Tuesday, October 8, 2013
Minhas Efabulações 20 - C
Recebi há cerca de duas/três horas atrás, a prova da Capa do meu segundo Romance-(Crónica), baseado em factos verídicos.
Quer no primeiro, quer neste, os nomes são fictícios. Este caso conheci-o bem - foram meus colegas, e admirava-os como se de uma verdadeira quimera viva se tratassem.
É bom saber, que, embora poucos, alguns ainda atingem o supremo deleite que é estar-se, de facto, com o outro.
O livrinho irá ser assim:
Simples, como simples é a vida, o amor que lhe devemos e aos outros.
Ainda sem ISBN, obviamente.
Foto retirada da net, Contra-capa minha, ("comme d'habitude"), construção da capa da responsabilidade da EuEdito, na pessoa extraordinária que é Paulo Lobo.
Retrato de uma época que alterou muitos dos pressupostos que nos "mantinham de pé". A Justiça das coisas e dos homens. Abriu portas às realidades que, de facto, conseguimos construir entre o Wesen e o Sein para subsistirmos no Dasein, (Heidegger, Eudoro de Sousa, Agostinho da Silva, ...), com a certeza de que a morte não é um princípio, nem é um meio, mas a vontade de vivermos tudo a que temos direito, ou desejamos, antes que ela nos arrebata.
Não conheci mais nenhum casal assim.
Os meus pais eram um modelo, mas são "fábula" - Abril matou os sonhos de muitos de nós. Mas construiu outros. Mesmo estes últimos são "estórias" para muita gente...
08/10/2013 (21h: 51')
Recebi a obra hoje a meio da manhã.
ISBN: 978-989-20-4241-1
Depósito Legal: 365491/13
16/10/2013
Saturday, September 28, 2013
Inconsistências
Devia ter já na minha mão o segundo Romance-Crónica.
Inapeteceu-me acabá-lo, revê-lo... Intentei introduzir outras inovações à forma, alargar e/ou esclarecer conteúdos, sem alterar os factos
fazemos para gente estúpida - tem que se dizer tudo
tintim por tintim"]
É muito difícil, para um ser sistemático, sintético, organizado enveredar pelo neo-realismo prolixo. As minhas obras são curtas, propõem extrapolações, interpretações diferenciadas, mas, depois de dadas como completas, ao revê-las, mesmo que as queira alterar, não consigo - é como se assassinasse outro autor.
Mia Couto costuma dizer, "escrevi, matei - penso já no a seguir".
Que estranha forma de vida a nossa - tentamos evoluções discursivas para nos fazermos entender oralmente - (que também não é muito o meu "modus vivendi" e/ou "operandi"; mas, às vezes, é imperativo) - e, em registos de outro teor, denunciamo-nos.
E vim por aqui variar um pouco, intervalar...
Vou ter um grande dia hoje! Merecia ser festejado antecipadamente!
28/09/2013 (10h:05')
Inapeteceu-me acabá-lo, revê-lo... Intentei introduzir outras inovações à forma, alargar e/ou esclarecer conteúdos, sem alterar os factos
[uma das primeiras coisas que me ensinaram quando comecei a trabalhar nos Nitratos de Portugal, foi
"Quando escrevemos temos que ter em conta que o fazemos para gente estúpida - tem que se dizer tudo
tintim por tintim"]
É muito difícil, para um ser sistemático, sintético, organizado enveredar pelo neo-realismo prolixo. As minhas obras são curtas, propõem extrapolações, interpretações diferenciadas, mas, depois de dadas como completas, ao revê-las, mesmo que as queira alterar, não consigo - é como se assassinasse outro autor.
Mia Couto costuma dizer, "escrevi, matei - penso já no a seguir".
Que estranha forma de vida a nossa - tentamos evoluções discursivas para nos fazermos entender oralmente - (que também não é muito o meu "modus vivendi" e/ou "operandi"; mas, às vezes, é imperativo) - e, em registos de outro teor, denunciamo-nos.
E vim por aqui variar um pouco, intervalar...
Vou ter um grande dia hoje! Merecia ser festejado antecipadamente!
28/09/2013 (10h:05')
Wednesday, September 25, 2013
Presunções
Presumimos o que somos, o que pretendemos ser, o que gostaríamos de ser, o que os outros supõem que somos, o que os outros gostariam que fossemos... E, afinal, somos um nada, desconstruído, coisificado, deidificado, vilipendiado, usado, abusado...
Presumimos dos outros até o que os outros não sabem deles próprios...
