Wednesday, April 17, 2013

As minhas efabulações - 8

Recebida esta manhã, à saída para a escola, os exemplares da Antologia A SAUDADE, promovida e lançada pela União Lusófona das Letras e das Artes. Desde meados do ano passado que esteve a ser preparada - recolha e selecção de propostas de textos.
Com duas comparticipações minhas.
Gratificante, dado que, novata nestas deambulações, emparceiro com nomes já bem conhecidos destas lides.

A capa.


A contra-capa.
ISBN: 978-989-95635-6-8
Março/Abril 2013

Monday, April 15, 2013

As minhas efabulações - 7

Mais um livrinho: uma compilação poética abarcando o antes, o durante e o depois do meu casamento.


Com fotos, capa e contra-capa da minha autoria; a composição é da responsabilidade da EuEdito.
                                       ISBN: 978-989-98135-4-0
                                                                  Abril de 2013

Friday, March 29, 2013

Um conto por mês - excertos

O Benfiquista

Vizinho recente, de um andar há muito devoluto.
..........
...Umas vezes de tronco nu, com argolas de banha sobrepondo-se umas às outras - uma visão deveras desagradável, algo repelente.
..........
Mas o epíteto advém de um telefonema, que, mesmo que não quisesse, tive que ouvir.
Estava a mudar os cabos dos estendais da roupa. .... "Olha lá: como é que se lavam os copos de cristal na máquina de lavar loiça? É que me ofereceram uns copos do Benfica com o meu nome gravado."
A variação da conversa foi pouca, mas "deu pano p'ra mangas!" Repetiu-se, "baralhou e voltou a dar":...
..........
Tive que me divertir com esta caricatura:
- primeiro, porque supõem que os outros são surdos, e, portanto, falam bastante alto;
- segundo, porque, em recinto de feira, nenhum produto... teria sido mais eficazmente apregoado;
- terceiro, porque ser do Benfica ainda é uma grande riqueza....;
- .........

Gente importante, é outra loiça?!....

In Contos em Noites de Lua Cheia, "O Vale das Sombras"
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho de 2012

Friday, March 22, 2013

Cópias...

Há gente que anda sempre a reboque das ideias dos outros - Schade!?...
Aiai... Saramago, saramago?!... Tanto lhes dão, que se outorgam o direito de serem o "must" da cópia, sem valor, nem sentido algum...
Poix... Só há imaginação p'r'á porra que os pariu! Que a mãe, essa, é sempre a merda que dela quiserem fazer.
Valham-nos os chineses!

Thursday, March 7, 2013

O meu Manifesto

O Meu Manifesto

Se me empreenderam um caminho
de muitas cruzes plantadas
não devo rejeitar o espinho
que me dói como navalhadas

Era outro o meu destino
nesta vida de curtas vistas
fazem-me perder o tino
as sociedades machistas

Parem ratos, matam gente
como quem desenha luas
andam sempre pela tangente
e só fazem falcatruas

Em frente é sempre mais perto
se se empenha a valer
somos um livro aberto
e só queremos viver

Cada um à sua maneira
não há modelos e formas
dou lenha à minha fogueira
não me lixem com as normas

Deram-me asas para voar
que nunca mas cercearam
deram-me armas para lutar
e sonhos que se truncaram

Nasci rio a engrossar
pelas margens do saber
mas em vez de avolumar
senti o leito a encolher

Queriam para mim esporas
de outro timbre, outra arte
deitei por terra as escoras
e teci outro estandarte

Ser mulher não é, talvez,
servir o homem e os filhos
destinos de outro jaez
têm muitos mais cadilhos

06/03/2013, (23h:30')

Monday, March 4, 2013

As minhas efabulações - 6

Quando cheguei a casa ontem, (04/03/2013, 2ª-feira), tinha uma notificação do carteiro para ir levantar uma encomenda à Lourinhã.
Os meus últimos registos, 
                        - um com textos datados de 1986, contendo duas Peças de Teatro,

ISBN: 978-989-98135-3-3
Fevº 2013

                                                                                    
                                            - o outro, um esquiço de estudo sobre uma das personagens de Bartholomew Fair, de Ben(jamin) Jonson


ISBN: 978-989-98135-2-6
Fevº 2013

Ambas as capas foram concebidas por mim.

Outras edições estão já em vias de preparação, estando a proceder-se à revisão e (re)composição dos textos.

