Tuesday, May 14, 2013

Mind of the day!

Que grande maçada esta puta de vida!
Estou farta de dizer que NÃO QUERO!!
Já estou a bater mal por tudo o que é possível. País de merda! Gente estúpida que nem calhaus com olhos!


Para ajudar à "festa" o bichinho morreu-me nas mãos!
Que bafos de onça e do deanho me cercearam todas as minhas fruições, e tentativas de ter uma vida, que se esgota no cansaço desmesurado, até de respirar.
Não sei de mim outra vez!

Mas, antes que acabe esta sandice toda, vou deixar
- algumas noções básicas de T. S. Eliot sobre Cultura
      - remissões para uma vida em pleno, sem anormalidades, 
             sendo-se completo, contrariamente ao que terá sido dito,
             em hasta pública, por um elemento responsável da escolinha onde pretendem que estacione:
 
"What is pertinent ... is that the emergence of more highly cultured groups does not leave the rest of society unaffected: it is itself part of a process in which the whole society changes..., the one thing that time is ever sure to bring about is the loss: gain or compensation is almost always conceivable but never certain.
... the culture of the individual cannot be isolated from that of the group, and that the culture of the group cannot be abstracted from that of the whole society; ...our notion of "perfection" must take all three senses of "culture" into account at once."
ou seja
individual  >  group  >  society
 
 
 



Monday, May 13, 2013

Trabalhos acrescidos...

Depois de um fim-de-semana de trampa, em que a vontade andou completamente arredada das minhas volições, o dia de hoje correu morno.
Ao fim da tarde decidi ir andar com a Zora na Areia Branca, e aproveitar os últimos raios de Sol. Sair deste covil de víboras e esquecer-me, por momentos, que o mal-estar tirou assinatura permanente, se por aqui sou obrigada a estar mais de dois ou três dias. Infelizmente vai ser mais longa a estadia, com as alterações recentes da minha vida.
As minhas fruições, as minhas presumíveis realizações, que estavam em curso, vão sendo arrastadamente adiadas.
Só me apetece deitar-me, emborcar comprimidos, para me esquecer do tempo, de mim e do mundo.
Estou a agarrar-me, novamente, à "bengala" do "dopping", o que recrudesce a minha inteira rejeição a tudo que me rodeia por aqui.
A Zora anda irreconhecível - não come quase nada e amarfanha-se na poltrona, ou solicita meiguices e atenções, que o meu estado de espírito e disposição preguiçam em conceder-lhe.
Sempre supus que ela tinha qualquer índice de pisteira ou caçadora.
Deparei com ela de volta de uma gaivota morta - ocorrências frequentes na Areia Branca, sabe-se lá porquê.
Dissuadi-a a afastar-se.
Perto encontrou uma cria, novinha, que, (creio), será de gaivota - não reconheço a espécie. Está ferida, faminta.
Fui a uma Clínica Veterinária para me darem indicações - "nada percebem de aves"...
Já tentei reanimá-la com papa de arroz e água - arribou um pouco. De vez em quando pia - que falta faz uma mãe?!...
Cuidados acrescidos...
Oxalá consiga pô-la bem para a devolver ao lugar a que pertence.  Não posso tê-la numa gaiola, obviamente. Agora está, porque, mesmo coxa, quer partir, e não pára quieta.
A minha boa acção do dia - visível?!...
Amanhã tenho que ver como resolver rapidamente este problema - é desconfortável para ela estar na gaiola, e, para mim, tarefas inesperadas, para que não estou nada de nada capacitada, de momento para assumir.
Podia tê-la deixado ficar onde estava, passar de lado, fechar os olhos...
Não sei se é gaivota, mas recordei-me de Donovan e de Fernão Capelo Gaivota. Os inexpectáveis "flashes" que me surgem...
Esta vida de círculos em volta, fechados sobre si mesmos, envolvendo-me como redomas?!...   
Já pia outra vez - vou tentar insuflar-lhe mais uma dose de papa e água... Será frio? Falta do aconchego da mãe?

13/05/2013, (23h:33') 

Thursday, May 9, 2013

As minhas efabulações - 9

A ser lançada em Junho próximo, a Antologia RIO DOS BONS SINAIS conforme convite para a sessão 


com dois textos meus, um em prosa - conto, outro em poesia.

Wednesday, May 8, 2013

Deixem-me...