Para preencher o quê?
Espaços?
Tempos?
Retóricas?
Extrapolações?
Negações?
Divinizações?
Lacunas! Nada mais!
Águas pardas, paradas, cercadas de cristalizações que estatuímos como limites de compreensibilidades que cremos ficar catalogadas para nossa melhor orientação das coordenadas da vida - lacunas...
Que étimos riquíssimos possuimos!
Nada mais. Tudo se apaga: recrudescer, reviver, reapelar, reiterar, resolver, rematar...
O quê?
Os momentos não deixam de fluir; o compasso nem sempre é binário - oxalá fosse...
Somos nós, aquele e os outros, que são nossos, e todos os outros que são daquele, e que nem sempre são coincidentes.
Concupiscências, promiscuidades, intromissões, interposições, desvinculações, anulações, dúvidas, inseguranças, fragilidades...
... e todas as negações grudadas às nossas auto-afirmações!
Como é possível crer-se, ainda, que sejamos capazes de nos refazermos num mundo renovado?!
"No man is an island in itself..." John Donne - pois não!... Quem diria?!...
26/09/2013, (03h:58')
Presumimos dos outros até o que os outros não sabem deles próprios...
Para preencher o quê?
Espaços?
Tempos?
Retóricas?
Extrapolações?
Negações?
Divinizações?
Lacunas! Nada mais!
Águas pardas, paradas, cercadas de cristalizações que estatuímos como limites de compreensibilidades que cremos ficar catalogadas para nossa melhor orientação das coordenadas da vida - lacunas...
Que étimos riquíssimos possuimos!
Nada mais. Tudo se apaga: recrudescer, reviver, reapelar, reiterar, resolver, rematar...
O quê?
Os momentos não deixam de fluir; o compasso nem sempre é binário - oxalá fosse...
Somos nós, aquele e os outros, que são nossos, e todos os outros que são daquele, e que nem sempre são coincidentes.
Concupiscências, promiscuidades, intromissões, interposições, desvinculações, anulações, dúvidas, inseguranças, fragilidades...
... e todas as negações grudadas às nossas auto-afirmações!
Como é possível crer-se, ainda, que sejamos capazes de nos refazermos num mundo renovado?!
"No man is an island in itself..." John Donne - pois não!... Quem diria?!...
26/09/2013, (03h:58')
Friday, September 20, 2013
Minhas Efabuações - 22
Perdi o acesso ao meu "e-mail" da outra página do FB, mas, através das IMs, recebi o convite da Vice-presidente da U.L.L.A. para participação na próxima Colectânea, de Tema Livre, que deverá ser editada antes do Natal.
Surgiu-me, agora, a consciencialização de que nem de tal facto me lembrei - Natal! Uma histeria colectiva, sempre o considerei, à excepção dos passados em Moçambique, em família, ou alargado à vizinhança dos prédios onde vivemos: uma partilha, uma festa que reunia os amigos de todos os dias. Que saudades e que bonito era?!...
Falei da vida, da minha, da de todos nós, da de todos os dias.
Três propostas - foram-me pedidos "três poemas":
- um Soneto com variações silábicas fora das conceptualizações dogmáticas;
- um conjunto de Décimas em Redondilha Maior seguindo o modelo da Arte Maior, mas cujo Mote, da minha escolha, é uma Quadra Popular
- quatro Quadras em Redondilha Maior
Um Conto por mês
A Maminhas
....................
É de meu natural andar nua, ou meia-nua pela casa. Esqueço-me que há vizinhos, que até aos binóculos recorrem para espreitar e "tirar bem as medidas".
....................
Uma noite, como era meu hábito, saí para comprar as minhas cigarrilhas que só encontro em dois sítios por aqui.
...................
Dado o tardio da hora, só me restava a bomba de gasolina.
Enquanto estava a tomar café, ......, entrou um casal que cumprimentei, em resposta à saudação ...... Olhando de relance, pareceram-me caras conhecidas, e a confirmação veio depois, através de uma observação feita pela mulher: "Olha, é a das maminhas!" O homem não entendeu logo, e ela desviou o assunto, evitando que eu pudesse ouvir, o que já havia sido captado - tenho muito bom ouvido, para mal dos meus pecadilhos.
....................
(Separaram-se).
....................
O homem é delicado, deferente para comigo, ......, quando vem estar com a filha, ......
Registam-se agora determinadas ocorrências, de que não se davam notícia anteriormente: ...... discussões, ...... (gritos, dela), ......
