Sunday, June 23, 2013

As minhas efabulações - 13

Uma tarde soalheira. Queluz: Teatro Dª Maria I, (a louca).

Cheguei cedo, para não chegar tarde - (kkk...). Não havia indicação nenhuma. Perguntei onde era: que nada - ninguém sabia, ou "não era de Queluz". Fui ao quartel - ou o que seja - nem o graduado me soube dizer. Vai tudo ver a bola e fica por lá?!...


Um salão pequeno, lindíssimo, em verde e talha dourada - deveria ter sido o teatro privado da Rainha Dª Maria I. Não consegui tirar todas as fotos que tinha programado - a máquina decidiu, (com tantos fotógrafos por lá...) - descansar: bloqueou-me as intenções.

Bem: outra tarde diferente com Kaffé Kafka. Um óbice: é sempre ao Domingo... Reza a vida e a História, que é o Dia da Família.
Outro contra, (para mim...): estar muito tempo sentada - angustia-me, doem-me as pernas, desassossega-me, desconforta-me.
Adoro o convívio com aquela gente. Atribuição de "óscares" - lindos, de vidro, à excepção do do Fernando Lobo, que era em metal - pela sua obra O Corpo do Tempo. 

Tivémos a participação do Grupo de Poesia e Música,   Clip. Perfeitos. Adorei.

Mas, e finalmente, consegui as Colectâneas, cuja compilação é da competência da Fast.Livro, (nas pessoas de Maria da Graça Melo e Vitorino Martins); assim:


                                                          Capa da do NATAL 2012
                                                          ISBN: 978-972-8992-35-4
                                                                                                                  


Capa da do DIA dos NAMORADOS
Contra-Capa da do Dia dos NAMORADOS
ISBN: 978-972-8992-36-1



Capa da do DIA da MÃE 2013
ISBN: 978-972-8992-32-5

Em todas há uma, e só uma, participação minha.
A grande vantagem das Colectâneas é a variabilidade, um só vector. Subverter, distorcer, às vezes, é preciso!

Thursday, June 20, 2013

As minhas efabulações - 12

As provas da capa e contra-capa da minha tese sobre Winesburg,Ohio, de Sherwood Anderson!


         Uma lindeza! Tudo da minha lavra!

Saturday, June 8, 2013

Os Amigos

Há amizades que se constroem para permanecerem nos lugares seguros, certos, grandiosos e magníficos das nossas vidas,
"Tenho sorte de ter uma amiga como tu!" - disseste. Sorte, se a houve, é dos dois! Foste sempre o amigo com quem iria até ao inferno, se necessário fosse.
Há momentos partilhados, que dependem das nossas dádivas, mas, sobretudo e mais importante, ainda, do modo como recebemos e retribuímos as dos outros.
Até nas discussões, e nos meus arrobos de fúrias e liberdades inexpugnáveis - ah! como eu sou terrível, quando quero, posso ou devo?!, e sabes bem disso... - mantiveste-te sempre, ainda que surpreso, muitas vezes - consciente de que, comigo, há só uma face.
Dependermos de nós, e só de nós, tem muitos inconvenientes, mas traz-nos de volta garantias que nunca podem ser avalizadas de outro modo senão pela certeza, firmeza, lealdade, frontalidade e "endurance" das relações humanas que desenvolvemos, se pretendemos criar raízes outras, que não sejam só as da conterraneidade.
As variações do amor que nos assiste são surpreendentes! E insondáveis os desígnios que nos são lançados?!...
Não és já o mesmo - a vida mudou. A vida mudou-te. Não mudaram as sensações, a clareza que atravessa o teu olhar.
Mais que exprimíveis por palavras, (que hoje se perdem um pouco no arrastar do teu tempo de interiorização e reflexão), mais que os teus gestos, (que se arrastam na frouxidão das inexpectáveis consequências deste absurdo devir que é a vida), há o teu olhar, (que nunca soube esconder-te), há os teus sorrisos, (que nunca mentiram).
É no pulsar das nossas transparências, que conseguimos continuar a acreditar, que ainda vale a pena viver, que ainda é tempo de acreditar, que somos uma casa aberta para arrumarmos o que é de manter e guardar - cada um com seu igual, cada um com as suas diferenças, (não importam de que natureza sejam).
Que Deus te ajude, (sempre!), e que te dê forças para prosseguires a jornada!
Não te esqueças que estamos por perto: sempre, também! 

Ramada, 09/06/2013, (06h:12')
_____
Ao meu amigo Óscar Fernandes, com quem estive ontem a almoçar, a conversar e a andar a pé. O meu amigo das horas boas e das horas ruins. Salve!