Deixem-me bordar o lenço
Onde escondo as minhas mágoas.
No fogo das minhas fráguas
Moldo a dor e já não penso

Outro alor, outra ventura
Renasce nos tons de fogo
E de novo entro no jogo
Que, (sei), me leva à loucura

De desejar de outro modo
Que a vida se desenrole
- Fujo, esmoreço, fraquejo

E sempre, num lampejo,
Vejo o fogo que se evole
Como poeira de um rodo

EB 2/3 Dr João das Regras - Agrupamento EJI D. Lourenço Vicente Lourinhã
08/05/2013, (11h:28')

Tuesday, April 30, 2013

Senhor da minha fé

Aos teus pés, Senhor,
Eu me persigno
Dá-me, por favor,
Consolo benigno,

Paz e alegria,
Esperança e luz.
Dá-me acalmia.
Vendo-te na cruz,

Sinto que os males
Do nosso mundo
Invadem os vales,
Céus e mar profundo.

Vale Vite
30/03/2013, (07h:24')

Thursday, April 25, 2013

Um conto por mês - excertos

O Garrincha

Parênteses: que me perdoe o desportista com este nome....

.... uma aberração das piores cá do bairro.
...................
.... ri-se de forma dúbia por tudo e por nada - pura e simplesmente irritante.
...................
.... desaustinava-me de todas as maneiras, provocando-me.
Ora era porque a porta de entrada do prédio devia estar fechada, e ele entendia que tinha que estar aberta....; ora entendia que o "hall" de entrada era parque de estacionamento de bicicletas..... se não fossem bicicletas, seriam "skates", ou qualquer outro artigo de desporto.
..................
Deram cabo do painel das campainhas, ....a minha ficou a funcionar, e, um dos divertimentos predilectos, era tocar na que me correspondia. Uma vez ainda negou descaradamente, que o havia feito, tendo eu.... a certeza que era ele, mais dois compinchas, porque não estava mais ninguém do lado de fora da porta da rua.
..................
Falar com os pais, é melhor desistir.......
..................
Aliás: que espécie de gente serão eles, que permitem que esta anormalidade destrate a mãe....? Como, e porque, não deveria ser assim com os de fora?
..................
O meu carro era o objecto de brincadeira, .... preferido.
Retallharam um pneu......
.................
Agora deu-lhe em estacionar debaixo das minhas janelas, quer das da frente, quer das de trás, à conversa com quem bem entende, e às horas que bem lhe apraz, acordando-me, por vezes, a meio da noite.
É, de facto, um mimo!?...
Com uns princípios invejáveis!?...

In Contos em Noites de Lua Cheia - "Brumas Sobre o Vale"
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho 2012

Wednesday, April 17, 2013

As minhas efabulações - 8

Recebida esta manhã, à saída para a escola, os exemplares da Antologia A SAUDADE, promovida e lançada pela União Lusófona das Letras e das Artes. Desde meados do ano passado que esteve a ser preparada - recolha e selecção de propostas de textos.
Com duas comparticipações minhas.
Gratificante, dado que, novata nestas deambulações, emparceiro com nomes já bem conhecidos destas lides.

A capa.


A contra-capa.
ISBN: 978-989-95635-6-8
Março/Abril 2013

Monday, April 15, 2013

As minhas efabulações - 7

Mais um livrinho: uma compilação poética abarcando o antes, o durante e o depois do meu casamento.


Com fotos, capa e contra-capa da minha autoria; a composição é da responsabilidade da EuEdito.
                                       ISBN: 978-989-98135-4-0
                                                                  Abril de 2013

Friday, March 29, 2013

Um conto por mês - excertos

O Benfiquista

Vizinho recente, de um andar há muito devoluto.
..........
...Umas vezes de tronco nu, com argolas de banha sobrepondo-se umas às outras - uma visão deveras desagradável, algo repelente.
..........
Mas o epíteto advém de um telefonema, que, mesmo que não quisesse, tive que ouvir.
Estava a mudar os cabos dos estendais da roupa. .... "Olha lá: como é que se lavam os copos de cristal na máquina de lavar loiça? É que me ofereceram uns copos do Benfica com o meu nome gravado."
A variação da conversa foi pouca, mas "deu pano p'ra mangas!" Repetiu-se, "baralhou e voltou a dar":...
..........
Tive que me divertir com esta caricatura:
- primeiro, porque supõem que os outros são surdos, e, portanto, falam bastante alto;
- segundo, porque, em recinto de feira, nenhum produto... teria sido mais eficazmente apregoado;
- terceiro, porque ser do Benfica ainda é uma grande riqueza....;
- .........

Gente importante, é outra loiça?!....

In Contos em Noites de Lua Cheia, "O Vale das Sombras"
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho de 2012

Friday, March 22, 2013

Cópias...

Há gente que anda sempre a reboque das ideias dos outros - Schade!?...
Aiai... Saramago, saramago?!... Tanto lhes dão, que se outorgam o direito de serem o "must" da cópia, sem valor, nem sentido algum...
Poix... Só há imaginação p'r'á porra que os pariu! Que a mãe, essa, é sempre a merda que dela quiserem fazer.
Valham-nos os chineses!

