Sunday, September 27, 2026

Lua das Colheitas

 Hoje decidi, aproveitando a saída para aquisição de víveres para consumo em casa, ir dar uma volta por Peniche, que é sempre, ou foi uma fuga para as agruras sentidas no Vale Vite, e uma passeata bastante agradável. 

No regresso reparámos na lua , grande, cheia de encanto, iluminando o céu toldado de neblina do fim de tarde. Um espectáculo. Raiada, cinza, matizada de raios lige ir amente mais escuros. 

Não levava comigo qualquer objectto para captar uma memória. (Como habitualmente, aliás). Ou, como acabo por pensar, se calhar para justificar a minha preguiça, que não deveria perturbar tanta beleza. Lá permaneceu ela: enorme, linda, intocável.

Um encanto sempiterno para mim. 

Uma extraordinária mensagem de luz, esperança, adoração, extâse.

Vale Vite, 28/09/2026, (01h:00')



Wednesday, July 12, 2023

Amar é perder

 O imprevisível acontece.

Despontamos para a vida, que, imperativamente, se impõe nos escaninhos das nossas fímbrias.

Sonhamos, nas conversas sustentadas, nas interrogações que a nossa ignorância demonstra, em busca de respostas. Nem sempre são tão aceitáveis, como nos querem fazer crer. Idealizamos saídas outras para os dados que conhecemos, para as pressupostas saídas, que - (supomos...) - , são tão evidentes perante as situações e/ou relações, que nos parecem menos certas.

Nada disso se desenrola como queremos, ou forjamos, para que se torne uma realidade outra da que nos cerca.

S sociedade coarcta-nos realizações, que pairam ao alcance da alma, das mãos, e das sensações.

Já nada é para sempre.

Que prazer mórbido existe na maioria das pessoas em destruir sonhos, em gerar apatias e fugas à nossa premente necessidade, (como um imperativo categórico), de sermos minimamente felizes.

Acontece, por tal facto, haver tanta gente infeliz, ou, quando mais não seja, distante de si mesma, adormentada pela certeza, vivenciando dois mundos diversos, desagregados um do outro, alimentando lonjuras, sofreando fruições, esquecendo - ( ou crêem que assim é) - que, se cá estamos, temos que proporcionar, a nós e aos outros, a possibilidade de sermos completos, felizes, razão primordial para se querer à vida, para lutarmos por ela, para a sentirmos integralmente, bailando no olhar, e num sorriso sempre presente.

A vida é simples, e, no entanto, só a complicamos em descrenças, desavenças e maus amores. Entregamo-nos a eles com afinco. Podíamos aproveitar todos esses esforços muito mais proficuamente. Termos noites tranquilas e repousadas, em prolongamento de sonhos, de imagens, que nos alegrariam veredas cerebrais. Acordar num novo dia cada vez melhor - seríamos capazes de grandes e imediatas resoluções, sem pensarmos no que se seguiria depois.

É disto que se faz a maioria das relações, que, prática comum, nos dias que correm, descambam em ruptura, violência, desconformidade.

Mas uma das partes é a que mais sofre.

marcas que o tempo subsequente jamais apaga. Marcas que determinam que não possa, na maioria das circunstâncias, haver redenção, ou, pelo menos, fazer-nos acreditar que há  uma porta, que um dia se poderá abrir para o caminho certo.

Já alguém disse, - (Picasso?) - que  "a vida é uma obra de arte em que não existe borracha".



Sunday, July 9, 2023

"Descarga" 

O imperativo de voltar à escrita tem-me "assaltado" vezes sem conta.

Os imprevistos e as contrariedades, consecutivos e constantes, têm relegado para depois tudo quanto possa produzir de novo, reformular o já realizado, e dar por concluídos textos em suspenso há alguns anos.

É urgente que retome tudo. Faz-me bem ao espírito, ao "ego", e à minha vida solitária.

As esperas são, para mim, nos tempos que correm, demasiado longas e cansativas. Forçam-me a retardar o meu passo, muito mais do que era habitual. A minha força anímica tem vindo a esvair-se. Para tudo. Até andar é extremamente difícil e exaustivo.


                                                            12/10/2021

                        Bomba da Galp, 2ª Circular, inspecção do gás na AutoGeRv   


Tuesday, April 25, 2017

Começaram...

...(finalmente!), as obras de limpeza da ribeira de Odivelas.
Mas parece-me que a colónia de patos não gostou da "novidade" - já se vêem muito poucos. Os que são observáveis confundem-se, quase por mimetismo, com o lodaçal que grassa.
Onde antes se viam águas l(í)/(i)mp(idas)/(as), agora só a negritude se escoa no caudal lento, e pouco abundante por estes dias. Paira no ar o cheiro desagradável de águas apodrecidas. - (Relembrando que, dantes, se conhecia como "praia de Odivelas", remete-nos para o fedor de maresias esvaziantes de esgotos...) -
Que tristeza?!...
Aguardemos que a promessa das autárquicas nos traga, ainda, a drenagem do leito...
Seria louvável.

Gosto muito da quietude, do idílico ambiente, da paz que nos transmite, dos volteios e chilreada da passarada, da proximidade dos pombos, que se abeiram em busca de côdeas, das brincadeiras com que nos distraímos vendo os cães correndo felizes pelas veredas, ou gozando o frescor da relva...
Preservemos o que nos possibilitam, para acreditarmos que ainda se vai restaurando, reaproveitando, rearranjando o que a natureza nos oferece.

Ramada, 26 de Abril de 2017, (02h:33')

Tuesday, October 18, 2016

Eu e a DIVULGA ESCRITOR

Ana Maria de Oliveira Dias - Entrevistada

Ana Maria de Oliveira Dias - Entrevistada
Por Shiley M. Cavalcante (SMC)

Ana Maria de Oliveira Dias nasceu no centro de Moçambique, em 1952. Com cerca de quatro anos começou a ler, por imperativo pessoal de tentar fazer companhia aos pais, que aproveitavam os tempos livres esmiuçando tudo o que lhes pudesse proporcionar algum conforto e actualidade no mundo em que se movimentavam. Boa aluna, foi sempre estimulada pelos professores. Escrevia por gosto, sedimentado na paixão da leitura. Por contingências várias veio para Portugal para fazer a sua Licenciatura em Filologia Germânica. Como professora tentou inculcar o gosto quer pela leitura, quer pela escrita, nos alunos. Escrever por vezes é compulsão, outras vezes necessidade de expurgação. Um espírito crítico, rejeita situações desconformes. Na mole imensa, há necessidade de nos fazermos ouvir e “abanar os alicerces” que descambam para vias inadmissíveis ou “encapotam” males subreptícios. Inquieta, insatisfeita, perfeccionista – sintomas que não permitem dormências. Estar-se vivo é uma benesse gratificante.