Nas obras agora apresentadas, pode-se concertar, no primeiro caso, duas oportunidades inesperadas de (re)encontrar a vida; no segundo, uma perspectiva retirada da convulsiva e intrincada teia que a escatologia permite.
Gostava que lessem, ambos, muito embora, no segundo caso, seja necessário conhecer, ou, pelo menos, ter lido a obra de Ben Jonson. 



Sunday, March 3, 2013

As minhas efabulações - 5

Depois de um fim de tarde deliciosamente poético, entre gente bonita, e com quem dá gosto estar, a propósito da Antologia Egos Poéticos, lançada sensivelmente há um ano, vou deixar os meus registos, que já datam de Novembro/Dezembro passado, (2012), e que só hoje me foi dado recolher da mão dos editores.
São livrinhos de capas simples, que já têm cerca de 12 anos, e só agora foram coligidos os apontamentos para a sua feitura.
Gosto das capas - fazem-me lembrar os auxiliares de estudo dos meus primeiros tempos de Faculdade.
Deu-me imenso gozo concebê-los. Gosto de os reler.
ISBN: 978-989-98135-0-2
 
ISBN: 978-989-98135-1-9
 
Faltam, ainda, as duas Colectâneas em que participei. Esqueceram-se de mas levar.
Registá-las-ei num próximo "post".
 
 
 

Thursday, February 28, 2013

Um conto por mês - excertos

O Salsinha
Desde que me mudei para este Vale das Sombras senti-me incomodada com a pertinácia de "voyeur" de um dos vizinhos das traseiras.
Perseguia-me, até quando ía fazer compras, ...
.............
Acontece que o nosso vizinho é casado. Supunha-o viúvo, ou coisa que o valha - punha-se de tronco nu, como se me quisesse transmitir alguma coisa: a reacção possível era, de facto, óbvia: imaginava-o a guardar um rebanho, de garrafão a reboque!
.............
...Mudou-se para lá o filho, o Salsinha.
Ora o Salsinha quase nunca se deixa ver.
............
Passa as noites ao computador, vai espreitando pelas janelas para ver se vê luminosidade em minha casa, interfere no meu computador, e de manhã... apagam-se todas as luzes: as da sala dele, e as da rua...
Raramente se vê roupa lavada a secar...
Sai muito pouco, e, quando calha vê-lo, (o que é duma esporadicidade inacreditável), é macilento e translúcido.
Vai sempre de fugida, e, decerto, para encontros fortuitos.
..............
Vidas complicadas as desta gente?!...
..............
Mas estão na moda, (com as vicissitudes que os conhecimentos virtuais proporcionam), variações escabrosas - uma forma nova de incorrer em devaneios, sem se exporem à maledicência;......
A inveja, a cobardia, o despeito, a injúria são desportos favoritos e a "côr local" por cá: um "ex-libris" quase com "marca de água" - mal se vêem, mas têm um peso devastador.

In Contos em Noites de Lua Cheia - Brumas Sobre o Vale
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho 2012

Friday, February 22, 2013

Os Sorrisos...

Riscam todos os perigos
Esmaecem as angústias
Incendeiam os sentidos
Esmeram-se balaústias

Acrisoladas de pérolas,
Brancas, diferenciadas,
Como traves de pérgulas
De flores enfeitadas

Brilham, dançam, cantantes,
Levando p'ra longe as dores
Que nos maceraram antes,
Espargindo mil odores

In Doces Loucuras - Louvor Aos Sorrisos # Lavra... Boletim de Poesia #
ISBN: 978-989-98208-0-7
Fevº 2013

Sunday, February 3, 2013

As minhas efabulações - 4

Para comemorar o 2º Aniversário da LUA DE MARFIM - Editora, foi elaborada uma Colectânea, A Vida Num Sonho, em que participei, também.
A Festa foi muito agradável, muita gente gira, e gente nova, que participou, ainda, na outra Colectânea, Se Sonhas, Consegues Fazer.
Teve lugar ontem, a partir das 16h:00', no Auditório do Campo Grande, em Lisboa.
Está interessante: dividida em dois segmentos,
- "Lua Cheia", que comporta os textos em prosa,
- e "Luar de Poesia", em que se concentram os poemas.


Muita variedade de imaginário, e um leque diversificado de expectativas.
Recomenda-se.
ISBN: 978-989-8524-63-8

Friday, February 1, 2013

Um conto por mês - excertos

Embora esta rubrica tivesse sido realizada com a intenção de, de facto, acontecer mensalmente, outros imperativos se foram instaurando.
Irão acontecer quando a vontade a tal me impuser.

