Acabei hoje uma compilação de alguma Prosa, poética ou não, e de Poesia dos meus anos '70, em Lisboa.
Construí a Capa e a Contra-capa.
Acabo de receber as provas!
O "menino" vai ser assim:
Aguardo o ISBN.
Bonitinho, não?
Tem muitas verdades, ainda não destruídas após mais de 40 anos, sobre este país caótico, miserabilista, pobre em todos os sentidos.
Tuesday, July 30, 2013
Monday, July 22, 2013
Crepúsculo ímpar e irrepetível!
Estou cheiinha de febre, de dores, e, (oxalá me engane...), parece-me que estou com inícios do terceiro acesso de "Zona" - desta vez do lado direito do rosto. Não vou aguentar: é impossível!
Tive que sair de casa - ainda bem.
Entre a Qtª da Marinha e Oeiras, Deus proporcionou-me dos espectáculos mais inacreditáveis e possíveis de se ser testemunha, num crepúsculo assombroso.
Voltei para trás na Qtª da Marinha - um sol enorme, incandescente, mergulhava, docemente nas águas.
Do outro lado, uma lua cheia, enorme,também, cinza-prata, sensìvelmente à mesma altura, subia, lentamente.
Vénus, luzente como nunca, estrelava o céu, perto da lua, com uma luminosidade incrível.
Como que envergonhada, a lua deixou-se enredar de véus cinzentos de nuvens.
O sol deixou-se engolir pelas águas; a lua, esfiapando os seus reflexos nas nuvens, escondeu-se, também.
Vénus, desapareceu, para não perturbar o mistério dos céus.
Nuvens cobriram tudo: várias tonalidades de cinzento, entre o rosa-cinza, o cinza-claro graduando para cinza-escuro...
Que pena não ter por aqui os meus apetrechos de pintura?!...
Vou tentar reproduzir, logo que me seja possível.
Desmesuràvelmente belo!
Ramada, 22/07/2013
(22h:31')
Tive que sair de casa - ainda bem.
Entre a Qtª da Marinha e Oeiras, Deus proporcionou-me dos espectáculos mais inacreditáveis e possíveis de se ser testemunha, num crepúsculo assombroso.
Voltei para trás na Qtª da Marinha - um sol enorme, incandescente, mergulhava, docemente nas águas.
Do outro lado, uma lua cheia, enorme,também, cinza-prata, sensìvelmente à mesma altura, subia, lentamente.
Vénus, luzente como nunca, estrelava o céu, perto da lua, com uma luminosidade incrível.
Como que envergonhada, a lua deixou-se enredar de véus cinzentos de nuvens.
O sol deixou-se engolir pelas águas; a lua, esfiapando os seus reflexos nas nuvens, escondeu-se, também.
Vénus, desapareceu, para não perturbar o mistério dos céus.
Nuvens cobriram tudo: várias tonalidades de cinzento, entre o rosa-cinza, o cinza-claro graduando para cinza-escuro...
Que pena não ter por aqui os meus apetrechos de pintura?!...
Vou tentar reproduzir, logo que me seja possível.
Desmesuràvelmente belo!
Ramada, 22/07/2013
(22h:31')
Friday, July 19, 2013
As minhas Efabulações - 17
Revista e acabada ontem a minha última obra
Percursos Itinerantes de uma Professora em Redução da Componente Lectiva.
Acabo de receber a prova. Pequenas alterações há que efectuar ao texto de Contra-capa, mas ele vai ser assim:
As Germânicas a funcionar! Ou as cores da bandeira da minha terra natal!
Saturday, July 13, 2013
Minhas Efabulações - 16
Recebi anteontem as provas da minha comparticipação na POÉTICA III, da Editorial Minerva.
Seis produções:
- dois Sonetos
- quatro Textos Poéticos
Para Agosto / Setembro está prevista a publicação da 5ª Antologia dos Horizontes da Poesia com duas participações minhas.
Seis produções:
- dois Sonetos
- quatro Textos Poéticos
Para Agosto / Setembro está prevista a publicação da 5ª Antologia dos Horizontes da Poesia com duas participações minhas.
Friday, July 12, 2013
Minhas efabulações - 15
Lembrei-me hoje, porque recebi ontem, de um casal admirável, que conheci através do meu Facebook de triagem de gente que poderá, ou não interessar-me para os meus contactos, desenvolvimentos e avaliações das evoluções que poderemos sofrer e/ou operar, relativamente ao crescimento da literacia em países lusófonos, a última Antologia LOGOS - Julho de 2013.
Faltava reportá-los. São demasiado grandes, com intenções valorosas
Carmo Vasconcelos, (Carminho), e Henrique Ramalho
A primeira vez em que participei:
Faltava reportá-los. São demasiado grandes, com intenções valorosas
Carmo Vasconcelos, (Carminho), e Henrique Ramalho
A primeira vez em que participei:
O meu texto - Palavras ("Paroles paroles, paroles"...)
A segunda vez, nas EisFluências - Festas Juninas
A última, na LOGOS de JULHO
Com o texto Noites de Outros Tempos
Sunday, July 7, 2013
Um conto por mês - excertos
Chico Fininho
...........
A evolução sofrida ao longo de seis anos....tem sido bastante boa.
...........
Vinha ou saía sempre de escape aberto no carro, música a desafiar os "tuning" e as discotecas mais ruidosas; de entontecer com dores e cabeça, e as várias chamadas de atenção dos vizinhos eram prova de que não seria exagero meu.
...........
........... fui acreditando que todo este anacronismo, e desmesura, teriam mais a ver com a sua raiva à vida - o seu "modus operandi" gritava o seu "modus vivendi".
De uma família monoparental..........primos de comportamento duvidoso, o meio impunha-lhe exacerbações, que mediavam entre a homo- e a heterosexualidade.
...........
Andou de amores com um "dandy" das traseiras, e nunca lhe vi melhor aspecto senão nessa altura mas o amante, ......... rompeu relações quando o Chico Fininho se decidiu a proporcionar uma orgia com duas fêmeas, em casa.
............
Voltaram os corre-corre escada acima, escada abaixo.......... que se atenuou com a vinda de uma antiga amante, (creio), que........., se resumia a "pagar dívidas".
............ e o Chico Fininho acabou por se convencer que o que a "dama" queria eram copos e fandanguices - ralava-se pouco com a saúde dele, que deixou de fumar, e começou a tossicar, seca e dolorosamente, arrastando o corpo franzino, em convulsões pela casa, principalmente pela cozinha, colidindo com mesas e cadeiras, madrugada bem cedo.