“Pelo que creio, os leitores da Divulga Escritor serão, também, autores, e, para eles, um apelo: não deixem morrer a verve, não esmoreçam se um dia não sai tão bem;”

Boa Leitura!

Escritora Ana Maria Dias, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. O que mais a encanta na arte de escrever?
Ana Dias - Tenho, antes de mais, que agradecer a deferência e a oportunidade que me foi concedida pela Divulga Escritor. Dependendo do estado de espírito, ou das vicissitudes, escrever é quase um dever, aliciante, apaziguador, de preenchimento de vazios, uma forma de me projectar para além da solidão, do desespero, da minha desconexão com o mundo circundante. É muito variável cada momento de escrita; há sempre uma razão a despontar na ponta do aparo... 

Em que momento se sentiu preparada para publicar o seu primeiro livro solo?
Ana Dias - A primeira vez que tencionei publicar o meu espólio (já lá vão cerca de trinta anos), tive que desistir por incapacidade de cumprimento das exigências da editora (em termos monetários). A primeira obra surge como meio de ultapassar uma profunda depressão, e depois de ter rejeitado os tratamentos que me eram impostos pela psiquiatra. «Contos em Noites de Lua Cheia» (2012) resulta numa crítica de costumes; é um retrato com toda a “cor local” da Lourinhã – inacreditável para muita gente, mas absolutamente verídico: doeu-me escrevê-la, mas foi a melhor opção que poderia ter assumido. Muito mais haveria para expor, já a tenho tentado revisar, mas não sou capaz hoje – teve a sua pertinência; resultou como terapia.  

Você tem vários livros editados pela EuEdito. Qual dos livros lançados pela EuEdito demorou mais tempo para ser escrito?
Ana Dias - Não é fácil indicá-lo. Tudo depende dos envolvimentos exteriores. Mas as críticas e/ou ensaios obrigam a estudos mais rebuscados. Trabalhar fechada numa concha – vivo só e, apesar de ser hiperactiva, há uma concentração que se perde na minha inquietação saltitante, e na minha inconformação constante. Tudo é variável. Mede-se o “tempo” pela delonga que nos criam as vicissitudes?

Ana, nos apresente “Lisboa Anos 70”, pode ser?
Ana Dias - «Lisboa Anos ’70» reúne uma série de escritos realizados durante essa década, desde que cheguei a Portugal. A maior parte (a primeira) contém prosa; e a segunda, poesia. Era muito jovem, mais na minha forma de encarar o mundo que em idade física. Uma sonhadora, alegre enamorada da vida. Vim para Portugal sem outra alternativa, digamos assim, mas quis sempre voltar a Moçambique, onde sempre fui feliz; a vida era descomplicada. Em inícios de Dezembro de1971, escrevi isto:

Vou partir
Eu quero partir, esquecer... esquecer...
O manso marulhar dos coqueiros
Chama-me
E eu sinto uma nostalgia indizível
Que me empurra, que me atrai magneticamente
Com força brutal para o berço negro da terra africana
Não queiras prender-me à morte:
Deixa-me ir – eu quero partir!...
Quero sentir minhas veias impadas de sonho cafreal,
Quero ouvir o som longínquo do batuque na sanzala
E imaginar-me rebolando-me ao som trepidante dum Kwela,
Quero drogar meu cérebro com o odor das acácias em flor
Deixa-me partir... esquecer,
Esquecer o ano perdido no caos de uma ilusão
Que se escoou morosamente ao rítmico matraquear da revolta
Deixa-me, deixa-me partir, fugir, esquecer
Tenho os olhos cheios da maresia luarenta da Baía,
Tenho o peito adormecido nas asas das gaivotas bailando dengosamente na ressaca,
E sinto-me morrer ao apelo clangoroso do bananal...
Quero rasar meus braços na lonjura,
Quero abraçar-me à sombra resinosa do eucalipto...
Mas é tão vasto o mar, tão distante o sonho
E eu quero!, quero-me em terra africana!
Quero a nostalgia transformada em poesia!

Com relação aos livros que são peças de teatro, qual é a mensagem que você quer transmitir ao leitor através dos enredos que compõem a obra?
Ana Dias - As duas peças de teatro estão insertas num mesmo volume, muito ligeiro, que surgiu por um desafio a que, depois, não respondi.

«Rosário de Contas» – peça com XIII cenas relatando vivências e confrontos entre jovens, estudantes universitárias, ou não, de procedências e expectativas bastante diferenciadas. Decorre, principalmente, num lar de raparigas. É de alguma forma autobiográfico, mas o “volte-face” é dado pelas saídas por que cada personagem busca. Um alerta para que as raparigas não se percam nos seus intentos, quaisquer que eles sejam, ainda que as tentações à volta conduzam a desgastes, por vezes desnecessários.

«Café-Concerto» – peça em II actos: tentativa de libertação da mulher das grilhetas impostas pela sociedade: é passada essencialmente num bar, onde se acoitam almas solitárias em busca de sons para adormecerem o espírito num copo, que inebrie os sentidos e ajude a aligeirar a pressão da vida.

Onde podemos comprar os seus livros?
Ana Dias - A maioria das minhas obras pode ser solicitada à EuEdito, que tem Livraria On-line e que as remete com bastante presteza. Com a EuEdito estabeleci um acordo, que me agrada sobremaneira – serviço limpo, rápido e que não é nada oneroso (para o que se pratica por aí, com as editoras que se conhecem). O meu principal problema é deixar editados, e registados, os meus exercícios de escrita.