....................
O que de inevitável possa ter acontecido, será assunto deles, particular mas espero que as minhas maminhas não tenham sido o óbice - não tenho culpa de "sair ao pai", como sói dizer-se...
In
Contos em Noites de Lua Cheia - O Vale das Sombras
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho 2012
Composição: Fast.Livro
....................
É de meu natural andar nua, ou meia-nua pela casa. Esqueço-me que há vizinhos, que até aos binóculos recorrem para espreitar e "tirar bem as medidas".
....................
Uma noite, como era meu hábito, saí para comprar as minhas cigarrilhas que só encontro em dois sítios por aqui.
...................
Dado o tardio da hora, só me restava a bomba de gasolina.
Enquanto estava a tomar café, ......, entrou um casal que cumprimentei, em resposta à saudação ...... Olhando de relance, pareceram-me caras conhecidas, e a confirmação veio depois, através de uma observação feita pela mulher: "Olha, é a das maminhas!" O homem não entendeu logo, e ela desviou o assunto, evitando que eu pudesse ouvir, o que já havia sido captado - tenho muito bom ouvido, para mal dos meus pecadilhos.
....................
(Separaram-se).
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O homem é delicado, deferente para comigo, ......, quando vem estar com a filha, ......
Registam-se agora determinadas ocorrências, de que não se davam notícia anteriormente: ...... discussões, ...... (gritos, dela), ......
....................
O que de inevitável possa ter acontecido, será assunto deles, particular mas espero que as minhas maminhas não tenham sido o óbice - não tenho culpa de "sair ao pai", como sói dizer-se...
In
Contos em Noites de Lua Cheia - O Vale das Sombras
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho 2012
Composição: Fast.Livro
Wednesday, September 18, 2013
Minhas Efabulações - 21
Recebi, há três ou quatro dias atrás, a Antologia LOGOS, de Setembro.
O número de aderentes e/ou participantes vai aumentando.
Um leque variadíssimo de opções de leitura, de expressão pessoal, de modos de pintar com as palavras o que, no momento, nos faz manifestar, insurgir ou afagar instantes, sensações... - uma panóplia imensa de escolhas, de gostos e preferências.
É só seguir o link
http://www.carmovasconcelos-fenix.org/LOGOS/LOGOS-4SET-2013.htm
O número de aderentes e/ou participantes vai aumentando.
Um leque variadíssimo de opções de leitura, de expressão pessoal, de modos de pintar com as palavras o que, no momento, nos faz manifestar, insurgir ou afagar instantes, sensações... - uma panóplia imensa de escolhas, de gostos e preferências.
É só seguir o link
http://www.carmovasconcelos-fenix.org/LOGOS/LOGOS-4SET-2013.htm
Tuesday, September 17, 2013
Minhas Efabulações - 20-B
Recebi ontem, 17 do corrente mês, as provas da tese sobre Rudolfo Anaya.
Há acertos a fazer, relativamente ao Título. Contudo, a configuração será a que se segue
Composição da EuEdito.
Fotos da "net" escolhidas por mim.
Contra-capa da minha autoria.
Já tem ISBN e DP - serão postados mais tarde.
Uma alternativa ao nosso "render de armas" perante a tresloucada busca de uma razão para a vida. Um perfeito "strip-teasing" da nossa pequenez nesta cosmogonia universal.
Dizia Susana Tamaro, "o único mestre que existe, ...é a nossa consciência. Para a sentirmos temos de estar em silêncio ... nus, e sem nada à nossa volta. ... Se a vida tem um sentido ... esse sentido é a morte, todas as outras coisas só redemoinham à nossa volta".
Chacrãs, Filosofia Celta, Xamanismo ... conduzem-nos ao "eu e o nada" de Sartre.
Jalamanta é uma obra obrigatória de leitura: um hedonismo sem limites, uma truculenta exploração, e expurgação, dos nossos mais íntimos medos.
ISBN: 978-989-20-4191-9
Depósito Legal: 364562/13
26/09/2013
Há acertos a fazer, relativamente ao Título. Contudo, a configuração será a que se segue
Composição da EuEdito.
Fotos da "net" escolhidas por mim.
Contra-capa da minha autoria.
Já tem ISBN e DP - serão postados mais tarde.
Uma alternativa ao nosso "render de armas" perante a tresloucada busca de uma razão para a vida. Um perfeito "strip-teasing" da nossa pequenez nesta cosmogonia universal.