.............
Cansou-se da tosse, da fome e varreu a casa, de supetão, de amante e filhas, e todos os que a "santa" lhe trazia para casa.
.............
A verdade é que tem amásia agora........ De peso?! A lei das compensações, pelos vistos...
In Contos em Noites de Lua Cheia - O vale das Sombras
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho de 2012
fast.livro@gmail.com
...........
A evolução sofrida ao longo de seis anos....tem sido bastante boa.
...........
Vinha ou saía sempre de escape aberto no carro, música a desafiar os "tuning" e as discotecas mais ruidosas; de entontecer com dores e cabeça, e as várias chamadas de atenção dos vizinhos eram prova de que não seria exagero meu.
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........... fui acreditando que todo este anacronismo, e desmesura, teriam mais a ver com a sua raiva à vida - o seu "modus operandi" gritava o seu "modus vivendi".
De uma família monoparental..........primos de comportamento duvidoso, o meio impunha-lhe exacerbações, que mediavam entre a homo- e a heterosexualidade.
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Andou de amores com um "dandy" das traseiras, e nunca lhe vi melhor aspecto senão nessa altura mas o amante, ......... rompeu relações quando o Chico Fininho se decidiu a proporcionar uma orgia com duas fêmeas, em casa.
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Voltaram os corre-corre escada acima, escada abaixo.......... que se atenuou com a vinda de uma antiga amante, (creio), que........., se resumia a "pagar dívidas".
............ e o Chico Fininho acabou por se convencer que o que a "dama" queria eram copos e fandanguices - ralava-se pouco com a saúde dele, que deixou de fumar, e começou a tossicar, seca e dolorosamente, arrastando o corpo franzino, em convulsões pela casa, principalmente pela cozinha, colidindo com mesas e cadeiras, madrugada bem cedo.
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Cansou-se da tosse, da fome e varreu a casa, de supetão, de amante e filhas, e todos os que a "santa" lhe trazia para casa.
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A verdade é que tem amásia agora........ De peso?! A lei das compensações, pelos vistos...
In Contos em Noites de Lua Cheia - O vale das Sombras
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho de 2012
fast.livro@gmail.com
Wednesday, July 3, 2013
As minhas efabulações - 14
No Sábado passado aconteceu o fecho do VI Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora, na Fundação José Saramago # Casa dos Bicos, em Lisboa.
De forma detalhada já realizei os devidos "posts" nas minhas duas páginas do FaceBook. Contudo vou deixar o registo de duas ou três fotos, em que consto, bem como da Antologia Universal Lusófona, RIO DOS BONS SINAIS. Duas participações minhas - um conto e um poema.
De forma detalhada já realizei os devidos "posts" nas minhas duas páginas do FaceBook. Contudo vou deixar o registo de duas ou três fotos, em que consto, bem como da Antologia Universal Lusófona, RIO DOS BONS SINAIS. Duas participações minhas - um conto e um poema.
Uma promessa! Predestinada, de pseudónimo.
Os organizadores do CEMD - Vera Fornelos e Delmar Gonçalves.
Ouvindo Elsa de Noronha - primeiro poema; no segundo, não consegui conter as lágrimas.
A Capa da Antologia
A Contra-capa. Fotos de "Pôr-do-Sol no Rio dos Bons Sinais", técnica mista sobre tela de Vera Fornelos.
ISBN: 978-989-98371-0-2
Entretanto, hoje recebi a minha abordagem a Winesburg, Ohio, de Sherwood Anderson,
Um Sexo é um Problema Social
ISBN: 978-989-98135-6-4
Julho de 2013
A capa - foto retirada da "net", que se presta às mil maravilhas para a tese em prática.
A contra-capa, da minha autoria, de que retiro alguns excertos:
- ... três representações do psiquismo versus sexismo na(s) mulher(es) dos inícios do século XX...
- ...o retrato de pose de uma "geração perdida", a um passo do absurdo...
-
Sunday, June 23, 2013
As minhas efabulações - 13
Uma tarde soalheira. Queluz: Teatro Dª Maria I, (a louca).
Cheguei cedo, para não chegar tarde - (kkk...). Não havia indicação nenhuma. Perguntei onde era: que nada - ninguém sabia, ou "não era de Queluz". Fui ao quartel - ou o que seja - nem o graduado me soube dizer. Vai tudo ver a bola e fica por lá?!...
Bem: outra tarde diferente com Kaffé Kafka. Um óbice: é sempre ao Domingo... Reza a vida e a História, que é o Dia da Família.
Outro contra, (para mim...): estar muito tempo sentada - angustia-me, doem-me as pernas, desassossega-me, desconforta-me.
Adoro o convívio com aquela gente. Atribuição de "óscares" - lindos, de vidro, à excepção do do Fernando Lobo, que era em metal - pela sua obra O Corpo do Tempo.
Tivémos a participação do Grupo de Poesia e Música, Clip. Perfeitos. Adorei.
Mas, e finalmente, consegui as Colectâneas, cuja compilação é da competência da Fast.Livro, (nas pessoas de Maria da Graça Melo e Vitorino Martins); assim:
Capa da do NATAL 2012
ISBN: 978-972-8992-35-4
Cheguei cedo, para não chegar tarde - (kkk...). Não havia indicação nenhuma. Perguntei onde era: que nada - ninguém sabia, ou "não era de Queluz". Fui ao quartel - ou o que seja - nem o graduado me soube dizer. Vai tudo ver a bola e fica por lá?!...
Um salão pequeno, lindíssimo, em verde e talha dourada - deveria ter sido o teatro privado da Rainha Dª Maria I. Não consegui tirar todas as fotos que tinha programado - a máquina decidiu, (com tantos fotógrafos por lá...) - descansar: bloqueou-me as intenções.
Bem: outra tarde diferente com Kaffé Kafka. Um óbice: é sempre ao Domingo... Reza a vida e a História, que é o Dia da Família.
Outro contra, (para mim...): estar muito tempo sentada - angustia-me, doem-me as pernas, desassossega-me, desconforta-me.
Adoro o convívio com aquela gente. Atribuição de "óscares" - lindos, de vidro, à excepção do do Fernando Lobo, que era em metal - pela sua obra O Corpo do Tempo.