A Perdiz Bêbeda
....
- perdiz, porque é das especialidades de caça desta região;
- bêbeda, porque, ao ouvi-la rir, no café, me lembro sempre do "whiskey", cuja marca andou pelos anúncios da TV com a perdiz caindo de bêbeda;
....
O modo de rir é indescritível, histérico, destemperado, como todas as outras actuações que lhe são próprias.
....
Volta e meia desanca a filha - julgo eu...; oiço a miúda gritar, berrar, chorar, dizendo sempre: "Não, mãe! Pára, mãe!" Aflige-me.
Que pai será este, que mete o bedelho em tudo o que não deve, e se arreda de responsabilidades, e permite que isto aconteça? Normalmente acontece de noite, variando as horas. Penso que ele já estará em casa...
.... como todos os homens daqui, julga-se o rei do harém, mas, pelos vistos, é só fogo-de-vista. As actuações, acrisoladas, da Perdiz Bêbeda, prevêem pouco ou mau desempenho?!...
....

In Contos em Noites de Lua Cheia - O Vale das Sombras
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho 2012

Thursday, January 31, 2013

As minhas efabulações- 3

Fresquinha, acabadinha de receber, a Colectânea Poética Louvor aos Sorrisos, da responsabilidade do LAVRA-Boletim de Poesia, editada pela EUEDITO, que irá ser lançada no próximo dia 24 de Fevereiro deste ano. Aqui em ante-estreia!
ISBN: 978-989-98208-0-7



Interessante, (não por estar incluída com três poemetos),  mas porque a variedade imensa da recolha abrange o inexpectável.
Façam o favor de a ler!

Sunday, January 13, 2013

Que fiz da minha ternura
Que me nascia nos dedos?
Que fiz da doce loucura
Dos meus sonhos nos cabelos?
Que fiz da minha euforia
De me sentir alma viva?
Que fiz do meu sossego
De criatura a sonhar?
Que fiz de tudo o que é meu
E que já não sei senão matar?

01/08/1973, (04h:10')



Friday, January 11, 2013

Nem chuva, nem luar
Farrapos brancos de neve
Deslizam diante do meu olhar
Deixando-me leve, tão leve

Dançando em harmonia
Com a paz vinda do céu
Permitindo-me a fantasia
De afastar o sobrecéu

Que esconde os meus sentidos,
Vazios, cansados, dormentes,
Na labuta diária doloridos
De toda esta paz inscientes.

Brancos, alvos lençóis
Cobrem tudo de pureza
Azevias, pudins, ravióis,
Muitas iguarias sobre a mesa

Noite de luz e amor
Noite de paz e alegria
Brilham meus olhos co'a côr
Que asperge esta harmonia

07/12/2012, (07h:31')

Friday, December 28, 2012

Natal no Algarve 2012

Os pinheiros dos quintais
Estão às outras árvores iguais
Já não luzem, já não brilham
Estão despidos de côr
Só de verde, erectos, se ergam
Esqueceram do Natal o fulgor

Não há lâmpadas, não há luz
De mil côres a piscar
Cerraram-se as gelosias, 
Não deixam entrar o luar
Com que o Natal e Jesus
Nos quiseram presentear
Nos cheiros do mar, das maresias

Estão aos outros dias tal qual
Ruas, casas, portadas, janelas
Conta-se a vida que morre
Nos passos apressados nas vielas
Não se vê vivalma em corre-corre
Descansam-se agora as euforias
Vividas de um outro Natal

Está tudo mais calmo agora
Com pouca gente de fora
Que fugiu de outras crises,
Lá onde labutam e vivem
Deixaram para trás as raízes
Por cá passeiam e riem

28/12/2012, (12h:40')

Tuesday, December 18, 2012

As minhas efabulações - 2

Estão em laboração quatro Colectâneas em que participo, e que deverão ser publicadas em Janeiro e Fevereiro de 2013.
Uma Colectânea, ESPONTÂNEOS DE NATAL, já foi publicada e lançada, mas ainda não tive oportunidade de levantar os exemplares solicitados.

Foram publicadas duas obras:
a)  TEMA E IMAGEM EM SONETOS DE SÁ DE MIRANDA
b)  O TEMPO EXTERIOR E/OU HISTÓRICO, E O TEMPO INTERIOR E/OU FICCIONADO em
     "SEXING THE CHERRY", de Jeanette Winterson
que ainda se encontram para levantamento, nas mãos dos editores.