Wednesday, June 5, 2013

As minhas efabulações - 11

Acabadinha de receber a Antologia das Décimas # Navegando a Poesia, num repto lançado pelos responsáveis pelos Horizontes da Poesia, de que tenho imenso orgulho de fazer parte.
Ajudam-nos a reviver, a ler e a sentir o que é essencialmente português. Para quem já não dá aulas de Literatura e Língua Portuguesa há mais de vinte anos , este foi, sem sombra de dúvida, um desafio... daqueles.
De acordo com um dos presidentes do Grupo, Albertino Galvão, que subscreve o prólogo, (e passo a citar):
"...Mote e Glosas em Décimas...uma das vertentes da poesia popular mais bonita e, ao mesmo tempo, ... mais difícil de fazer, pelas exigências no que concerne à rima e à métrica, mas, infelizmente, pouco divulgada e pouco explorada pela maioria dos poetas. Este tipo de poesia tem raízes populares e é nas regiões do Alentejo, Algarve e também no interior do Brasil, que os poetas mais velhos lhe dão, com mérito, a expressão que ela merece.
... O mote dado teve como base alguns versos do poema "Fado Português", de  José Régio".


A capa, relembrando algumas edições antigas - gosto!


                                              A contra-capa.
                                                              Composição: EuEdito
                                                              ISBN: 978- 989-98451-0-7

MOTE:         Canta canção magoada
                                um português navegando
                                o mar bravio enfrentando
                                bem longe da terra amada
                                beijando o ar e mais nada!
                                O fado nasceu um dia
                                enquanto o vento bulia
                                da boca de um marinheiro
                                num frágil barco veleiro
                                Já José Régio dizia
( adaptação de Albertino Galvão com base em alguns versos de José Régio, do seu poema Fado Português)

Regras:      A) - o 1º verso a rimar com o 4º e o 5º
                             - o 2º com o 3º
                             - o 6º com o 7º e o 10º
                             - o 8º com o 9º  

                       B)  O  Mote tem 10 versos; o poema deverá ter 10 estrofes em décimas, (10 x 10)
                       C)  A 1ª estrofe termina com o 1º verso do Mote, (canta canção magoada)
                       D)  A 2ª estrofe, com o 2º verso do Mote, (um português navegando)
                       E)  ... e assim sucessivamente até ao 10º verso do Mote, (Já José Régio dizia)
                       F)  A particularidade e característica principal, e, por tal facto, a maior dificuldade destas
                            DÉCIMAS está na faculdade de permitir que, lidas do princípio para o fim, do fim para o
                            princípio, do meio para os lados, terem sempre o mesmo significado, e entender-se
                            sempre que o assunto exposto não é alterado.

Sou suspeita, mas aconselho a ler - há Décimas de uma beleza inestimável!
Estou ufaníssima!!!

Tuesday, May 28, 2013

As minhas efabulações - 10

Hoje, quando regressar ao Vale Vite, devo ter a minha última obra na caixa do correio:
- O meu livrinho de Contos Infanto-Juvenis. Histórias verídicas, dificilmente ficcionáveis. O livrinho ficou um espanto - tenho a prova da capa e contra-capa. Depois de ter dado cabo da minha cabeça para aproveitar fotos tiradas, e que fazia questão de pôr na capa, a EuEdito compôs uma lindeza.

               ... E Viva a Vida!

é o título. Mais logo postarei a digitalização.

29/05/2013 - afinal acabei por vir para a Lourinhã hoje. Conforme supunha o meu livrinho cá estava à minha espera:

A Capa - uma ternurinha!


A Contra-capa.
ISBN: 978-989-98135-5-7
Composição: EuEdito



Em laboração, reestruturação e revisão uma tese sobre Sherwood Anderson, (1876-1941). Uma paixoneta que me empolgou, me deliciou e me deu imenso prazer trabalhar.
Irá, provavelmente, ser publicada em Junho - "so help me Gosh!"