Dizia Susana Tamaro, "o único mestre que existe, ...é a nossa consciência. Para a sentirmos temos de estar em silêncio ... nus, e sem nada à nossa volta. ... Se a vida tem um sentido ... esse sentido é a morte, todas as outras coisas só redemoinham à nossa volta".
Chacrãs, Filosofia Celta, Xamanismo ... conduzem-nos ao "eu e o nada" de Sartre.
Jalamanta é uma obra obrigatória de leitura: um hedonismo sem limites, uma truculenta exploração, e expurgação, dos nossos mais íntimos medos.
ISBN: 978-989-20-4191-9
Depósito Legal: 364562/13
26/09/2013
Friday, September 13, 2013
Minhas Efabulações 16-A-2
No dia 20 de Outubro, p.f., terá lugar um almoço para celebração do quinto aniversário dos Horizontes da Poesia, com o lançamento da Antologia HP - 5.
Com duas participações minhas: dois tautogramas:
- um, em D
- outro, em R e S
Com duas participações minhas: dois tautogramas:
- um, em D
- outro, em R e S
Minhas Efabulações 16-A-1
Programada para 30 de Novembro, Sábado, pelas 16h:00', p.f., o lançamento da POÉTICA III - Antologia de Poesia e Prosa-poética portuguesa contemporânea, com 70 participantes, da responsabilidade da Editorial Minerva.
O evento terá lugar na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, antigo Solar da Nora, Estrada de Telheiras, perto do Estádio do Sporting.
Seis participações minhas: - dois poemas, (dois sonetos)
- quatro textos poéticos
O evento terá lugar na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, antigo Solar da Nora, Estrada de Telheiras, perto do Estádio do Sporting.
Seis participações minhas: - dois poemas, (dois sonetos)
- quatro textos poéticos
Tuesday, September 10, 2013
Minhas Efabulações - 20-A
Recebi, mais cedo do que contava, a prova do meu primeiro Romance, baseado em factos verídicos, que, desassombradamente, narra a anemia que o Amor evidencia quando uma das partes, nem se prova como ser humano, nem se assume como racional, com um mínimo de sentimentos que nos possam garantir que vale a pena deixarmo-nos enredar nas malhas que Eros, Cupido, ou o Diabo tecem em nosso redor.
Porquê esta minha asserção? Esquecer, não é possível. Só os néscios são capazes de uma negação dessas.
Tentar encontrar outro arrimo, pode-se sempre. Quando os sinais indiciam prossecução da mesmíssima aberração, ignorar que se existe como ser sexuado, é preciso.
A vida merece um louvor permanente.
A vida é uma obra demasiado séria e grandiosa para que deixemos que a destruam.
Ninguém pede para nascer. Mas pode-se pedir que nos permitam ser minimamente felizes, e, sobretudo, GENTE!
Ser MULHER é ser maior.
Ainda não houve ninguém que me provasse o contrário do que vou afirmar: o grande logro da vida foi Deus ter-se enganado na Criação do Mundo - devia ter começado por fazer a mulher, e só depois o homem. Os genes cromossomáticos patenteiam bem isso.
Não tinha referências femininas? E a mãe? Mãe é para sempre; pai é material de empréstimo! Por isso criou o mundo "à sua imagem e semelhança"? Por isso há tantos deuses? (Estou a tornar-me seguidista do ateísmo?!... A vida obriga...)
O livrinho é assim:
Não consigo ver o ISBN, nem o DL.
Quando receber os espécimens, registá-los-ei.
A foto de capa obviamente que é retirada da "net".
Recebi ontem - 17/09/2013 - os exemplares:
ISBN: 978-989-98135-9-5
Depósito Legal: 364154/13
geral@euedito.com
www.euedito.com
PVP: 10,00€
Porquê esta minha asserção? Esquecer, não é possível. Só os néscios são capazes de uma negação dessas.
Tentar encontrar outro arrimo, pode-se sempre. Quando os sinais indiciam prossecução da mesmíssima aberração, ignorar que se existe como ser sexuado, é preciso.
A vida merece um louvor permanente.
A vida é uma obra demasiado séria e grandiosa para que deixemos que a destruam.
Ninguém pede para nascer. Mas pode-se pedir que nos permitam ser minimamente felizes, e, sobretudo, GENTE!
Ser MULHER é ser maior.
Ainda não houve ninguém que me provasse o contrário do que vou afirmar: o grande logro da vida foi Deus ter-se enganado na Criação do Mundo - devia ter começado por fazer a mulher, e só depois o homem. Os genes cromossomáticos patenteiam bem isso.