Você já participou de várias antologias e colectâneas. Qual foi a participação que mais a cativou? Por quê?
Ana Dias - Há várias, todas de poesia. As razões são comuns: os desafios lançados ou me cativaram sobremaneira ou me “apanharam” em maré proveitosa. A das «Décimas», dos Horizontes da Poesia, a «Quatro Poetas», da Papel d’Arroz, a algarvia «Terra Luz» e outras mais que, de momento, não me ocorrem.

Quais são os seus principais objetivos como escritora?
Ana Dias - Dizer que não nos importa sermos, ou não, conhecidos, é absurdo – é evidente que todos os que escrevem gostam de ser reconhecidos pelo seu mérito. Os meus principais objectivos prendem-se com o facto de querer deixar tudo “arrumado” e evitar tropeçar em papel disperso por pastas e/ou gavetas – ainda manuscrevo, primeiro, e só depois passo ao computador. Vou sendo (re)conhecida através das Antologias em que participo, o que é bastante recompensador.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Ana Maria Dias. Agradecemos a sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para os nossos leitores?
Ana Dias - Pelo que creio, os leitores da Divulga Escritor serão, também, autores, e, para eles, um apelo: não deixem morrer a verve, não esmoreçam se um dia não sai tão bem; há muitos e mais felizes momentos na vida de um(a) escritor(a). Desistir é que nunca.
Muito obrigada à Divulga Escritor. Foi uma honra para mim poder figurar nesta Revista. Bem hajam.


Divulga Escritor unindo Você ao Mundo através da Literatura



Leia mais: http://www.divulgaescritor.com/products/ana-maria-de-oliveira-dias-entrevistada/?utm_source=copy&utm_medium=paste&utm_campaign=copypaste&utm_content=http%3A%2F%2Fwww.divulgaescritor.com%2Fproducts%2Fana-maria-de-oliveira-dias-entrevistada%2F

Tuesday, September 27, 2016

"Fac lux!"

A vida passa... Tanto se me dá que corra, ou deslize: estou a esgrimir-me com ela. Aceito o fim da linha como benção. Tarda o descanso.
Um tormento a minha vida, de que pouco me ouvem lamuriar - estou sem alma para nada, sem ânimo para lutar, para ressurgir.
Dormir é tudo o que me conduz ao "oblivium"... Um limbo, sempre.
Pensar em fazer o que quer que seja, dói, custa, delassa-me - fico e nada sou; parto e não sei para onde, ou por onde pisam os meus passos. 
Que cansaço?! Ou talvez nem isso. 
Não estou onde quero - e onde me quero? 
Não faço o que desejo - e o que é que anelo? 
Nunca me senti - se isto é sentir?!... - tão amorfa, invadida, destruída, derruindo lentamente.
Tudo perdeu o sentido. 
Ah! Mário de Sá Carneiro!
Somos o incomensurável espólio do absurdo.
Não me gosto deste modo e de outro qualquer já me desgosto.

Vale Vite, 28/09/2016, (01h:00')

Thursday, January 28, 2016

"Bajirao Mastani"

Vida e sonho, nem sempre, (ou nunca), andam de mãos dadas.
Tenho adiado, que mais não seja, uma referência ao filme com o título em epígrafe. Preguiça? Desconcerto? Inapetência? Sei em que ponto se (des)encontra a minha auto-estima: a contínua antinomia de choque entre o que quero e faço por conseguir, sem prejuízo ou dolo no(s) outro(s), e o que o(s) outro(s) persiste(m) em destruir, idiotando que sou eterna, e, provavelmente, indestrutível e imune à dor, deixa-me sempre na absurdidade execrável de "permanecer" "à espera de Godot".
Há que fazer esforços terríveis para me movimentar, enfrentar o mundo e ser capaz de olhar, (vendo!), tudo quanto se move à minha volta, e/ou dignar-me a encarar o(s) outro(s). Lástima, somente.
Há anos atrás, alguém me dizia que eu era, "infelizmente, um cofre aberto". Não o entendi, muito bem, então. As paranormalidades foram sempre um campo reservado, que evitei aprofundar, como me escusei, na grande maioria dos casos, de me assumir como "bafejada" por uma "terceira visão". 
"Cofre aberto": funcionando, por antítese, com o mito da "Boceta de Pandora". Absorve-se tudo, limando arestas, limpando males, abrindo caminhos, mas, (muito) raramente em meu benefício - quem os aproveita são sempre os outros, que, egoisticamente, se empafiam de qualidades e atributos, que não possuem, mas têm a "esperteza" de se aprop(r)i(nqu)arem do que não devem, e efectuarem o que bem lhes passa pela cabeça, sopeando, denegrindo as bençãos que lhes são ofertadas. 
"Quem não vive para servir, não serve para viver". Qualquer garotinho aprende este lema, tão logo se disponha a ser escuteiro. Ensinou-mo meu pai. Entre muitos outros, que me norteiam, ainda, e apesar das vicissitudes.
Não é "choradinho", não é vitimização - são factos, fenómenos, (in)consequências: "a palavra e a pedra, depois de lançadas, não têm retorno". Depois, "quem não se sente, não é filho de boa gente"...
Reformulei, por observação "no terreno", vários ditados populares, por os considerar, ou pouco abrangentes, ou incorrectos.
Calar, nem sempre significa que se consente, ou anui - é, muitas vezes, preferível poupar saliva e Latim - nem todos possuem um Q.I. mínimo, que possa atingir os liminares pressupostos do que pretendemos dizer, quando emitimos qualquer juízo, de valor, ou não. Ser-se dotado, é muita outra coisa. Sub(-), ou sobre(-): andam próximos os "sintomas"; "minglam", (recorrendo a um neo-logismo, que me surgiu agora...) Saber "separar as águas", é a questão fundamental. 

Sou uma simplista. Uma surpresa agradável é um deslumbramento.
A possibilidade, que me foi concedida, de assistir a este filme, foi uma dessas ocorrências.
Tive, ainda, o privilégio de assistir à exibição de uma dançarina indiana. Um perfeito regozijo de plenitude, em que os sentidos, estimulados, me proporcionaram fruições inenarráveis.
Partindo de uma lenda indiana, a crença, o amor, (em diversas vertentes), as ligações humanas, (de poder, sempre presentes), prendem-nos até ao fim. O filme é longo. Uma tela viva, onde se movem realidades, fantasias, poesia - muita, em todos os parâmetros!
Sou siderada por realizações indianas. Acho que desde que tomei contacto com as coleguinhas dos meus primeiros tempos de escola. Seguiram-se os filmes: não perdia nenhum em Moçambique. 