Friday, May 24, 2013

Dia da Criança - 2013

Terapias Alternativas

Já se tornou vulgar ouvir-se falar em terapias recursivas, visando a integração na sociedade comum de crianças e/ou adolescentes com Trissomia 21.
Até gente com mais idade: muito recentemente conheci um rapaz de vinte e oito anos, que, depois de muitas tentativas falhadas para o habilitar a uma inserção, como ser capaz e útil, na amálgama em que vivemos, os pais, mais propriamente a mãe, ( porque normalmente são as mães as que menos se cansam de tentar, e insistem até às últimas consequências no que consideram pertinente), decidiram, talvez por influência de vários "talkshows", conduzir o filho para uma coudelaria.
Estive à conversa com ele e a mãe - a preguiça para fazer o que quer que seja é imensa. "Que gostavas, ou querias fazer?"
                                             "Nada!"  - uma encolhidela de ombros de perfeito desinteresse por tudo.
Pouco mais disse que isto e o nome, quando lho perguntei. Tudo o resto, que pudesse ter sido desenvolvido em conversa, falhou. Respondia-me a mãe por ele.
Cavalos, burros, póneis têm sido os recursos mais utilizados, em vez dos habituais, estafados trabalhos de grupo em salas de terapia criadas para o efeito.
Conheço uma Associação bem perto do lugarejo onde vivo, que funciona, muito embora com extremas dificuldades de gestão, e com o contributo de muita gente, (a meu ver), bem.
É uma alegria entrar lá -  rapazes e raparigas, abrangendo várias faixas etárias, socializam, riem, brincam, criam e são de uma disponibilidade prestativa sem limites. Impossível não os admirar, não nos sentirmos envolvidos num vórtice afectivo e aconchegante. São, de facto, excepcionais: as exposições que realizam, apoiados pelas professoras, bem entendido, apresentam artefactos, que denotam critérios de gosto, de adequação da(s) aplicaç(ão)/(ões), de selecção de cores e materiais. O modo como lidam com o que lhes é ofertado para trabalho, ou com o produto já acabado, transmite-nos uma ternura nata, um cuidado infinito no manuseamento.
Este, a que me refiro (evitando, por bem, citar nomes), o que lhe vi, durante dois longos dias, fazer bem, foi comer. Vorazmente.
Haverá ocasião de os voltar a encontrar: nessa altura saberei como estão a decorrer as suas lições de tratador de cavalos, e que evolução será observável.

Contudo, tinha decidido referir-me a uma outra terapia, tão mais morosa, quanto mais profundo fôr o grau de dependência e de limitação das capacidades do doente - é mais onerosa, bastante, até.
Trata-se da utilização dos golfinhos.
Dispendiosa, porque ocorre, naturalmente, em tanques ou aquários de grande porte, e precisam de ser vigiados, dirigidos, seguidos por pessoas minimamente idóneas, ou credibilizadas.
A atenção, que as crianças autistas requerem, tem vindo, gradualmente, a desestabilizar e a reestruturar, (quando não pior ainda), o equilíbrio familiar.Um dos elementos do casal tem, por força das circunstâncias, de abandonar toda uma vida de hábitos adquiridos, para se dedicar, de corpo e alma, ao filho, ou à filha, para que a evolução, longa e pacientemente esperada, se realize.
Contudo, que poderes naturais e ainda não completamente conhecidos possuem os golfinhos? Sabe-se que conseguem comunicar. Sabe-se que a frequência dos sons que emitem atingiram, aqui há anos atrás, quase que uma ciência extra-terrestre. Sabe-se que captam frequências absolutamente inaudíveis para o ouvido humano, e para a maioria dos animais - foram captadas com sonares poderosíssimos, mas ainda estão por decifrar esses códigos "linguísticos".
Cada tratamento destes pode atingir entre 1.700,00 euro e os 2.500,00 euro por hora - que salário terá que ter uma família para obviar os bons resultados, relativamente rápidos, de sessão para sessão, de um descendente? Um dos pais está, por certo, a esfalfar-se para além do que o seu arcaboiço aguenta... Ou, na melhor das hipóteses, decidiu-se a delapidar fortuna de família... (Não vou, nem quero entrar por outros desvios: estas crianças não o merecem, porque são, normalmente, super-dotadas, ou, mesmo, pequenos génios).
Conheci, de relatos ocasionais por parte do meu sobrinho, da dedicação, da abnegação de um pai um destes Verões, no Algarve.
Um dos parques aquáticos tem golfinhos. Ele os conduzia e vigiava. A relação garoto-golfinho tinha, subrepticiamente, despoletado quaisquer correspodências entre os dois, que o pai, (segundo o meu sobrinho), andava doido de alegria e retemperado de excessos de amarguras e dores contidas.
Inimagináveis os "buracos" na conta - pagava, e por ser todos os dias, 1.650,00 euro diariamente, "cash". Tanto dinheiro não permitia a utilização de cheques.
Deve "doer"...
No fim desse Verão, já o garoto se envolvia com o golfinho, sozinho.
Prescindia de ajuda. Os olhos já se erguiam para fitar, feliz, o pai.
Não há subsídios para estes tratamentos, como é fácil de calcular.

Só de imaginar-me em situação semelhante, arrepio-me e encarquilho-me toda!
Os que não têm esta possibilidade, sabe-se lá a custo de quê, demoram eternidades de tempo a demonstrar melhoras e a acordar para o mundo exterior.