Não tinha referências femininas? E a mãe? Mãe é para sempre; pai é material de empréstimo! Por isso criou o mundo "à sua imagem e semelhança"? Por isso há tantos deuses? (Estou a tornar-me seguidista do ateísmo?!... A vida obriga...)
O livrinho é assim:
Não consigo ver o ISBN, nem o DL.
Quando receber os espécimens, registá-los-ei.
A foto de capa obviamente que é retirada da "net".
Recebi ontem - 17/09/2013 - os exemplares:
ISBN: 978-989-98135-9-5
Depósito Legal: 364154/13
geral@euedito.com
www.euedito.com
PVP: 10,00€
Saturday, September 7, 2013
Montargil - Prémios Literários 2013
Um dia agitado com muito desconforto - é mais longe do que supunha com paisagens monótonas, o que se torna desagradável tentar lá chegar.
Montargil é como um oásis, perdido - porque ninguém conhece, nem sabe indicar o caminho; indicações topográficas não existem.
A festa resultou numa grande confusão, organização precipitada, muito pouca gente - por contingências várias nesta época do ano.
Ficou muito aquém das minhas expectativas, dado o empolgamento dos organizadores.
Os contactos valeram o que valem em circunstâncias destas - breves, atabalhoados, precipitados, tipo "Cas Bah", sem agarrarem o momento, com uma babilónia de intervenções sem grandes notas de fundo a registar.
Lamento o tempo perdido.
Não tenho ainda as fotografias - poucas - que tirei. Uma inapetência de tudo me inundou a volição.
Aguardo que me enviem as gravações que efectuaram embora não acredite que haja alguma coisa que valha a pena.
Montargil é como um oásis, perdido - porque ninguém conhece, nem sabe indicar o caminho; indicações topográficas não existem.
A festa resultou numa grande confusão, organização precipitada, muito pouca gente - por contingências várias nesta época do ano.
Ficou muito aquém das minhas expectativas, dado o empolgamento dos organizadores.
Os contactos valeram o que valem em circunstâncias destas - breves, atabalhoados, precipitados, tipo "Cas Bah", sem agarrarem o momento, com uma babilónia de intervenções sem grandes notas de fundo a registar.
Lamento o tempo perdido.
Não tenho ainda as fotografias - poucas - que tirei. Uma inapetência de tudo me inundou a volição.
Aguardo que me enviem as gravações que efectuaram embora não acredite que haja alguma coisa que valha a pena.
Friday, September 6, 2013
Desajustamento
Devaneio teu, ou meu?
Não sei o que nos deu
Sei que já não sou eu
Ajuda-me, Deus meu!
Fica tanto por dizer
E mais por acontecer
Procurava preencher
Esta fome de viver
Dei comigo a sonhar
Com todo o teu versejar
Quando o encanto acabar
Que restará recordar?
Letras, palavras e versos
Foram tempos de outros terços
Foram sonhos esses versos
Em que estivémos imersos
Deste-me sonhos um dia
Para fugir à melancolia
Desta vida fugidia
Vivida sem alegria
E contudo, vê tu bem,
Destruíste tudo, também
Para agradar a alguém
Que tão pouco siso tem
Não ouviste os meus queixumes,
Não sentiste os meus ciúmes:
Deixei-me arder nesses lumes,
Sendo todos meus descostumes
Como mulher te amei,
Como poeta sonhei
E agora já não sei
Desse tudo que guardei
Versos, canções e loucuras
Proporcionaste-me venturas
Com essas tuas brilhaturas
Que floriram nas tuas escrituras
Dei-te tudo num rompante
Senti-te sempre titubeante
Julgando-me uma ignorante
E dos teus versos obsidiante
Nem te cheguei a conhecer
Já nem quero mais saber
Se isso irá acontecer:
És memória a reviver
Esquadrinhado nos espaços,
Nas quebras dos meus cansaços
Levaste para longe fracassos
Esquecidos pelos teus laçaços
Sonho, quimera, ilusão
Foste tudo de supetão
E não vou dizer que não
Foste, sim, também paixão
Adormeço ainda com imagens
Em doces, ternas voragens
Meu corpo embarca em viagens
Sem retorno, sem paragens
Vale Vite, 05/09/2013, (04h:33')
Wednesday, September 4, 2013
As minhas efabulações - 20
Estão em vias de preparação e edição mais três obras minhas.
Aguardo que a Editora reabra depois de férias, (merecidas!).