Estão em preparação, para início de 2013, mais três ou quatro libretos - contos infantis, peças de teatro, poesia da minha adolescência, durante e depois do casamento/divórcio, textos filosóficos, crítica literária...

2013 promete... Haja saúde, paz e ... dinheiro para pagar as obras!

A minha produção amadora - 13

Mais algumas telhas.

O tempo é sempre escasso, e o fim de cada ano atropela-se em arrumar assuntos pendentes, em tentar passar a barreira que nos leva ao ano que se aproxima sem "lixos" desnecessários, sem contas em atraso, sem "quebra-cabeças" com que o sistema, e os outros, nos vão presenteando, e que, por inépcia, inapetência e decidida e (in)voluntária aversão a papelada e à perda (in)consequente do nosso precioso tempo, vamos adiando até que o alentejano que existe em cada um de nós "se levante e dê fogo à cama".

Estas são algumas das últimas telhas que pintei, ensaiando algumas experimentações em "craquelure", de que gosto particularmente.

Fundo cinza sobre preto  FLORES, evidentemente!...

Fundo dourado sobre amarelo. A minha primeira tentativa de reprodução de temática africanista.


FRUTOS: fundo branco sobre prateado.


Encontram-se trabalhos em laboração, e alguns em finalização. Dificilmente os acabarei antes do fim deste ano de 2012 - estou de partida para outras paragens, que me absorvem de muitas outras maneiras, e o espaço e o tempo preenchem-se diferentemente.
Aguardemos que 2013 me traga outras experiências, maior energia e renovada vitalidade e inspiração.

Natal no Lar da Praça José Fontana

Para a festa de Natal
Resolvemos engendrar
Qualquer coisa de original
Que vamos relatar:

Uma consoada tristonha
Era o que se nos deparava
Mas uma imaginação bisonha
Na nossa mente despontava

Um coelho, uns copitos,
Uma ceia genial
De sobremesa uns pêritos
Oh! Que rico festival!

Música, muita música,
Bailarico e algazarra,
O fado também foi rúbrica
No meio de tanta farra

Depois de tanto cantar
Soou a hora das pielas
E não é que fomos acabar
Lavando talheres e panelas?!...

25/12/1971, (04h:05')

Friday, December 7, 2012

Natal

Não sei fazer versos
Que falem da poesia
Que, de paz, num dia,
Junta muitos entes dispersos

Para a ceia de Natal
Onde se comunga a alegria
Devíamos fazer tal qual
Sempre o mesmo, dia a dia

Natal, breve passagem
De um tempo de ficção
Vivemos numa imagem
Estiolada pela imaginação

Volta tudo bem depressa
Às calhas que a nossa vida
Faz com que esmoreça
Toda essa breve mexida

06/12/2012, (19h:46')

Saturday, November 3, 2012

A minha produção (amadora) - 12

Sem quaisquer formações, por mera apetência, de acordo com toda a minha (hiper)sensibilidade, o meu instinto repercute a fruição, que me perpetua em traços, cores, cambiantes e modulações artísticas.
Há marcas genéticas, muito nossas, que nos definem sem quadrantes - ser-se autodidacta repercute o desejo inesgotável da busca da perfeição, sem limites, sem alardes, mas com a consciência plena de que buscamos ser um pouco mais perfeitos e completos um passo mais adiante.

Estas são as fotos obtidas, fará um mês, das últimas obras que realizei. Gosto delas - implicam minúcia, enquadramento, jogo de cores, um amálgama de sensações e motivações.

Falta uma tela nesta quadra, para completar a minha primeira intenção - encontra-se em acabamento.



Uma sequência, na lógica da minha imaginação...


Uma figura de gesso, com alguns dez anos - queria que o meu "menino pobre e triste" figurasse na minha galeria


E as minhas últimas telhas - também com mais de um mês:

- telha lusa normal

- e telha-mini canudo

 Com tantas actividades para desenvolver, tantos problemas para resolver, as estratégias de recuperação da minha vida perdida neste marasmo, [que é esta miséria de país, (e de gentes?!...)], consomem-se nas horas fugazes que se escoam no Outono que me namora - falta-me sempre tempo demasiado para me dar por satisfeita. 
Mas vou prosseguindo. O infinito é já aí - busco o absoluto.