL BLUES. Adoro "blues"! E como não? Durante um bom pedaço tentei adaptar os meus tímpanos ao som alto, gritante. Serão "blues", mas arockados, ou "rock" abluado. Acabei por ouvi-los até ao fim.
Gostava de os ouvir novamente, mas noutras condições.
10/02/2014, (14h:09')