Não sei se ainda estará em exibição.
A não perder! Decididamente.
A quantidade de fotógrafos e repórteres, que "giravam" entontecidos pela luz, beleza, esplendor, que inundaram a sala, não me deixam mentir, nem parecer "suspeita".
É glorioso. Avassalador. "Lindo de morrer", qualquer que seja o vector, por que abordemos a "fita".

   
Ramada, 29 de Janeiro de 2016, (05h:33')


  

Sunday, August 2, 2015

Eu e a vida em mim

Fui operada dia 19, Domingo, nas Urgências - falarei depois sobre isto, porque, desde há cerca de quatro meses, tudo tem sido de um vampirismo inexplicável.

Havia-me esquecido de um episódio posterior de uma beleza extrema, mas sem surpresas. A vida proporciona-me destas doçuras, que me alimentam a alma e me determinam uma grandeza enorme de enamoramento da vida  na minha pequenez neste imenso universo que Deus, (?), me ofertou.
Tinha um esquentador-inteligente - (ahahah...) - no Vale Vite. Deixava-me sempre ensaboada, correndo nua pela casa para o voltar a ligar... quantas vezes? Vezes sem conta: o safardana entendia que devia tomar o meu banho "à macua" -  quem é de Moçambique entende o que quero dizer. 
Chiça! Nem lá fazia disto, que o meu paizinho era esperto demais e construiu chuveiros com reservatórios, quando estivémos em Magude, nos anos '50.
Saturei-me e decidi-me a adquirir um termo-acumulador - não como o que tínhamos em L.M. nos anos '60, de 200Lts, mas um que me permitisse tomar banho e regalar-me como se a água morna da chuva me devolvesse as eutimias que busco todos os dias.
Os "técnicos" - vindos de expresso da suíça, algures nas berças! Careiros como o raio que os parta! - foram "montá-lo" na terça, 21 de Julho.
Na necessidade de irem ao "carro de apoio", o chefão chama pelo outro para ir ver uma "coisa".
Um pardal entrara no átrio, ou descera do telhado, onde os oiço chilrear.
Corri para abrir a porta, para que fosse em liberdade.
Diz o outro: "ainda ninguém conseguiu explicar porque é que um pardal não consegue viver em cativeiro..."
Verdade. Tentei salvar um, ferido, em tempos, e não resistiu.
O tonto, desvairado, vai de encontro à metade da porta que estava fechada, bateu de bico, e caiu redondo. 
O "ajudante" do técnico olha para mim: "Então? Morreu?"
"Não! 'Tadinho. Desmaiou com a pancada!"
O homem pegou nele, pô-lo debaixo da torneira e ele foi "acordando", muito lentamente.
Peguei nele, fiz-lhe festinhas, fui pondo água no bico, que foi engolindo.
Tenho uns sacanitas que me chateiam sobremaneira no meu varandim - comeram-me as malvas; mudei de plantas, o resultado é o mesmo; sujam tudo, chafurdam (n)a terra, em busca do que entendem, desafiam a minha paciência, e "cantam-me cantatas" descaradamente, manhã cedo, ou o dia todo.
Abri as janelas da sala, e tentei que partisse, forçando-o a apoiar-se no parapeito. Fingiu-se de morto, ou "alma penada", de olhos a dizer adeus.
Aconcheguei-o na concha das minhas mãos.
"Então? Vai! Olha os outros a chamarem-te..."
Num repente, levantou vôo e partiu para um terraço pertinho das minhas janelas.
"Nasce-se muitas vezes", diz Mia Couto.

Cresceu em mim a serenidade da certeza de que a vida é a maior das maravilhas de todos os tempos!
Não foi a primeira vez, que isto aconteceu. Tem sempre resultado, à excepção do outro, de patita partida, que quis que fizesse a recuperação na gaiola.   

   Ramada, 03/08/2015, (entre as 03h:00 e as 04h:00')
      






Sunday, July 5, 2015

"Mixórdia de Temática" - Os MITRA...

Enquanto preparo, ou fiscalizo, as actividades, que me proponho concretizar todos os dias, vou ouvindo a telefonia, (quando o meu espírito está em condições de absorver alguma coisa, de qualquer coisa, seja ela música, notícias, opiniões, palestras, reportagens, entrevistas...)
Anteontem, (porque fui obrigada, por razões de saúde, a deslocar-me a Torres Vedras), estava no Vale Vite a reordenar a minha vida. Tão abstrusa e tão inopinada foi a intervenção, que, num repente, não me apercebi da carismática intervenção de Ricardo de Araújo Pereira. Liguei os "auriculares", sintonizei-os, e as informações foram-se desnovelando e tomando corpo no meu cérebro: "quem é este?" "Mitra? Que é isto?"
Como é usual tudo isto se vai repetindo ao longo do dia; à segunda, já estava "ligada".
Todos sabemos da riqueza imaginativa do Ricardo. Muito adequadas, assertivas, contundentes as suas críticas sociais, muito particularmente voltadas para a juventude dos nossos dias.
Foi "a geração rasca"...  que descambou em algo perfeitamente aberrante. 
"À rasca", o ápodo com que muitos pretendiam defendê-la? Há muito terreno, ainda para lavrar, muita escadaria para limpar, falta de mão-de-obra para as profissões mais elementares, a que toda a gente precisa, algum dia, de recorrer: electricistas, pintores de interiores e exteriores, marceneiros, carpinteiros, mecânicos, canalizadores ...
Essa de desejar que (o)/(a)s filh(o)/a)s sejam doutor(e)/(a)s?!
Só quem tem estofo, deveria ser encaminhado para estudar, subindo uns degrauzitos mais. 
Abaixo os massacres, tanto aos que estudam coisa nenhuma, como aos que ensinam menos ainda. Seria um "tatebitate" de profunda determinação, que iria salvar toda uma nação. 
Deixemo-nos de utopias, de pretender "esconder o Sol com uma peneira". Quanto não se pouparia por esta via? Mais: quantas mais pessoas muito mais felizes não encontraríamos? 
O nível de iliteracia, muito mais gravosa que o anafab(e)/(ru)tismo, cresce de forma vertiginosa, e é de grau muito mais elevado, do que era o do analfabetismo, há uns anos atrás.
Apesar de terem tudo pago e repago, sem obrigações algumas de retorno do que quer que seja, ainda esmolam passagens de ano, índices liminares de avaliação aceitável.
Enfim: "mitrismo"?!... (Ou "mitrice"? Já que se converge para o paroxismo de uma indefinição humana, de uma contaminante inépcia para o que quer que seja, de um total desconhecimento de razão de ser, estar, ou existir?!)
São os "Mitras"! 
São os pais, os avós, os tios, os primos... e são eles! Comem à conta, vestem à conta, "estudam" à conta, passeiam à conta, compram tudo, (do caro e do melhor!), à conta, estragam tudo o que podem e bem entendem à conta!...
São os "Mitras", sim, Ricardo de Araújo Pereira!
Os vermes que rastejam pelos cantos das escolas. As bolsas de trampa, que denigrem o trabalho de quem quer fazer alguma coisa de válido por eles. 
Já deixaram de ser patos bravos: são a trampa, o escarro, os abortos das nossas sociedades hodiernas!