Tivémos a participação do Grupo de Poesia e Música, Clip. Perfeitos. Adorei.
Mas, e finalmente, consegui as Colectâneas, cuja compilação é da competência da Fast.Livro, (nas pessoas de Maria da Graça Melo e Vitorino Martins); assim:
Capa da do NATAL 2012
ISBN: 978-972-8992-35-4
ISBN: 978-972-8992-36-1
Capa da do DIA da MÃE 2013
ISBN: 978-972-8992-32-5
Em todas há uma, e só uma, participação minha.
A grande vantagem das Colectâneas é a variabilidade, um só vector. Subverter, distorcer, às vezes, é preciso!
Thursday, June 20, 2013
As minhas efabulações - 12
As provas da capa e contra-capa da minha tese sobre Winesburg,Ohio, de Sherwood Anderson!
Uma lindeza! Tudo da minha lavra!
Uma lindeza! Tudo da minha lavra!
Saturday, June 8, 2013
Os Amigos
Há amizades que se constroem para permanecerem nos lugares seguros, certos, grandiosos e magníficos das nossas vidas,
"Tenho sorte de ter uma amiga como tu!" - disseste. Sorte, se a houve, é dos dois! Foste sempre o amigo com quem iria até ao inferno, se necessário fosse.
Há momentos partilhados, que dependem das nossas dádivas, mas, sobretudo e mais importante, ainda, do modo como recebemos e retribuímos as dos outros.
Até nas discussões, e nos meus arrobos de fúrias e liberdades inexpugnáveis - ah! como eu sou terrível, quando quero, posso ou devo?!, e sabes bem disso... - mantiveste-te sempre, ainda que surpreso, muitas vezes - consciente de que, comigo, há só uma face.
Dependermos de nós, e só de nós, tem muitos inconvenientes, mas traz-nos de volta garantias que nunca podem ser avalizadas de outro modo senão pela certeza, firmeza, lealdade, frontalidade e "endurance" das relações humanas que desenvolvemos, se pretendemos criar raízes outras, que não sejam só as da conterraneidade.
As variações do amor que nos assiste são surpreendentes! E insondáveis os desígnios que nos são lançados?!...
Não és já o mesmo - a vida mudou. A vida mudou-te. Não mudaram as sensações, a clareza que atravessa o teu olhar.
Mais que exprimíveis por palavras, (que hoje se perdem um pouco no arrastar do teu tempo de interiorização e reflexão), mais que os teus gestos, (que se arrastam na frouxidão das inexpectáveis consequências deste absurdo devir que é a vida), há o teu olhar, (que nunca soube esconder-te), há os teus sorrisos, (que nunca mentiram).
É no pulsar das nossas transparências, que conseguimos continuar a acreditar, que ainda vale a pena viver, que ainda é tempo de acreditar, que somos uma casa aberta para arrumarmos o que é de manter e guardar - cada um com seu igual, cada um com as suas diferenças, (não importam de que natureza sejam).
Que Deus te ajude, (sempre!), e que te dê forças para prosseguires a jornada!
Não te esqueças que estamos por perto: sempre, também!
Ramada, 09/06/2013, (06h:12')
_____
Ao meu amigo Óscar Fernandes, com quem estive ontem a almoçar, a conversar e a andar a pé. O meu amigo das horas boas e das horas ruins. Salve!
"Tenho sorte de ter uma amiga como tu!" - disseste. Sorte, se a houve, é dos dois! Foste sempre o amigo com quem iria até ao inferno, se necessário fosse.
Há momentos partilhados, que dependem das nossas dádivas, mas, sobretudo e mais importante, ainda, do modo como recebemos e retribuímos as dos outros.
Até nas discussões, e nos meus arrobos de fúrias e liberdades inexpugnáveis - ah! como eu sou terrível, quando quero, posso ou devo?!, e sabes bem disso... - mantiveste-te sempre, ainda que surpreso, muitas vezes - consciente de que, comigo, há só uma face.
Dependermos de nós, e só de nós, tem muitos inconvenientes, mas traz-nos de volta garantias que nunca podem ser avalizadas de outro modo senão pela certeza, firmeza, lealdade, frontalidade e "endurance" das relações humanas que desenvolvemos, se pretendemos criar raízes outras, que não sejam só as da conterraneidade.
As variações do amor que nos assiste são surpreendentes! E insondáveis os desígnios que nos são lançados?!...
Não és já o mesmo - a vida mudou. A vida mudou-te. Não mudaram as sensações, a clareza que atravessa o teu olhar.
Mais que exprimíveis por palavras, (que hoje se perdem um pouco no arrastar do teu tempo de interiorização e reflexão), mais que os teus gestos, (que se arrastam na frouxidão das inexpectáveis consequências deste absurdo devir que é a vida), há o teu olhar, (que nunca soube esconder-te), há os teus sorrisos, (que nunca mentiram).
É no pulsar das nossas transparências, que conseguimos continuar a acreditar, que ainda vale a pena viver, que ainda é tempo de acreditar, que somos uma casa aberta para arrumarmos o que é de manter e guardar - cada um com seu igual, cada um com as suas diferenças, (não importam de que natureza sejam).
Que Deus te ajude, (sempre!), e que te dê forças para prosseguires a jornada!
Não te esqueças que estamos por perto: sempre, também!
Ramada, 09/06/2013, (06h:12')
_____
Ao meu amigo Óscar Fernandes, com quem estive ontem a almoçar, a conversar e a andar a pé. O meu amigo das horas boas e das horas ruins. Salve!
Wednesday, June 5, 2013
As minhas efabulações - 11
Acabadinha de receber a Antologia das Décimas # Navegando a Poesia, num repto lançado pelos responsáveis pelos Horizontes da Poesia, de que tenho imenso orgulho de fazer parte.
Ajudam-nos a reviver, a ler e a sentir o que é essencialmente português. Para quem já não dá aulas de Literatura e Língua Portuguesa há mais de vinte anos , este foi, sem sombra de dúvida, um desafio... daqueles.
De acordo com um dos presidentes do Grupo, Albertino Galvão, que subscreve o prólogo, (e passo a citar):
"...Mote e Glosas em Décimas...uma das vertentes da poesia popular mais bonita e, ao mesmo tempo, ... mais difícil de fazer, pelas exigências no que concerne à rima e à métrica, mas, infelizmente, pouco divulgada e pouco explorada pela maioria dos poetas. Este tipo de poesia tem raízes populares e é nas regiões do Alentejo, Algarve e também no interior do Brasil, que os poetas mais velhos lhe dão, com mérito, a expressão que ela merece.