Dois romances baseados em dados e episódios verídicos de vidas delassadas pelas vicissitudes do tempo, das relações entre os pares sexuais, e das memórias que não se apagam jamais dos nossos registos:
a) Amar é perder
b) Há um sol em cada esquina
Uma breve crítica literária sobre a obra de Rudolfo Anaya, Jalamanta:
O Sentimento Cósmico da Vida:
Variações sobre o homem e o mundo em
"Jalamanta", de Rudolfo Anaya
Em esboço, um compêndio de Crónicas - uma surpresa que tem vindo a ser pensada há já algum tempo. Permitirá momentos de reflexão sobre comportamentos humanos, que se aceitam, mas deveriam ser banidos, posturas em que nos enredamos e com as quais anuímos, quando deveria processar-se o contrário.
Aguarde-se o regresso ao trabalho dos editores. Veremos o que se poderá formalizar. Como de costume, capas e contra-capas minhas, se não houver melhor opinião da parte da Gráfica-Editora.
Aguardo que a Editora reabra depois de férias, (merecidas!).
Dois romances baseados em dados e episódios verídicos de vidas delassadas pelas vicissitudes do tempo, das relações entre os pares sexuais, e das memórias que não se apagam jamais dos nossos registos:
a) Amar é perder
b) Há um sol em cada esquina
Uma breve crítica literária sobre a obra de Rudolfo Anaya, Jalamanta:
O Sentimento Cósmico da Vida:
Variações sobre o homem e o mundo em
"Jalamanta", de Rudolfo Anaya
Em esboço, um compêndio de Crónicas - uma surpresa que tem vindo a ser pensada há já algum tempo. Permitirá momentos de reflexão sobre comportamentos humanos, que se aceitam, mas deveriam ser banidos, posturas em que nos enredamos e com as quais anuímos, quando deveria processar-se o contrário.
Aguarde-se o regresso ao trabalho dos editores. Veremos o que se poderá formalizar. Como de costume, capas e contra-capas minhas, se não houver melhor opinião da parte da Gráfica-Editora.
A minha produção (amadora)
Tenho verificado que acedem a este meu "Blog" para visitarem as minhas pinturas.
Há um "blog" que se vai construindo e que houve necessidade de o formar, dado que, quando me é possível, e quando sou solicitada, frequento Feiras e Exposições de Artesanato.
As Tintas da Ana
http://www.AsTintasdaAna.blogspot.com
Um caminho mais fácil, de busca, sem dúvida.
Obrigada a quem se interessa.
Há um "blog" que se vai construindo e que houve necessidade de o formar, dado que, quando me é possível, e quando sou solicitada, frequento Feiras e Exposições de Artesanato.
As Tintas da Ana
http://www.AsTintasdaAna.blogspot.com
Um caminho mais fácil, de busca, sem dúvida.
Obrigada a quem se interessa.
Quartos de Lua
Quartos de Lua
Lua Nova, fria, cega
Desaparece, não se deixa ver
Esconde-se, e não sossega
À espera de renascer
Quarto Crescente de encanto
Balouçando lá nos céus
Deixa para trás o quebranto
Despindo a alma dos véus
De que se vestiu a noite.
Rebolona, a Lua Cheia,
Ajouja-nos com o afoite
Liberando-nos da peia
Que o desejo escondido,
Silente, mudo, migrante
Reflecte, de delambido,
Na timidez do Minguante.
Vale Vite 04/09/2013, (15h:13')
Lua Nova, fria, cega
Desaparece, não se deixa ver
Esconde-se, e não sossega
À espera de renascer
Quarto Crescente de encanto
Balouçando lá nos céus
Deixa para trás o quebranto
Despindo a alma dos véus
De que se vestiu a noite.
Rebolona, a Lua Cheia,
Ajouja-nos com o afoite
Liberando-nos da peia
Que o desejo escondido,
Silente, mudo, migrante
Reflecte, de delambido,
Na timidez do Minguante.
Vale Vite 04/09/2013, (15h:13')
Thursday, August 29, 2013
Minhas Efabulações - 19
Ontem, quando cheguei a casa, tive a gratíssima surpresa de ter, na minha caixa de correio uma carta da Casa do Povo de Montargil com os resultados dos Jogos Literários de Montargil - 2013 # Tema: PROFISSÕES.
Três prémios, em dois contos, e uma quadra popular.
Em sessão festiva no próximo dia 07 de Setembro, serão atribuídos os prémios aos nomeados.