Ramada, 05/07/2015, (18h:43') 

Friday, June 19, 2015

Tudo vai de mal a pior, onde deveria imperar o bom senso

Soube, há cerca de um mês, talvez, que a Delegada Sindical, referenciada no "mailing" aqui "postado" a 21 de Maio,(p.p.), creio, já foi substituída por outra.
"Algo vai muito mal no reino do (Far)oeste"...
A professora em questão sempre me transmitiu demasiada insegurança. Talvez por atribulações da vida, mas gerava sempre desconfiança, e alertas (que bem conheço em mim), diziam-me: "Ná! Isto está demasiado tremido".
Sem querer, fui observando determinados episódios, factos ocasionais, que se repetiam. "'Tá tudo certo agora!"
Se via pernas e pés pendurados nas janelas das salas, mais no anfiteatro, era certo e sabido que era ela que lá estava a "leccionar". A minha vida de andarilha por aquela escola, permitia ver, (com olhos de ver e não aceitar), estas desconformidades de uma "formadora", que, fossem quais fossem as razões, permitia e pactuava com isso.
Ao longo do ano lectivo - todos os que decorreram desde que ela lá foi colocada - a principal preocupação são os preparativos para as saídas para França, longe ou perto das "escolas geminadas". A João das Regras, de escola só tem o nome. Não reconheço nenhuma, cá, que se lhe compare, quanto mais no estrangeiro. 
Intercâmbio? Como assim? Nunca lá vi alunos estrangeiros. Custeamos estas viagenzitas, que, o que importa, é encher a boca com os pressupostos que os outros - que também não estão para se chatear... - vão fingindo que acreditam.
Depois são as semaninhas das Línguas e das panquecas.
Só para dar cabo da cabeça da criatura, acabaram com alguns feriados - coincidiam sempre com dias de aulas dela: o programa ficava por cumprir, ou o tempo mal daria para que satisfizesse a razão prioritária, que é dar aulas, leccionar, cumprir todos os objectivos propostos no Programa.
Agora, como Delegada Sindical, como vai ser?
Lá vão uns almocinhos e/ou jantarinhos à conta?!... E mais umas passeatas cá por este paraíso?!...

Tanto quanto sei, o marido está desempregado. Duas filhas. A vida é dura, é certo. Mas custa a todos!

Primeira questão: que crédito inspira uma representante destas?
Segunda questão: que fiabilidade, respeito, denodo, devoção denota pela profissão e pelos que pretendem elevar o nome ensaburrado dos que são merecedores de todas as deferências?
Terceira questão: vamos vê-la frigir panquecas? Vamos vê-la partir para um qualquer lugar de França - (sim, porque nunca é o mesmo sítio)? Vamos vê-la colar fotografias da diversão obtida durante a viagem?

[Depois, sou eu que tenho a mania que vou mudar o mundo... Esta, e tant(o)/(a)s outr(o)/(a)s como ela mudaram-no, com toda a certeza! E para muito pior!]

Ramada, 19/06/2015, (19h:29') 

    

"Preso por ter cão, preso por não o ter"...

Não posso deixar de reflectir sobre um "mailing", que me "caiu" na caixa de correio - habituais "Newsletters" da Câmara Municipal da Lourinhã, ou da Biblioteca Municipal.
Vejamos, então:


Ponto-Chave: é louvável esta angariação de voluntários, que possam contribuir para uma melhoria de vida, uma abertura de horizontes, de molde a proporcionar uma vida activa, com qualidade, aos que já se vão aproximando da recta final de vida.
Contudo, parece-me que se crê, ou se pressupõe, que se pode viver do ar. As áreas de formação indicadas requerem conhecimentos, e algumas qualidades dotalícias, que implica(ram), por certo, investimentos de qualquer ordem.
Ponto 1.: já lá vão nove ou dez anos que elaborei um horário, pós-laboral, em que me oferecia para desenvolver actividades das mais diversas. Havia que empatar dinheiro para prossecução e ministério das mesmas - sou perfeccionista: não quero falhas para mim, e, menos ainda, sentir-me em vazio, qualquer que seja a situação que me obrigue a confrontar, a acarear o que sei com o que me possa surgir, de inusitado, como "currículo oculto", da parte dos outros. Ficaram de me dar uma resposta, mas foram lestos em dizer que "não se podia pagar, ou só depois de 3/4 meses". Obviamente, que contrapus com as premências que me assolavam na altura - e que continuam a subsistir, desde que me mantenha na Zona Oeste. Além das contravenções já por demasiado conhecidas, com que me têm destruído tudo o que de melhor tinha de meu, a qualidade de vida, que me tem sido sempre propiciada, é degradante. Mal dá para respirar, comer, ou viver.
Ponto 2.: depois de aguardar, mais que tempo suficiente, nenhuma resposta obtive. Voltei à carga, oferecendo-me para o Banco de Voluntariado - de nada servia o que propunha; pretendiam encaminhar-me para os peditórios do Banco Alimentar. Jamais! Há muita terra para lavrar, e de mentecaptos estou eu farta.
Ponto 3.: há dois/três anos aventei mais uma tentativa. Garantiram-me que me dariam uma resposta. Até hoje, aguardo por ela.
Agora surge esta notícia para voluntariado da/na Academia Cultural Sénior.