... O mote dado teve como base alguns versos do poema "Fado Português", de José Régio".
Ajudam-nos a reviver, a ler e a sentir o que é essencialmente português. Para quem já não dá aulas de Literatura e Língua Portuguesa há mais de vinte anos , este foi, sem sombra de dúvida, um desafio... daqueles.
De acordo com um dos presidentes do Grupo, Albertino Galvão, que subscreve o prólogo, (e passo a citar):
"...Mote e Glosas em Décimas...uma das vertentes da poesia popular mais bonita e, ao mesmo tempo, ... mais difícil de fazer, pelas exigências no que concerne à rima e à métrica, mas, infelizmente, pouco divulgada e pouco explorada pela maioria dos poetas. Este tipo de poesia tem raízes populares e é nas regiões do Alentejo, Algarve e também no interior do Brasil, que os poetas mais velhos lhe dão, com mérito, a expressão que ela merece.
... O mote dado teve como base alguns versos do poema "Fado Português", de José Régio".
A capa, relembrando algumas edições antigas - gosto!
A contra-capa.
Composição: EuEdito
ISBN: 978- 989-98451-0-7
MOTE: Canta canção magoada
um português navegando
o mar bravio enfrentando
MOTE: Canta canção magoada
um português navegando
o mar bravio enfrentando
bem longe da terra amada
beijando o ar e mais nada!
O fado nasceu um dia
enquanto o vento bulia
da boca de um marinheiro
num frágil barco veleiro
Já José Régio dizia
( adaptação de Albertino Galvão com base em alguns versos de José Régio, do seu poema Fado Português)
Regras: A) - o 1º verso a rimar com o 4º e o 5º
- o 2º com o 3º
- o 6º com o 7º e o 10º
- o 8º com o 9º
B) O Mote tem 10 versos; o poema deverá ter 10 estrofes em décimas, (10 x 10)
C) A 1ª estrofe termina com o 1º verso do Mote, (canta canção magoada)
D) A 2ª estrofe, com o 2º verso do Mote, (um português navegando)
E) ... e assim sucessivamente até ao 10º verso do Mote, (Já José Régio dizia)
F) A particularidade e característica principal, e, por tal facto, a maior dificuldade destas
DÉCIMAS está na faculdade de permitir que, lidas do princípio para o fim, do fim para o
princípio, do meio para os lados, terem sempre o mesmo significado, e entender-se
sempre que o assunto exposto não é alterado.
beijando o ar e mais nada!
O fado nasceu um dia
enquanto o vento bulia
da boca de um marinheiro
num frágil barco veleiro
Já José Régio dizia
( adaptação de Albertino Galvão com base em alguns versos de José Régio, do seu poema Fado Português)
Regras: A) - o 1º verso a rimar com o 4º e o 5º
- o 2º com o 3º
- o 6º com o 7º e o 10º
- o 8º com o 9º
B) O Mote tem 10 versos; o poema deverá ter 10 estrofes em décimas, (10 x 10)
C) A 1ª estrofe termina com o 1º verso do Mote, (canta canção magoada)
D) A 2ª estrofe, com o 2º verso do Mote, (um português navegando)
E) ... e assim sucessivamente até ao 10º verso do Mote, (Já José Régio dizia)
F) A particularidade e característica principal, e, por tal facto, a maior dificuldade destas
DÉCIMAS está na faculdade de permitir que, lidas do princípio para o fim, do fim para o
princípio, do meio para os lados, terem sempre o mesmo significado, e entender-se
sempre que o assunto exposto não é alterado.
Sou suspeita, mas aconselho a ler - há Décimas de uma beleza inestimável!
Estou ufaníssima!!!
Tuesday, May 28, 2013
As minhas efabulações - 10
Hoje, quando regressar ao Vale Vite, devo ter a minha última obra na caixa do correio:
- O meu livrinho de Contos Infanto-Juvenis. Histórias verídicas, dificilmente ficcionáveis. O livrinho ficou um espanto - tenho a prova da capa e contra-capa. Depois de ter dado cabo da minha cabeça para aproveitar fotos tiradas, e que fazia questão de pôr na capa, a EuEdito compôs uma lindeza.
... E Viva a Vida!
é o título. Mais logo postarei a digitalização.
29/05/2013 - afinal acabei por vir para a Lourinhã hoje. Conforme supunha o meu livrinho cá estava à minha espera:
Em laboração, reestruturação e revisão uma tese sobre Sherwood Anderson, (1876-1941). Uma paixoneta que me empolgou, me deliciou e me deu imenso prazer trabalhar.
Irá, provavelmente, ser publicada em Junho - "so help me Gosh!"
- O meu livrinho de Contos Infanto-Juvenis. Histórias verídicas, dificilmente ficcionáveis. O livrinho ficou um espanto - tenho a prova da capa e contra-capa. Depois de ter dado cabo da minha cabeça para aproveitar fotos tiradas, e que fazia questão de pôr na capa, a EuEdito compôs uma lindeza.
... E Viva a Vida!
é o título. Mais logo postarei a digitalização.
29/05/2013 - afinal acabei por vir para a Lourinhã hoje. Conforme supunha o meu livrinho cá estava à minha espera:
A Capa - uma ternurinha!
A Contra-capa.
ISBN: 978-989-98135-5-7
Composição: EuEdito
Em laboração, reestruturação e revisão uma tese sobre Sherwood Anderson, (1876-1941). Uma paixoneta que me empolgou, me deliciou e me deu imenso prazer trabalhar.
Irá, provavelmente, ser publicada em Junho - "so help me Gosh!"
Friday, May 24, 2013
Dia da Criança - 2013
Terapias Alternativas
Já se tornou vulgar ouvir-se falar em terapias recursivas, visando a integração na sociedade comum de crianças e/ou adolescentes com Trissomia 21.
Até gente com mais idade: muito recentemente conheci um rapaz de vinte e oito anos, que, depois de muitas tentativas falhadas para o habilitar a uma inserção, como ser capaz e útil, na amálgama em que vivemos, os pais, mais propriamente a mãe, ( porque normalmente são as mães as que menos se cansam de tentar, e insistem até às últimas consequências no que consideram pertinente), decidiram, talvez por influência de vários "talkshows", conduzir o filho para uma coudelaria.