Thursday, March 7, 2013

O meu Manifesto

O Meu Manifesto

Se me empreenderam um caminho
de muitas cruzes plantadas
não devo rejeitar o espinho
que me dói como navalhadas

Era outro o meu destino
nesta vida de curtas vistas
fazem-me perder o tino
as sociedades machistas

Parem ratos, matam gente
como quem desenha luas
andam sempre pela tangente
e só fazem falcatruas

Em frente é sempre mais perto
se se empenha a valer
somos um livro aberto
e só queremos viver

Cada um à sua maneira
não há modelos e formas
dou lenha à minha fogueira
não me lixem com as normas

Deram-me asas para voar
que nunca mas cercearam
deram-me armas para lutar
e sonhos que se truncaram

Nasci rio a engrossar
pelas margens do saber
mas em vez de avolumar
senti o leito a encolher

Queriam para mim esporas
de outro timbre, outra arte
deitei por terra as escoras
e teci outro estandarte

Ser mulher não é, talvez,
servir o homem e os filhos
destinos de outro jaez
têm muitos mais cadilhos

06/03/2013, (23h:30')

Monday, March 4, 2013

As minhas efabulações - 6

Quando cheguei a casa ontem, (04/03/2013, 2ª-feira), tinha uma notificação do carteiro para ir levantar uma encomenda à Lourinhã.
Os meus últimos registos, 
                        - um com textos datados de 1986, contendo duas Peças de Teatro,

ISBN: 978-989-98135-3-3
Fevº 2013

                                                                                    
                                            - o outro, um esquiço de estudo sobre uma das personagens de Bartholomew Fair, de Ben(jamin) Jonson


ISBN: 978-989-98135-2-6
Fevº 2013

Ambas as capas foram concebidas por mim.

Outras edições estão já em vias de preparação, estando a proceder-se à revisão e (re)composição dos textos.

Nas obras agora apresentadas, pode-se concertar, no primeiro caso, duas oportunidades inesperadas de (re)encontrar a vida; no segundo, uma perspectiva retirada da convulsiva e intrincada teia que a escatologia permite.
Gostava que lessem, ambos, muito embora, no segundo caso, seja necessário conhecer, ou, pelo menos, ter lido a obra de Ben Jonson. 



Sunday, March 3, 2013

As minhas efabulações - 5

Depois de um fim de tarde deliciosamente poético, entre gente bonita, e com quem dá gosto estar, a propósito da Antologia Egos Poéticos, lançada sensivelmente há um ano, vou deixar os meus registos, que já datam de Novembro/Dezembro passado, (2012), e que só hoje me foi dado recolher da mão dos editores.
São livrinhos de capas simples, que já têm cerca de 12 anos, e só agora foram coligidos os apontamentos para a sua feitura.
Gosto das capas - fazem-me lembrar os auxiliares de estudo dos meus primeiros tempos de Faculdade.
Deu-me imenso gozo concebê-los. Gosto de os reler.
ISBN: 978-989-98135-0-2
 
ISBN: 978-989-98135-1-9
 
Faltam, ainda, as duas Colectâneas em que participei. Esqueceram-se de mas levar.
Registá-las-ei num próximo "post".
 
 
 

Thursday, February 28, 2013

Um conto por mês - excertos

O Salsinha
Desde que me mudei para este Vale das Sombras senti-me incomodada com a pertinácia de "voyeur" de um dos vizinhos das traseiras.
Perseguia-me, até quando ía fazer compras, ...
.............
Acontece que o nosso vizinho é casado. Supunha-o viúvo, ou coisa que o valha - punha-se de tronco nu, como se me quisesse transmitir alguma coisa: a reacção possível era, de facto, óbvia: imaginava-o a guardar um rebanho, de garrafão a reboque!
.............
...Mudou-se para lá o filho, o Salsinha.
Ora o Salsinha quase nunca se deixa ver.
............
Passa as noites ao computador, vai espreitando pelas janelas para ver se vê luminosidade em minha casa, interfere no meu computador, e de manhã... apagam-se todas as luzes: as da sala dele, e as da rua...
Raramente se vê roupa lavada a secar...
Sai muito pouco, e, quando calha vê-lo, (o que é duma esporadicidade inacreditável), é macilento e translúcido.
Vai sempre de fugida, e, decerto, para encontros fortuitos.
..............
Vidas complicadas as desta gente?!...
..............
Mas estão na moda, (com as vicissitudes que os conhecimentos virtuais proporcionam), variações escabrosas - uma forma nova de incorrer em devaneios, sem se exporem à maledicência;......
A inveja, a cobardia, o despeito, a injúria são desportos favoritos e a "côr local" por cá: um "ex-libris" quase com "marca de água" - mal se vêem, mas têm um peso devastador.