Era portadora do Certificado do I.F.E.P., que deixou de ser renovável.
Os objectivos contidos no Enquadramento são do melhorzinho. 
As Áreas/Funções denotam, de facto, a falta de visão relativamente às certificações necessárias.
As Ofertas aos voluntários são muito "aliciantes":
a) seguro,
b) acompanhamento técnico/administrativo,
c) certificação de prática de voluntariado.
A duração é uma estafa - equivalente a um ano lectivo! Com as fèriazitas habituais, e tudo?!...

Mesmo que para um(a) garot(o)/(a), com dezoito anos, ou pouco mais, - que, com toda a certeza, só se enquadrará nas tecnologias de informática, - não me parece ajustado.

Deus do céu! Com treze/quatorze anos já me pagavam, em Moçambique, para as ocupações sazonais. E era dinheirinho, na altura?!...

Sucesso e rentabilização de boas intenções aos promotores desta ideia brilhante!

Ramada, 19/06/2015 (18h:35')  
  



Wednesday, May 27, 2015

Albardar ou aldrabar - o significado das "coisas"

Continuamos a albardar para que as mentes se percam nos passos perdidos da ignorância humana - faz jeito, dá muito jeito, e agrega imensos adeptos. É preciso é "quorum".
A metempsicose tem destas variâncias?!...
Chamarem-me de "vaca", "gaja", "puta", é, de facto desconhecer minimamente os significantes contidos nestes vocábulos. 
A língua portuguesa já se presta, por demais, ao sardonismo, à idioti(a)/(ce), à precaridade imaginativa, ao analfabrutismo destes ignorantes.
A Lourinhã - reza uma das eventuais "estórias" cá do "burgo" - surge pelo facto de, bem perto daqui, existir um lugarejo chamado de Casal Lourim. Tinham uma vaca, que lhes fornecia o sustento. O bom do lavrador, (?), chamava por ela: "Anda cá, Lourim!" E a vaca respondia: "Hãããã.." Isto era no tempo em que os animais falavam...
Por inerência, a Lourinhã é conhecida pela "terra das vacas". Ineditismo espantoso, para quem se desloca, passa de viagem, ou se decide a residir por aqui. Depois entende-se. Muito facilmente. As mulheres, para além dos pressupostos que subvertem todos os conceitos e valores do que é "política e socialmente correcto", são, na grande maioria,  anafadas, de formas rotundas e "transbordantes". Olhando para elas, percebe-se, que, inevitavelmente, ocorre-nos esse epíteto. 
Estou por fora: nunca fui gorda, nem consigo engordar. Depois dos problemas de saúde que tive há cerca de quatro anos atrás, é, de todo, inviável que isso venha acontecer. 
Primeiro ponto: resolvido!
"Gaja" entrou no nosso léxico por influência da(s) comunidade(s) cigana(s). "Gajo" e/ou "gaja" significa "aquele e/ou aquela que não pertence à comunidade, à raça". Sou, por via erudita, de facto, "gaja" - nunca me identifiquei com esta gente, e, agora, é tarde demais, "muita água correu debaixo das pontes" para se reverter o que quer que seja.
Contudo, sabemos da conotação implícita. Por este "ponto de vista", estamos mal. É usual as mulheres arranjarem entretenimentos, ocupações para levarem mais umas "lecas" para casa, quer durante a semana, quer no fim-de-semana. O homem, como já é de prever, e é sabido, fica quedo em casa. Então o que são estas fulanas? Das duas, uma: ou não há espelhos em casa, ou são comprados na(s) feira(s); ficam, assim, com a capacidade de distorcer os reflexos.
Ponto dois: resolvido.
Agora temos o caso bicudo de "puta". Era um termo generalizado, curto, para destrinçar quem era meretriz, das que não o eram. Com o 25 de Abril entrou na significação com outra conotação - feminino de "puto". Indicadores assentes: nada tenho a ver com o primeiro; menos, ainda, com o segundo. Rejo-me pelos meus princípios, sempre. Não subsidio, nunca subsidiei chulos. Também já tenho idade suficiente para me distanciar, bastante, da garotada. Depois, por via de teorizações filosóficas modernas, "puta" será toda aquela que tem com que tapar, ou fechar o buraco por onde urina - (os canais são diferentes, mas... simplifiquemos).
Terceiro ponto: resolvido.

Resta, agora, referir uma asserção que ouvi a uma professora, crendo-se "p'rá frentex", chamar a uma "miga": "mula". C' os diabos! A mula surge de cruzamento de cavalo com burra, ou égua com burro... Sou racista, à boa maneira alemã: há que defender o purismo, a cultura, o orgulho da raça. Não defendo, não compreendo a miscigenação. As histórias de vida que conheço não são louváveis, não são admiráveis e têm salientado problemas de monta nos atritos provocados por diferenciação, quer de "modus vivendi", quer de "modus operandi", entre os pares sexuais, quaisquer que sejam as alternativas. Proliferam as "guerrinhas de alecrim e manjerona", com repercussões gravíssimas.

Aqui também não me enquadro. Decididamente, não. Sou moçambicana, de corpo inteiro; fui casada com um português, e dei-me mal, muito mal.

Este foi um revirar da minha intervenção no Festival Grito de Mulher do ano passado.

Vale Vite, 28/05/2015, (07h:30')



  

Thursday, May 21, 2015

Factos e/ou dados estranhos?!....

Recebi há uns dias este "mailing". Mais precisamente, no passado dia 13 de Maio.
Estive quase para o remeter para o "spam" - vinha com remetente de Anonymous. Mas abri-o e espantei-me com ele, tanto mais que, quem o terá remetido, sabia o que fazia - o "e-mail" onde entrou é o que se destina a questões laborais.