Estive à conversa com ele e a mãe - a preguiça para fazer o que quer que seja é imensa. "Que gostavas, ou querias fazer?"
"Nada!" - uma encolhidela de ombros de perfeito desinteresse por tudo.
Pouco mais disse que isto e o nome, quando lho perguntei. Tudo o resto, que pudesse ter sido desenvolvido em conversa, falhou. Respondia-me a mãe por ele.
Cavalos, burros, póneis têm sido os recursos mais utilizados, em vez dos habituais, estafados trabalhos de grupo em salas de terapia criadas para o efeito.
Conheço uma Associação bem perto do lugarejo onde vivo, que funciona, muito embora com extremas dificuldades de gestão, e com o contributo de muita gente, (a meu ver), bem.
É uma alegria entrar lá - rapazes e raparigas, abrangendo várias faixas etárias, socializam, riem, brincam, criam e são de uma disponibilidade prestativa sem limites. Impossível não os admirar, não nos sentirmos envolvidos num vórtice afectivo e aconchegante. São, de facto, excepcionais: as exposições que realizam, apoiados pelas professoras, bem entendido, apresentam artefactos, que denotam critérios de gosto, de adequação da(s) aplicaç(ão)/(ões), de selecção de cores e materiais. O modo como lidam com o que lhes é ofertado para trabalho, ou com o produto já acabado, transmite-nos uma ternura nata, um cuidado infinito no manuseamento.
Este, a que me refiro (evitando, por bem, citar nomes), o que lhe vi, durante dois longos dias, fazer bem, foi comer. Vorazmente.
Haverá ocasião de os voltar a encontrar: nessa altura saberei como estão a decorrer as suas lições de tratador de cavalos, e que evolução será observável.
Contudo, tinha decidido referir-me a uma outra terapia, tão mais morosa, quanto mais profundo fôr o grau de dependência e de limitação das capacidades do doente - é mais onerosa, bastante, até.
Trata-se da utilização dos golfinhos.
Dispendiosa, porque ocorre, naturalmente, em tanques ou aquários de grande porte, e precisam de ser vigiados, dirigidos, seguidos por pessoas minimamente idóneas, ou credibilizadas.
A atenção, que as crianças autistas requerem, tem vindo, gradualmente, a desestabilizar e a reestruturar, (quando não pior ainda), o equilíbrio familiar.Um dos elementos do casal tem, por força das circunstâncias, de abandonar toda uma vida de hábitos adquiridos, para se dedicar, de corpo e alma, ao filho, ou à filha, para que a evolução, longa e pacientemente esperada, se realize.
Contudo, que poderes naturais e ainda não completamente conhecidos possuem os golfinhos? Sabe-se que conseguem comunicar. Sabe-se que a frequência dos sons que emitem atingiram, aqui há anos atrás, quase que uma ciência extra-terrestre. Sabe-se que captam frequências absolutamente inaudíveis para o ouvido humano, e para a maioria dos animais - foram captadas com sonares poderosíssimos, mas ainda estão por decifrar esses códigos "linguísticos".
Cada tratamento destes pode atingir entre 1.700,00 euro e os 2.500,00 euro por hora - que salário terá que ter uma família para obviar os bons resultados, relativamente rápidos, de sessão para sessão, de um descendente? Um dos pais está, por certo, a esfalfar-se para além do que o seu arcaboiço aguenta... Ou, na melhor das hipóteses, decidiu-se a delapidar fortuna de família... (Não vou, nem quero entrar por outros desvios: estas crianças não o merecem, porque são, normalmente, super-dotadas, ou, mesmo, pequenos génios).
Conheci, de relatos ocasionais por parte do meu sobrinho, da dedicação, da abnegação de um pai um destes Verões, no Algarve.
Um dos parques aquáticos tem golfinhos. Ele os conduzia e vigiava. A relação garoto-golfinho tinha, subrepticiamente, despoletado quaisquer correspodências entre os dois, que o pai, (segundo o meu sobrinho), andava doido de alegria e retemperado de excessos de amarguras e dores contidas.
Inimagináveis os "buracos" na conta - pagava, e por ser todos os dias, 1.650,00 euro diariamente, "cash". Tanto dinheiro não permitia a utilização de cheques.
Deve "doer"...
No fim desse Verão, já o garoto se envolvia com o golfinho, sozinho.
Prescindia de ajuda. Os olhos já se erguiam para fitar, feliz, o pai.
Não há subsídios para estes tratamentos, como é fácil de calcular.
Só de imaginar-me em situação semelhante, arrepio-me e encarquilho-me toda!
Os que não têm esta possibilidade, sabe-se lá a custo de quê, demoram eternidades de tempo a demonstrar melhoras e a acordar para o mundo exterior.
[Ando numa de sensibilização para o acompanhamento e adopção de animais. Operam maravilhas! Experimentem!]
20/05/2013, (22h:42')
Já se tornou vulgar ouvir-se falar em terapias recursivas, visando a integração na sociedade comum de crianças e/ou adolescentes com Trissomia 21.
Até gente com mais idade: muito recentemente conheci um rapaz de vinte e oito anos, que, depois de muitas tentativas falhadas para o habilitar a uma inserção, como ser capaz e útil, na amálgama em que vivemos, os pais, mais propriamente a mãe, ( porque normalmente são as mães as que menos se cansam de tentar, e insistem até às últimas consequências no que consideram pertinente), decidiram, talvez por influência de vários "talkshows", conduzir o filho para uma coudelaria.
Estive à conversa com ele e a mãe - a preguiça para fazer o que quer que seja é imensa. "Que gostavas, ou querias fazer?"
"Nada!" - uma encolhidela de ombros de perfeito desinteresse por tudo.
Pouco mais disse que isto e o nome, quando lho perguntei. Tudo o resto, que pudesse ter sido desenvolvido em conversa, falhou. Respondia-me a mãe por ele.
Cavalos, burros, póneis têm sido os recursos mais utilizados, em vez dos habituais, estafados trabalhos de grupo em salas de terapia criadas para o efeito.
Conheço uma Associação bem perto do lugarejo onde vivo, que funciona, muito embora com extremas dificuldades de gestão, e com o contributo de muita gente, (a meu ver), bem.
