GRITO DE MULHER - I
Sofrida, dorida, perdi o Norte
Mesmo que me soves de morte
Não me calo, não aguento
Não és tu que me dás o sustento
Sou eu, que luto pela minha vida.
Vai, sai, parte: não há guarida.
No amor, que dizes que me tens,
Nem o inferno ou o diabo o pintam!
Judas vendeu Jesus por três vinténs.
Tu massacras até mais não.
Vai, antes que a fúria desponte
E eu não saiba se te ignore, ou afronte.
Por uma aberração sem limites,
Não mereço grades, nem grilhões
Mesmo que apeles e cites
Amor, compaixão, tesões
Meu corpo cansou de tantas surras
Sou já uma sombra nas tuas saburras.
02/11/2013 (02h:56')
__________________________________
- A minha produção está a incidir, a par de algumas "crónicas de costumes", em realizar poesia sobre a violência doméstica. Esta é uma delas - há mais, que poderão, eventualmente, ser "postadas" mais tarde.
03/11/2013 (13h:37')
__________________________________
- A minha produção está a incidir, a par de algumas "crónicas de costumes", em realizar poesia sobre a violência doméstica. Esta é uma delas - há mais, que poderão, eventualmente, ser "postadas" mais tarde.
03/11/2013 (13h:37')