Já não é recente - data do início de Dezembro passado.
O estranho é que é de uma colega da EB 2/3 Dr João das Regras, mas de um Grupo Pedagógico diferente do meu. Nunca desenvolvi uma relação de proximidade com ela. Nem poderia. É muito empolgada, irrita-se facilmente, e não costuma aceitar que lhe façam observações - tento não extrapolar com as pessoas que apresentam "feitios" avessos ao meu, e sei que tenho um "feitiozinho desgraçado", com "muito pêlo na venta".
É ou era, Delegada Sindical - houve eleições, e dada a contestação apresentada, poderá ter sido substituída.
Quem o terá remetido, sabia o que fazia.
Porquê? Com que intuito?
Ao longo da minha vida, tive oportunidade de contactar e conviver com delegados sindicais de várias áreas, chegando mesmo, a ser convidada a sê-lo, quer quando trabalhava na Quimigal,EP, quer nesta escola. 
Os caminhos para onde descambam as boas intenções não são do meu agrado - ele são convívios, almoços e jantares, e, quem conseguir "alinhar", ainda pode deglutir "outros pratos". Tudo à conta dos "generosos" que prescindem de parte dos seus honorários para proporcionarem uma "santa vidinha" aos elementos dos sindicatos.
Todavia, volto a questionar: 
a) porquê agora?
b) que intenções "rebuçadas" traz este "mailing"?
Duvido que a colega Rosalina saiba disto. Vem como anonymous. Quem fez isto, leva-me a crer que não ousasse demonstrar boa intenção.
Estes meandros dão-me volta à cabeça, enchendo-a de nós e embaraços.
Das voltas que tenho dado, desde que fui agredida na Josefa d'Óbidos, - (que me levou a cancelar a filiação no SPGL), - fico sempre de "pé atrás" e em atitude defensiva, ou, pelo menos, expectante.
Quem tiver a ombridade ou de se acusar, ou, pelo menos, de me esclarecer, não se acanhe por isso.
Sou sempre uma boa ouvinte, embora seja voz corrente, que "tenho um feitio esquisito"...

Ramada, 21/05/2015, (11h:28')  







Wednesday, April 29, 2015

Quase um ano sem por aqui vir semear o que quer que seja...
Tantas lucubrações foram forjadas, tantas ansiedades sentidas, tantas sensações desconformes aglutinadas, algumas desesperanças suportadas, abalos sem sentido me foram perpetrados...
Mas hoje, parando, para querer saber um pouco de mim, dou-me conta de que poderei estar no fim da linha.
Maio vai ser um mês de arrepios, de contra-sensos, de masoquismos obrigatórios. 
Tanto tempo faz que reclamo atenção para os meus alertas, respeito pela saúde do meu corpo e sustentabilidade da minha vida, [que só pretendo que seja linear, simples, descansada e sadia, como tentei que sempre fosse, que, (como é habitual), tem sido devassada, destruída sem dó nem piedade - a violência, expressa por palavras e actos tem sido do mais insuportável, que imaginar se pode]?!...
Este ano iniciou-se mal - só, como sempre, sem um abraço, sequer.
Os fogos-de-artifício trouxeram-me imagens de faúlhas soltando-se de fogos que nada tinham de festivos...
As atribulações são as mais discrepantes, absurdas, inadmissíveis numa sociedade, que se pressupõe "normal", e que só lixo transborda.
As minhas endofasias enchem-me o âmago - ninguém sabe o que é isso, sem lhes conotar valores negativos...
Não sendo, de todo, masoquista - "va de retro!" - vou permitir que me esquartejem, me trunquem pedaços para análises detalhadas. Nos cadinhos onde forem pousados, misturarão "ácidos e coisas que tais"...
Depois... "que seja o que Deus quiser!"
Já não questiono. Perdi o "élan", o sentido da minha vida desde que me impuseram - direito a penas duras com dolo! - viver onde estou.  Rejeito tudo - basta ler tudo quanto tenho escrito contra estas excreções fedorentas que me rodeiam; a alma, a vida, o valor de tudo... nem sequer sabem que existem.
Para lavar roupa, foi preciso que vissem minha pendurada todos os dias. Para limpar a casa, foi necessário pendurarem--se nas janelas ou pregarem-se no chão da rua para aprenderem. Tomar banho? Que canseira, que luxo, ou esquisitice tamanhos?!
Esta repulsa que despertou tão logo me permiti deambular pelas ruas, nas minhas passeatas higiénicas, cruzando-me com estes espécimenes, recrudesceu com o assédio, ou intromissões na minha vida privada, ou sendo perturbada em minha casa.
Vivem por onde e com o que se defeca e/ou se exsurge. E é já bastante. São promíscuos, defectíveis por excelência. Chafurdam, regozijam-se e são "felizes"... 
"É a vida?!"...

Vale Vite, 29/04/2015, (1942')




  

Tuesday, August 5, 2014

O MILHAFRE - o "blog" do M.I.L.

Está em discussão a tão questionada "entrada" para a C.P.L.P. da Guiné-Equatorial, e a posição de Portugal relativamente a toda a problemática, que Obiang terá originado, quando assume, por um lado, que aceitaria, eventualmente, qualquer outra língua, que não o Português, e, por outro, o facto de poder manobrar a política económica dos parceiros na C.P.L.P.. 
Outro dos grandes perigos, também, é-nos alertado pelo facto de a Guiné-Equatorial contemplar, na sua Constituição, a pena de morte.
Sobre tudo isto, O MILHAFRE encontra-se aberto a comentários e discussão subordinados ao tema
                      Sair da CPLP??
Estando, ou não, esperançosa, que as circunstâncias, apesar de anormais da aceitação da adesão da Guiné-Equatorial, não venham a complicar mais o panorama sócio-económico dos países envolvidos, não me parece lógico, que:
1. depois de não terem sido levantados quaisquer obstáculos antes da adesão da Guiné-Equatorial,
2. agora seja posta em causa a eventual saída de Portugal. 
Não tem um mínimo de racionalidade.
Não me venham com as tretas do costume que o petróleo é moeda de peso agora. Até quando? Vivendo-se do quê? E a terra, que nos possibilita a agricultura? E o mar, que nos fornece a pesca?

Morrem povos à fome, com terra jovem, fecunda, "abençoada por Deus", como costumo dizer - tudo medra: basta deitar a semente à terra. 
As possibilidades do subsolo compram dinheiro, que é nada. Ninguém come dinheiro, diamantes, ouro, gás natural, petróleo.
Parece infantil. Não é: percorram o país. Mirem os campos e as zonas costeiras - o povo sabe donde lhe vem a comida para a mesa!