É uma alegria entrar lá - rapazes e raparigas, abrangendo várias faixas etárias, socializam, riem, brincam, criam e são de uma disponibilidade prestativa sem limites. Impossível não os admirar, não nos sentirmos envolvidos num vórtice afectivo e aconchegante. São, de facto, excepcionais: as exposições que realizam, apoiados pelas professoras, bem entendido, apresentam artefactos, que denotam critérios de gosto, de adequação da(s) aplicaç(ão)/(ões), de selecção de cores e materiais. O modo como lidam com o que lhes é ofertado para trabalho, ou com o produto já acabado, transmite-nos uma ternura nata, um cuidado infinito no manuseamento.
Este, a que me refiro (evitando, por bem, citar nomes), o que lhe vi, durante dois longos dias, fazer bem, foi comer. Vorazmente.
Haverá ocasião de os voltar a encontrar: nessa altura saberei como estão a decorrer as suas lições de tratador de cavalos, e que evolução será observável.
Contudo, tinha decidido referir-me a uma outra terapia, tão mais morosa, quanto mais profundo fôr o grau de dependência e de limitação das capacidades do doente - é mais onerosa, bastante, até.
Trata-se da utilização dos golfinhos.
Dispendiosa, porque ocorre, naturalmente, em tanques ou aquários de grande porte, e precisam de ser vigiados, dirigidos, seguidos por pessoas minimamente idóneas, ou credibilizadas.
A atenção, que as crianças autistas requerem, tem vindo, gradualmente, a desestabilizar e a reestruturar, (quando não pior ainda), o equilíbrio familiar.Um dos elementos do casal tem, por força das circunstâncias, de abandonar toda uma vida de hábitos adquiridos, para se dedicar, de corpo e alma, ao filho, ou à filha, para que a evolução, longa e pacientemente esperada, se realize.
Contudo, que poderes naturais e ainda não completamente conhecidos possuem os golfinhos? Sabe-se que conseguem comunicar. Sabe-se que a frequência dos sons que emitem atingiram, aqui há anos atrás, quase que uma ciência extra-terrestre. Sabe-se que captam frequências absolutamente inaudíveis para o ouvido humano, e para a maioria dos animais - foram captadas com sonares poderosíssimos, mas ainda estão por decifrar esses códigos "linguísticos".
Cada tratamento destes pode atingir entre 1.700,00 euro e os 2.500,00 euro por hora - que salário terá que ter uma família para obviar os bons resultados, relativamente rápidos, de sessão para sessão, de um descendente? Um dos pais está, por certo, a esfalfar-se para além do que o seu arcaboiço aguenta... Ou, na melhor das hipóteses, decidiu-se a delapidar fortuna de família... (Não vou, nem quero entrar por outros desvios: estas crianças não o merecem, porque são, normalmente, super-dotadas, ou, mesmo, pequenos génios).
Conheci, de relatos ocasionais por parte do meu sobrinho, da dedicação, da abnegação de um pai um destes Verões, no Algarve.
Um dos parques aquáticos tem golfinhos. Ele os conduzia e vigiava. A relação garoto-golfinho tinha, subrepticiamente, despoletado quaisquer correspodências entre os dois, que o pai, (segundo o meu sobrinho), andava doido de alegria e retemperado de excessos de amarguras e dores contidas.
Inimagináveis os "buracos" na conta - pagava, e por ser todos os dias, 1.650,00 euro diariamente, "cash". Tanto dinheiro não permitia a utilização de cheques.
Deve "doer"...
No fim desse Verão, já o garoto se envolvia com o golfinho, sozinho.
Prescindia de ajuda. Os olhos já se erguiam para fitar, feliz, o pai.
Não há subsídios para estes tratamentos, como é fácil de calcular.
Só de imaginar-me em situação semelhante, arrepio-me e encarquilho-me toda!
Os que não têm esta possibilidade, sabe-se lá a custo de quê, demoram eternidades de tempo a demonstrar melhoras e a acordar para o mundo exterior.
[Ando numa de sensibilização para o acompanhamento e adopção de animais. Operam maravilhas! Experimentem!]
20/05/2013, (22h:42')
Sunday, May 19, 2013
Um Conto por mês - excertos
Lolita Ciosa
Neste recanto do mundo, há gente que vai e vem, de um dia para o outro - ou têm casa aligeirada ou gostam de experimentar novos quadrantes.
.......................
E assim aconteceu com este casal, que, na maioria das vezes, andava desavindo. Ambos na fase crítica da "terceira idade", cada um manifestava-se de modo consentâneo com os desvios, que normalmente se observam.
Ele, Zé Maltês, com a mania que ainda era jeitoso, metia-se com as vizinhas, ....
Ela, Lolita, um mulherão..... muito insegura, ciumenta, ...na fase crítica da menopausa, .....
.......................
Lolita, por causa dos ciúmes, começou a variar.
.......................
O marido, nunca entendi o que fazia, .... Parava pouco em casa. Quando estava, ouviam-se altercações, .....
.......................
Com a Rosa de Flores Nenhumas o caso esteve feio... Rosa pelava-se por vê-la fora de si; metia conversa com o Zé Maltês, e era tudo conversa fiada e cafés servidos no vão da janela.
......................
Mas Lolita endoidou de vez ......
Partiram a meio de uma manhã, sem deixar rasto.
Mas Zé Maltês ainda por cá circula. Deixou uma carrinha, que a rapaziada desocupada tentou destruir. Tem sido reconstruída aos poucos, mas ainda por cá está.
In Contos em Noites de Lua Cheia - O Vale das Sombras
ISBN: 978-989-20-3163-7
Fast. Livro
Junho de 2012
Neste recanto do mundo, há gente que vai e vem, de um dia para o outro - ou têm casa aligeirada ou gostam de experimentar novos quadrantes.
.......................
E assim aconteceu com este casal, que, na maioria das vezes, andava desavindo. Ambos na fase crítica da "terceira idade", cada um manifestava-se de modo consentâneo com os desvios, que normalmente se observam.
Ele, Zé Maltês, com a mania que ainda era jeitoso, metia-se com as vizinhas, ....
Ela, Lolita, um mulherão..... muito insegura, ciumenta, ...na fase crítica da menopausa, .....
.......................
Lolita, por causa dos ciúmes, começou a variar.
.......................
O marido, nunca entendi o que fazia, .... Parava pouco em casa. Quando estava, ouviam-se altercações, .....
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Com a Rosa de Flores Nenhumas o caso esteve feio... Rosa pelava-se por vê-la fora de si; metia conversa com o Zé Maltês, e era tudo conversa fiada e cafés servidos no vão da janela.
......................