Conto estar presente, se Deus o permitir.
Já me havia esquecido de tudo isto - mais valores idênticos se alevantam... Caminhar em frente, e não parar, é preciso!
Três prémios, em dois contos, e uma quadra popular.
Em sessão festiva no próximo dia 07 de Setembro, serão atribuídos os prémios aos nomeados.
Conto estar presente, se Deus o permitir.
Já me havia esquecido de tudo isto - mais valores idênticos se alevantam... Caminhar em frente, e não parar, é preciso!
Wednesday, August 7, 2013
Minhas Efabulações - 18-a)
Recebida ao fim da manhã de ontem a minha última obra, com arranjos, Capa e Contra-capa, da minha autoria.
Composição: EuEdito
www.euedito.com
geral@euedito.com
ISBN: 978-989-98135-8-8
Julho-Agosto 2013
Composição: EuEdito
www.euedito.com
geral@euedito.com
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ISBN: 978-989-98135-8-8
Julho-Agosto 2013
Monday, August 5, 2013
Mind of the day!
Antes que termine o dia, e porque hoje estou numa de citações, recordo o que um amigo meu me disse há uns anitos atrás:
- Ana, lembra-te sempre disto que te vou dizer: quanto mais alto é um homem, menor é o volume da sua massa cinzenta.
- Não me digas?! Então tu como te catalogas?
Desconcertado, mais talvez pela sua asserção, olhou para mim e riu-se.
Tive imensas alturas em que achava que os meus amigos, (homens), me olhavam para além da mulher, como a sua própria consciência, ou um ser assexuado.
O certo é que, inadvertidamente, durante algum tempo, fui observando se coincidiam as palavras dele com os factos. Constatação: de facto, na maioria dos casos, ou possuíam uma cabeça que se assemelhava a um crânio microcéfalo, ou, espremidos até ao tutano, pouco se aproveitava.
Defronto-me algumas vezes, hoje ainda, com essa particularidade. Não a entendo: tudo deveria estar equitativamente, uniformemente distribuído, não?
Por inerência lembrei-me de uma visita efectuada ao Museu da Lourinhã já lá vão seis anos ou mais.
Perguntei, (a quem sabe), qual a diferença entre o tamanho da cabeça nos dinossauros - umas são mais alongadas e estreitas; outras mais quadradas e largas. No primeiro caso, são, (ou eram), assim, por serem essencialmente herbívoros; no segundo, por serem carnívoros. Daqui derivavam também as variantes sexuais destes monstros - que transferência estranha para os conceitos alimentares dos humanos nos dias que correm?! Considera-se quase um "T.S." quem se alimenta exclusivamente de carne, e um indivíduo sensaborão, o que prefere o peixe...
E então terá isso a ver com o tamanho da caixa craniana?
Conheço um que denota o contrário - devora carne, engorda que nem um bruto, (para não dizer outra coisa) e a cabeça parece que míngua... Quanto às funções biológicas... bem: é pior que o Tio Patinhas, só que, em vez de moedas, vê púbis e vaginas...
Contrasensos?!...
[Porque raio me lembrei eu hoje disto? Se calhar é por influência da explanação que estou a fazer?!...]
Vale Vite, 05/08/2013, (23h:24')
- Ana, lembra-te sempre disto que te vou dizer: quanto mais alto é um homem, menor é o volume da sua massa cinzenta.
- Não me digas?! Então tu como te catalogas?
Desconcertado, mais talvez pela sua asserção, olhou para mim e riu-se.
Tive imensas alturas em que achava que os meus amigos, (homens), me olhavam para além da mulher, como a sua própria consciência, ou um ser assexuado.
O certo é que, inadvertidamente, durante algum tempo, fui observando se coincidiam as palavras dele com os factos. Constatação: de facto, na maioria dos casos, ou possuíam uma cabeça que se assemelhava a um crânio microcéfalo, ou, espremidos até ao tutano, pouco se aproveitava.
Defronto-me algumas vezes, hoje ainda, com essa particularidade. Não a entendo: tudo deveria estar equitativamente, uniformemente distribuído, não?
Por inerência lembrei-me de uma visita efectuada ao Museu da Lourinhã já lá vão seis anos ou mais.
