À uma da manhã, (-5 minutos), saía do portão da E.S.P.A.M.O.L - acabei o P.F.A.P - é bem pior que fazer a atribulada viagem no "combóio de Chelas"!?... Nem rescaldo, nem inquietação: uma sóbria quietude apaziguadora, um diluir de tensões desenfreadas: as sombras mortas que se esvaiem já tão fora de sentido e razão de ser ou existir. Regressa a minha consciência tranquila, tão fora das ninharias que me rodearam, que me abalaram - a benção divina que desce sobre mim é o lenitivo dos meus dias normais, de novo: nem a fome, o sono e o desiquilíbrio da "desertificação" em que me encontrei durante duas semanas consegue já ser um pálido resquício: já tenho de novo música dentro de mim! Só a letra, (numa breve análise), permanece ainda insegura - vai voltar a paz, a distância do resto, e, sobretudo, a certeza de que há muitas mais razões a precisar da minha constante racionalização, imagística, dádiva: a minha razão de existir - os meus jovens!
19-20/11/1993, (sexta para Sábado)
- Quem andou envolvid(a)/(o) nestas andanças da profissionalização sabe do que estou a falar e da loucura (dos outros), que nos perturbam e desajustam, desnecessariamente. Restam muitas más recordações, noites perdidas com longos dias de trabalho, sem nunca descurar a devida atenção a tudo o que pudesse envolver aulas, clubes, sala de estudo, biblioteca, arquivo morto,(o Biotério), e tantas outras actividades em que estava envolvida - mas há sempre (a)/(o)s amig(a)/o)s da desgraça alheia - é dest(a)/(e)s que prescindimos "a todo o vapor"!
12/03/2012, (17h:58')