Mas Lolita endoidou de vez ......
Partiram a meio de uma manhã, sem deixar rasto.
Mas Zé Maltês ainda por cá circula. Deixou uma carrinha, que a rapaziada desocupada tentou destruir. Tem sido reconstruída aos poucos, mas ainda por cá está.
In Contos em Noites de Lua Cheia - O Vale das Sombras
ISBN: 978-989-20-3163-7
Fast. Livro
Junho de 2012
Tuesday, May 14, 2013
Mind of the day!
Que grande maçada esta puta de vida!
Estou farta de dizer que NÃO QUERO!!
Já estou a bater mal por tudo o que é possível. País de merda! Gente estúpida que nem calhaus com olhos!
Para ajudar à "festa" o bichinho morreu-me nas mãos!
Que bafos de onça e do deanho me cercearam todas as minhas fruições, e tentativas de ter uma vida, que se esgota no cansaço desmesurado, até de respirar.
Não sei de mim outra vez!
Mas, antes que acabe esta sandice toda, vou deixar
Estou farta de dizer que NÃO QUERO!!
Já estou a bater mal por tudo o que é possível. País de merda! Gente estúpida que nem calhaus com olhos!
Para ajudar à "festa" o bichinho morreu-me nas mãos!
Que bafos de onça e do deanho me cercearam todas as minhas fruições, e tentativas de ter uma vida, que se esgota no cansaço desmesurado, até de respirar.
Não sei de mim outra vez!
Mas, antes que acabe esta sandice toda, vou deixar
- algumas noções básicas de T. S. Eliot sobre Cultura
- remissões para uma vida em pleno, sem anormalidades,
sendo-se completo, contrariamente ao que terá sido dito,
em hasta pública, por um elemento responsável da escolinha onde pretendem que estacione:
"What is pertinent ... is that the emergence of more highly cultured groups does not leave the rest of society unaffected: it is itself part of a process in which the whole society changes..., the one thing that time is ever sure to bring about is the loss: gain or compensation is almost always conceivable but never certain.
... the culture of the individual cannot be isolated from that of the group, and that the culture of the group cannot be abstracted from that of the whole society; ...our notion of "perfection" must take all three senses of "culture" into account at once."
ou seja
individual > group > society
Monday, May 13, 2013
Trabalhos acrescidos...
Depois de um fim-de-semana de trampa, em que a vontade andou completamente arredada das minhas volições, o dia de hoje correu morno.
Ao fim da tarde decidi ir andar com a Zora na Areia Branca, e aproveitar os últimos raios de Sol. Sair deste covil de víboras e esquecer-me, por momentos, que o mal-estar tirou assinatura permanente, se por aqui sou obrigada a estar mais de dois ou três dias. Infelizmente vai ser mais longa a estadia, com as alterações recentes da minha vida.
As minhas fruições, as minhas presumíveis realizações, que estavam em curso, vão sendo arrastadamente adiadas.
Só me apetece deitar-me, emborcar comprimidos, para me esquecer do tempo, de mim e do mundo.
Estou a agarrar-me, novamente, à "bengala" do "dopping", o que recrudesce a minha inteira rejeição a tudo que me rodeia por aqui.
A Zora anda irreconhecível - não come quase nada e amarfanha-se na poltrona, ou solicita meiguices e atenções, que o meu estado de espírito e disposição preguiçam em conceder-lhe.
Sempre supus que ela tinha qualquer índice de pisteira ou caçadora.
Deparei com ela de volta de uma gaivota morta - ocorrências frequentes na Areia Branca, sabe-se lá porquê.
Dissuadi-a a afastar-se.
Perto encontrou uma cria, novinha, que, (creio), será de gaivota - não reconheço a espécie. Está ferida, faminta.
Fui a uma Clínica Veterinária para me darem indicações - "nada percebem de aves"...
Já tentei reanimá-la com papa de arroz e água - arribou um pouco. De vez em quando pia - que falta faz uma mãe?!...
Cuidados acrescidos...
Oxalá consiga pô-la bem para a devolver ao lugar a que pertence. Não posso tê-la numa gaiola, obviamente. Agora está, porque, mesmo coxa, quer partir, e não pára quieta.
A minha boa acção do dia - visível?!...
Amanhã tenho que ver como resolver rapidamente este problema - é desconfortável para ela estar na gaiola, e, para mim, tarefas inesperadas, para que não estou nada de nada capacitada, de momento para assumir.
Podia tê-la deixado ficar onde estava, passar de lado, fechar os olhos...
Não sei se é gaivota, mas recordei-me de Donovan e de Fernão Capelo Gaivota. Os inexpectáveis "flashes" que me surgem...
Esta vida de círculos em volta, fechados sobre si mesmos, envolvendo-me como redomas?!...
Já pia outra vez - vou tentar insuflar-lhe mais uma dose de papa e água... Será frio? Falta do aconchego da mãe?
13/05/2013, (23h:33')
Ao fim da tarde decidi ir andar com a Zora na Areia Branca, e aproveitar os últimos raios de Sol. Sair deste covil de víboras e esquecer-me, por momentos, que o mal-estar tirou assinatura permanente, se por aqui sou obrigada a estar mais de dois ou três dias. Infelizmente vai ser mais longa a estadia, com as alterações recentes da minha vida.
As minhas fruições, as minhas presumíveis realizações, que estavam em curso, vão sendo arrastadamente adiadas.
Só me apetece deitar-me, emborcar comprimidos, para me esquecer do tempo, de mim e do mundo.
Estou a agarrar-me, novamente, à "bengala" do "dopping", o que recrudesce a minha inteira rejeição a tudo que me rodeia por aqui.
A Zora anda irreconhecível - não come quase nada e amarfanha-se na poltrona, ou solicita meiguices e atenções, que o meu estado de espírito e disposição preguiçam em conceder-lhe.
Sempre supus que ela tinha qualquer índice de pisteira ou caçadora.
Deparei com ela de volta de uma gaivota morta - ocorrências frequentes na Areia Branca, sabe-se lá porquê.
Dissuadi-a a afastar-se.
Perto encontrou uma cria, novinha, que, (creio), será de gaivota - não reconheço a espécie. Está ferida, faminta.
Fui a uma Clínica Veterinária para me darem indicações - "nada percebem de aves"...
Já tentei reanimá-la com papa de arroz e água - arribou um pouco. De vez em quando pia - que falta faz uma mãe?!...