In Contos em Noites de Lua Cheia - Brumas Sobre o Vale
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho 2012

Friday, February 22, 2013

Os Sorrisos...

Riscam todos os perigos
Esmaecem as angústias
Incendeiam os sentidos
Esmeram-se balaústias

Acrisoladas de pérolas,
Brancas, diferenciadas,
Como traves de pérgulas
De flores enfeitadas

Brilham, dançam, cantantes,
Levando p'ra longe as dores
Que nos maceraram antes,
Espargindo mil odores

In Doces Loucuras - Louvor Aos Sorrisos # Lavra... Boletim de Poesia #
ISBN: 978-989-98208-0-7
Fevº 2013

Sunday, February 3, 2013

As minhas efabulações - 4

Para comemorar o 2º Aniversário da LUA DE MARFIM - Editora, foi elaborada uma Colectânea, A Vida Num Sonho, em que participei, também.
A Festa foi muito agradável, muita gente gira, e gente nova, que participou, ainda, na outra Colectânea, Se Sonhas, Consegues Fazer.
Teve lugar ontem, a partir das 16h:00', no Auditório do Campo Grande, em Lisboa.
Está interessante: dividida em dois segmentos,
- "Lua Cheia", que comporta os textos em prosa,
- e "Luar de Poesia", em que se concentram os poemas.


Muita variedade de imaginário, e um leque diversificado de expectativas.
Recomenda-se.
ISBN: 978-989-8524-63-8

Friday, February 1, 2013

Um conto por mês - excertos

Embora esta rubrica tivesse sido realizada com a intenção de, de facto, acontecer mensalmente, outros imperativos se foram instaurando.
Irão acontecer quando a vontade a tal me impuser.

A Perdiz Bêbeda
....
- perdiz, porque é das especialidades de caça desta região;
- bêbeda, porque, ao ouvi-la rir, no café, me lembro sempre do "whiskey", cuja marca andou pelos anúncios da TV com a perdiz caindo de bêbeda;
....
O modo de rir é indescritível, histérico, destemperado, como todas as outras actuações que lhe são próprias.
....
Volta e meia desanca a filha - julgo eu...; oiço a miúda gritar, berrar, chorar, dizendo sempre: "Não, mãe! Pára, mãe!" Aflige-me.
Que pai será este, que mete o bedelho em tudo o que não deve, e se arreda de responsabilidades, e permite que isto aconteça? Normalmente acontece de noite, variando as horas. Penso que ele já estará em casa...
.... como todos os homens daqui, julga-se o rei do harém, mas, pelos vistos, é só fogo-de-vista. As actuações, acrisoladas, da Perdiz Bêbeda, prevêem pouco ou mau desempenho?!...
....

In Contos em Noites de Lua Cheia - O Vale das Sombras
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho 2012

Thursday, January 31, 2013

As minhas efabulações- 3

Fresquinha, acabadinha de receber, a Colectânea Poética Louvor aos Sorrisos, da responsabilidade do LAVRA-Boletim de Poesia, editada pela EUEDITO, que irá ser lançada no próximo dia 24 de Fevereiro deste ano. Aqui em ante-estreia!
ISBN: 978-989-98208-0-7



Interessante, (não por estar incluída com três poemetos),  mas porque a variedade imensa da recolha abrange o inexpectável.
Façam o favor de a ler!

Sunday, January 13, 2013

Que fiz da minha ternura
Que me nascia nos dedos?
Que fiz da doce loucura
Dos meus sonhos nos cabelos?
Que fiz da minha euforia
De me sentir alma viva?
Que fiz do meu sossego
De criatura a sonhar?
Que fiz de tudo o que é meu
E que já não sei senão matar?

01/08/1973, (04h:10')



Friday, January 11, 2013

Nem chuva, nem luar
Farrapos brancos de neve
Deslizam diante do meu olhar
Deixando-me leve, tão leve

Dançando em harmonia
Com a paz vinda do céu
Permitindo-me a fantasia
De afastar o sobrecéu

Que esconde os meus sentidos,
Vazios, cansados, dormentes,
Na labuta diária doloridos
De toda esta paz inscientes.

Brancos, alvos lençóis
Cobrem tudo de pureza
Azevias, pudins, ravióis,
Muitas iguarias sobre a mesa

Noite de luz e amor
Noite de paz e alegria
Brilham meus olhos co'a côr
Que asperge esta harmonia

07/12/2012, (07h:31')