Perguntei, (a quem sabe), qual a diferença entre o tamanho da cabeça nos dinossauros - umas são mais alongadas e estreitas; outras mais quadradas e largas. No primeiro caso, são, (ou eram), assim, por serem essencialmente herbívoros; no segundo, por serem carnívoros. Daqui derivavam também as variantes sexuais destes monstros - que transferência estranha para os conceitos alimentares dos humanos nos dias que correm?! Considera-se quase um "T.S." quem se alimenta exclusivamente de carne, e um indivíduo sensaborão, o que prefere o peixe...
E então terá isso a ver com o tamanho da caixa craniana?
Conheço um que denota o contrário - devora carne, engorda que nem um bruto, (para não dizer outra coisa) e a cabeça parece que míngua... Quanto às funções biológicas... bem: é pior que o Tio Patinhas, só que, em vez de moedas, vê púbis e vaginas...
Contrasensos?!...
[Porque raio me lembrei eu hoje disto? Se calhar é por influência da explanação que estou a fazer?!...]
Vale Vite, 05/08/2013, (23h:24')
Saturday, August 3, 2013
Um conto por mês - excertos
O Quebra-Ventos
.......................................
Chamo-lhe assim porque, de facto, contra ventos e marés, quem o quiser ver é "tocado", balançando-se pelos passeios, ou caminhos das cercanias - ................
Qualquer movimento que faça, ou atitude que tome, são lenta, pesada e arrastadamente efectuados - parece uma caricatura em pose, em que cada movimento se rege por quadros de banda desenhada em compassos de rectículos que se sucedem até formalizar a figura completa.
........................................ - calças ao fundo, a desafiar todas as improváveis possibilidades de não descerem até aos pés, o traço das metades do traseiro quase sempre visível, ( até onde não deveria), cintos... nunca lhos vi,creio.
Faça sol, ou faça chuva, vente, ou não - normalmente cruzo-me com ele nos dias mais agrestes, (daí o epíteto) - de calção sobre calção, "t-shirt" sobre "sweat-shirt", um jogo a duas cores, preto e branco. Não percebo porquê a dupla vestimenta, mas, calhando, é para se assegurar de que volta vestido para casa...
Esta terra bendita ..................................... cria verdadeiros anacronismos, e transforma a normalidade - pressupondo-se pelo que é minimamente aceitável e credível - em grotesco.
........................................ deve ser para não destoarem no parque jurássico, que é esta Zona Oeste do país...
Contos em Noites de Lua Cheia - O Vale das Sombras
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho de 2012
Composição: fast.livro
.......................................
Chamo-lhe assim porque, de facto, contra ventos e marés, quem o quiser ver é "tocado", balançando-se pelos passeios, ou caminhos das cercanias - ................
Qualquer movimento que faça, ou atitude que tome, são lenta, pesada e arrastadamente efectuados - parece uma caricatura em pose, em que cada movimento se rege por quadros de banda desenhada em compassos de rectículos que se sucedem até formalizar a figura completa.
........................................ - calças ao fundo, a desafiar todas as improváveis possibilidades de não descerem até aos pés, o traço das metades do traseiro quase sempre visível, ( até onde não deveria), cintos... nunca lhos vi,creio.
Faça sol, ou faça chuva, vente, ou não - normalmente cruzo-me com ele nos dias mais agrestes, (daí o epíteto) - de calção sobre calção, "t-shirt" sobre "sweat-shirt", um jogo a duas cores, preto e branco. Não percebo porquê a dupla vestimenta, mas, calhando, é para se assegurar de que volta vestido para casa...
Esta terra bendita ..................................... cria verdadeiros anacronismos, e transforma a normalidade - pressupondo-se pelo que é minimamente aceitável e credível - em grotesco.
........................................ deve ser para não destoarem no parque jurássico, que é esta Zona Oeste do país...
Contos em Noites de Lua Cheia - O Vale das Sombras
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho de 2012
Composição: fast.livro
Thursday, August 1, 2013
Minhas Efabulações 17- a)
Recebida a 25 de Julho, p.p., a obra
Percursos Itinerantes de uma Professora em Redução da Componente Lectiva, cujos
ISBN: 978-989-98135-7-1
Depósito Legal: 362565/13
são os constantes acima.
Qualquer encomenda, desta, ou outra qualquer obra minha, poderá ser requisitada directamente à EuEdito, através do "e-mail"
geral@euedito.com
www.euedito.com
Percursos Itinerantes de uma Professora em Redução da Componente Lectiva, cujos
ISBN: 978-989-98135-7-1
Depósito Legal: 362565/13
são os constantes acima.
Qualquer encomenda, desta, ou outra qualquer obra minha, poderá ser requisitada directamente à EuEdito, através do "e-mail"
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