Cuidados acrescidos...
Oxalá consiga pô-la bem para a devolver ao lugar a que pertence. Não posso tê-la numa gaiola, obviamente. Agora está, porque, mesmo coxa, quer partir, e não pára quieta.
A minha boa acção do dia - visível?!...
Amanhã tenho que ver como resolver rapidamente este problema - é desconfortável para ela estar na gaiola, e, para mim, tarefas inesperadas, para que não estou nada de nada capacitada, de momento para assumir.
Podia tê-la deixado ficar onde estava, passar de lado, fechar os olhos...
Não sei se é gaivota, mas recordei-me de Donovan e de Fernão Capelo Gaivota. Os inexpectáveis "flashes" que me surgem...
Esta vida de círculos em volta, fechados sobre si mesmos, envolvendo-me como redomas?!...
Já pia outra vez - vou tentar insuflar-lhe mais uma dose de papa e água... Será frio? Falta do aconchego da mãe?
13/05/2013, (23h:33')
Thursday, May 9, 2013
As minhas efabulações - 9
A ser lançada em Junho próximo, a Antologia RIO DOS BONS SINAIS conforme convite para a sessão
com dois textos meus, um em prosa - conto, outro em poesia.
com dois textos meus, um em prosa - conto, outro em poesia.
Wednesday, May 8, 2013
Deixem-me...
Deixem-me bordar o lenço
Onde escondo as minhas mágoas.
No fogo das minhas fráguas
Moldo a dor e já não penso
Outro alor, outra ventura
Renasce nos tons de fogo
E de novo entro no jogo
Que, (sei), me leva à loucura
De desejar de outro modo
Que a vida se desenrole
- Fujo, esmoreço, fraquejo
E sempre, num lampejo,
Vejo o fogo que se evole
Como poeira de um rodo
EB 2/3 Dr João das Regras - Agrupamento EJI D. Lourenço Vicente Lourinhã
08/05/2013, (11h:28')
Onde escondo as minhas mágoas.
No fogo das minhas fráguas
Moldo a dor e já não penso
Outro alor, outra ventura
Renasce nos tons de fogo
E de novo entro no jogo
Que, (sei), me leva à loucura
De desejar de outro modo
Que a vida se desenrole
- Fujo, esmoreço, fraquejo
E sempre, num lampejo,
Vejo o fogo que se evole
Como poeira de um rodo
EB 2/3 Dr João das Regras - Agrupamento EJI D. Lourenço Vicente Lourinhã
08/05/2013, (11h:28')
Tuesday, April 30, 2013
Senhor da minha fé
Aos teus pés, Senhor,
Eu me persigno
Dá-me, por favor,
Consolo benigno,
Paz e alegria,
Esperança e luz.
Dá-me acalmia.
Vendo-te na cruz,
Sinto que os males
Do nosso mundo
Invadem os vales,
Céus e mar profundo.
Vale Vite
30/03/2013, (07h:24')
Eu me persigno
Dá-me, por favor,
Consolo benigno,
Paz e alegria,
Esperança e luz.
Dá-me acalmia.
Vendo-te na cruz,
Sinto que os males
Do nosso mundo
Invadem os vales,
Céus e mar profundo.
Vale Vite
30/03/2013, (07h:24')
Thursday, April 25, 2013
Um conto por mês - excertos
O Garrincha
Parênteses: que me perdoe o desportista com este nome....
.... uma aberração das piores cá do bairro.
...................
.... ri-se de forma dúbia por tudo e por nada - pura e simplesmente irritante.
...................
.... desaustinava-me de todas as maneiras, provocando-me.
Ora era porque a porta de entrada do prédio devia estar fechada, e ele entendia que tinha que estar aberta....; ora entendia que o "hall" de entrada era parque de estacionamento de bicicletas..... se não fossem bicicletas, seriam "skates", ou qualquer outro artigo de desporto.
..................
Deram cabo do painel das campainhas, ....a minha ficou a funcionar, e, um dos divertimentos predilectos, era tocar na que me correspondia. Uma vez ainda negou descaradamente, que o havia feito, tendo eu.... a certeza que era ele, mais dois compinchas, porque não estava mais ninguém do lado de fora da porta da rua.
..................
Falar com os pais, é melhor desistir.......
..................
Aliás: que espécie de gente serão eles, que permitem que esta anormalidade destrate a mãe....? Como, e porque, não deveria ser assim com os de fora?
..................
O meu carro era o objecto de brincadeira, .... preferido.
Retallharam um pneu......
.................
Agora deu-lhe em estacionar debaixo das minhas janelas, quer das da frente, quer das de trás, à conversa com quem bem entende, e às horas que bem lhe apraz, acordando-me, por vezes, a meio da noite.
É, de facto, um mimo!?...
Com uns princípios invejáveis!?...
In Contos em Noites de Lua Cheia - "Brumas Sobre o Vale"
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho 2012
Parênteses: que me perdoe o desportista com este nome....
.... uma aberração das piores cá do bairro.
...................
.... ri-se de forma dúbia por tudo e por nada - pura e simplesmente irritante.
...................
.... desaustinava-me de todas as maneiras, provocando-me.
Ora era porque a porta de entrada do prédio devia estar fechada, e ele entendia que tinha que estar aberta....; ora entendia que o "hall" de entrada era parque de estacionamento de bicicletas..... se não fossem bicicletas, seriam "skates", ou qualquer outro artigo de desporto.
..................
Deram cabo do painel das campainhas, ....a minha ficou a funcionar, e, um dos divertimentos predilectos, era tocar na que me correspondia. Uma vez ainda negou descaradamente, que o havia feito, tendo eu.... a certeza que era ele, mais dois compinchas, porque não estava mais ninguém do lado de fora da porta da rua.
..................
Falar com os pais, é melhor desistir.......
..................
Aliás: que espécie de gente serão eles, que permitem que esta anormalidade destrate a mãe....? Como, e porque, não deveria ser assim com os de fora?
..................
O meu carro era o objecto de brincadeira, .... preferido.
Retallharam um pneu......
.................
Agora deu-lhe em estacionar debaixo das minhas janelas, quer das da frente, quer das de trás, à conversa com quem bem entende, e às horas que bem lhe apraz, acordando-me, por vezes, a meio da noite.
É, de facto, um mimo!?...
Com uns princípios invejáveis!?...
In Contos em Noites de Lua Cheia - "Brumas Sobre o Vale"
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho 2012
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