Tuesday, November 12, 2013

MIND OF THE DAY:

"Live out of your imagination, not your history." - Stephen Covey.

Com os últimos acontecimentos, e com a eventual precipitação de outros, que se avizinham, é difícil não criarmos refúgios para as nossas dúvidas, para as barreiras que se interpõem nos caminhos, que delineamos, traçamos, ou pretendemos realizar.
Há várias formas de nos mantermos sepultos nesta corrosiva e desordenada avalanche de desconcertos. 
Não acredito, não defendo, nem subscrevo as formas, violentas - e são-no sempre, queiramos, ou não - de manifestações, vozearia e pangaiada. 
Há modos, muito mais eficientes, de (des)acordar pressupostos, de desviar intenções perniciosas. Cansam, até ao esgotamento e à desestabilização total, as formas quase irracionais com que se defendem ideias - não ideais: isso é outra coisa, que deixou de ter cabimento nos tempos que correm. Assusta-me a inconsciência, o jogo de (des)interesses partilhados nas redes sociais - modos de conversão de imitações, de azedumes, de incapacidades de se lutar e defender por uma realidade inabalável: somos, antes de mais, não seres agregados por interesses - hoje já não se poderão dizer "comuns"... - mas de protagonismo barato, de evidencialismo pernicioso, destrutivo.
Estar-se, hoje, pressupõe - ainda na minha óptica de sempre - no firmar-se pelo bem comum; não mascaremos, não disfarcemos, não abroguemos ideais e/ou ideologias. Façamos por sermos estandartes das nossas assumpções - não remetamos para o outro as causas das nossas erráticas "maniazinhas" de sermos inteligentes, oportun(o)/(ista)s - mais estes últimos?!... - em demanda de proveito em causa própria. 
Lutamos todos, ou, pelo menos, fazemos por conseguir atingir o que serão os nossos pontos de eficiência, conforto e estabilidade presuntiva. Cada um tem direito a tudo isto; não poderá, obviamente, descurar, a interdição da invasão do território do outro, sem que para tal tenha sido solicitado.
Ainda subsistem ápodos, recriam-se outros - como é possível que, no meio de tanta poesia que por aí se dissemina hoje, as pessoas possam crer que "imagination" tem a ver com enxúrdia, desapego, criminalidade intuitiva, fúria homicida consentida?!...

Façamos novos mundos, criemos outras "estórias", mas façamos por estar de bem com a vida e os outros. Façamos - é obrigatório! - por ser felizes, um pouco.

12/11/2013, (12h:12')