05/08/2014, (14h:10')  


Thursday, July 31, 2014

Se...

Se hoje voltasse atrás, tentaria fazer o que nunca tive necessidade de fazer, e para o que jamais senti apelo - fugia de casa!
Embarcaria num sonho, que me perseguiu: ser enfermeira-paraquedista!
Nunca tive pressa de crescer, de atingir a maioridade - senti-me sempre bem na minha pele: era livre de fazer o que queria, (desde cedo deixaram-me portas e janelas abertas); os meus imperativos, categóricos, assim o determinaram. 
Busquei sempre uma forma outra de reconhecimento de mim, não somente através dos outros, mas das imensas forças ocultas com que a Natureza e a Vida me presenteavam. 
Uma consciencialização intrínseca, acomodou-se naturalmente, nos recônditos mais ocultos - fui dando corpo à interiorização, que, sentia, me transformavam em "avis rara" aos olhos dos outros. Explicar, não sou capaz; exemplificar, demonstro nos meus actos - a solidão é, mais que um estado de alma, uma plenitude de harmonia, paz, sensibilidade.
Sente, quem sente - e são poucos.
Quando nos definem com um Q.I. (muito, bastante) acima do normal nesta fase da minha vida, pergunto:
- como era em garota?
Esta desconformidade, que assumo perante o mundo, mas não a imponho - isso é bom para os "normais" - dá-me amargos de boca, uma sede interminável de partir para outro lugar. Costumo dizer que sou um ente em permanente viagem. Mas lugar nenhum é bastante, se houver um(a) incomodativ(o)/(a) "normal" a atasanar-me e a perturbar o meu (desas)sossego.
Sou tão só de amor em mim... (Como há muitos, muitos anos já dizia num poemeto, que escrevi).

Vimeiro, 31/07/2014, (20h:02')   

Friday, July 18, 2014

Minhas Efabulações - seria a 23ª...

Recebi ontem a prova da Capa do meu 3º Romance.
Partindo de dois dados verídicos, não sei se relacionados, ou não, construí este Romance, de forma simples, sem grandes intenções de florear - uma aposta para quem crê que "tenho um coração empedernido, que não sou capaz de amar"... 
De Amor, muito se fala, muitas palavras ocas se dizem ao vento - tudo perdeu o sentido. Desde sempre soube qual a porta de entrada, -  ( porque, a de saída, está sempre aberta para mim, quando as incontingências me forçam a tal: não nasci masoquista!), -  que janelas e quando as devo abrir. Esta sensação, intrínseca, minha, desde que me conheço, de borboletamentos afagando-me, são inexplicáveis - instinto? Intuição? Conhecimento liminar da vida que nos devia sustentar a todos? Reconhecimento de que há imperativos, que sempre me assistiram, de que tive sempre consciência, (no matter whatever)? 
O meu estuporado feitio difícil esperneia, pontapeia as luas mentirosas, que pretendem induzir-me a trilhos errados. Será a minha muito "sui generis" forma de estar, viver, crescer, (continuamente), renascer em cada paixão que me absorva o meu espírito vadio e anelante de fruições que nada têm a ver com a libido. 
Amar é tanta outra coisa diferente da que os outros assumem como "é a vida?!" 
Nunca encomendei sapatos por medida: a Vida sabe o que faz! Aceitar, mesmo que me doa quase até à destruição - o que é bem difícil?!... - poderá acontecer. Prefiro procurar águas onde possa agarrar o peixe com as mãos!  Esta é a chave da minha felicidade!

A capa, trabalhada pela EuEdito, de acordo com os dados fornecidos e trabalhados por mim. Aguarda, ainda o ISBN. É rápido: devo ter os espécimens comigo 3º-feira próxima, muito provavelmente.


      

Vou proporcionar-me um interregno de recolha, rebuscagem, compilação, formatação, correcção, de textos de análise literária, ensaios, participações em alguns programas televisivos, poesia "à solta", (eheheh), que por aí se avolumam.
Vale Vite, 18/07/2014, (10h:07')

Wednesday, July 9, 2014

Participação em Antologias e Colectâneas

Serão lançadas as duas Antologias da Mágico de Oz Ed., em que participo,

 nesta, com um conto;



e nesta, com duas poesias, (dois sonetilhos, creio). 

Entretanto, foi-me feito o convite para participação na nova Colectânea da Lua de Marfim Editores, subordinada ao título Confissões, que deverá ter este aspecto, de acordo com o convite expresso pelo Paulo Afonso Ramos, o editor:

Sunday, June 22, 2014

Mais um livrinho meu!

Tem estado a ser trabalhado o meu segundo volume de Contos ao Acaso, cujas provas recebi ontem. Neste volume, de 145 páginas - o anterior tem 185 - reuni algumas das muitas "estórias" da minha vida de professora. "Construímos" um conjunto, e, logo após, lembramo-nos de muitos outros contos: acontece, obviamente.
Este vai ser assim:

Entretanto, estou a ultimar o meu 3º Romance; meti-me numa alhada, que está difícil de contornar nalguns passos, mas... vou chegar lá!

Este mês saem três obras, com o II Volume dos Contos; provavelmente para Julho, terei o Romance pronto; título já há, mas há que repensá-lo.

Wednesday, June 11, 2014

Interregno

Depois de uma longa pausa, em que estive impossibilitada de aceder aos meus "blogs", volto às novidades - as últimas! - para registo de duas das últimas obras pessoais



depois de andar às voltas com uma série de contratempos, consegui finalizar estas Crónicas de Costumes.

Entretanto, estava em laboração uma compilação de contos dispersos, que me decidi a agregar, recolhendo folhas que me surgiram pelos recantos mais inesperados, em casa.


Nenhum deles apresenta o ISBN. São as provas, que me foram remetidas pela Editora, para apreciação e/ou aprovação.
O primeiro já está na minha mão, e o segundo vem a caminho.

Entretanto, estão em laboração três ou quatro Antologias, para além da da Lua de Marfim Editora, CARTA


lançada no passado dia 31 de Maio.