[Ando numa de sensibilização para o acompanhamento e adopção de animais. Operam maravilhas! Experimentem!]

20/05/2013, (22h:42') 

Sunday, May 19, 2013

Um Conto por mês - excertos

Lolita Ciosa

Neste recanto do mundo, há gente que vai e vem, de um dia para o outro - ou têm casa aligeirada ou gostam de experimentar novos quadrantes.

.......................

E assim aconteceu com este casal, que, na maioria das vezes, andava desavindo. Ambos na fase crítica da "terceira idade", cada um manifestava-se de modo consentâneo com os desvios, que normalmente se observam.
Ele, Zé Maltês, com a mania que ainda era jeitoso, metia-se com as vizinhas, ....
Ela, Lolita, um mulherão..... muito insegura, ciumenta, ...na fase crítica da menopausa, .....

.......................

Lolita, por causa dos ciúmes, começou a variar.

.......................

O marido, nunca entendi o que fazia, .... Parava pouco em casa. Quando estava, ouviam-se altercações, .....

.......................

Com a Rosa de Flores Nenhumas o caso esteve feio... Rosa pelava-se por vê-la fora de si; metia conversa com o Zé Maltês, e era tudo conversa fiada e cafés servidos no vão da janela.

......................

Mas Lolita endoidou de vez ......
Partiram a meio de uma manhã, sem deixar rasto.
Mas Zé Maltês ainda por cá circula. Deixou uma carrinha, que a rapaziada desocupada tentou destruir. Tem sido reconstruída aos poucos, mas ainda por cá está.

In Contos em Noites de Lua Cheia - O Vale das Sombras
ISBN: 978-989-20-3163-7
Fast. Livro
Junho de 2012

Tuesday, May 14, 2013

Mind of the day!

Que grande maçada esta puta de vida!
Estou farta de dizer que NÃO QUERO!!
Já estou a bater mal por tudo o que é possível. País de merda! Gente estúpida que nem calhaus com olhos!


Para ajudar à "festa" o bichinho morreu-me nas mãos!
Que bafos de onça e do deanho me cercearam todas as minhas fruições, e tentativas de ter uma vida, que se esgota no cansaço desmesurado, até de respirar.
Não sei de mim outra vez!

Mas, antes que acabe esta sandice toda, vou deixar
- algumas noções básicas de T. S. Eliot sobre Cultura
      - remissões para uma vida em pleno, sem anormalidades, 
             sendo-se completo, contrariamente ao que terá sido dito,
             em hasta pública, por um elemento responsável da escolinha onde pretendem que estacione:
 
"What is pertinent ... is that the emergence of more highly cultured groups does not leave the rest of society unaffected: it is itself part of a process in which the whole society changes..., the one thing that time is ever sure to bring about is the loss: gain or compensation is almost always conceivable but never certain.
... the culture of the individual cannot be isolated from that of the group, and that the culture of the group cannot be abstracted from that of the whole society; ...our notion of "perfection" must take all three senses of "culture" into account at once."
ou seja
individual  >  group  >  society
 
 
 



Monday, May 13, 2013

Trabalhos acrescidos...

Depois de um fim-de-semana de trampa, em que a vontade andou completamente arredada das minhas volições, o dia de hoje correu morno.
Ao fim da tarde decidi ir andar com a Zora na Areia Branca, e aproveitar os últimos raios de Sol. Sair deste covil de víboras e esquecer-me, por momentos, que o mal-estar tirou assinatura permanente, se por aqui sou obrigada a estar mais de dois ou três dias. Infelizmente vai ser mais longa a estadia, com as alterações recentes da minha vida.
As minhas fruições, as minhas presumíveis realizações, que estavam em curso, vão sendo arrastadamente adiadas.
Só me apetece deitar-me, emborcar comprimidos, para me esquecer do tempo, de mim e do mundo.
Estou a agarrar-me, novamente, à "bengala" do "dopping", o que recrudesce a minha inteira rejeição a tudo que me rodeia por aqui.
A Zora anda irreconhecível - não come quase nada e amarfanha-se na poltrona, ou solicita meiguices e atenções, que o meu estado de espírito e disposição preguiçam em conceder-lhe.
Sempre supus que ela tinha qualquer índice de pisteira ou caçadora.
Deparei com ela de volta de uma gaivota morta - ocorrências frequentes na Areia Branca, sabe-se lá porquê.
Dissuadi-a a afastar-se.
Perto encontrou uma cria, novinha, que, (creio), será de gaivota - não reconheço a espécie. Está ferida, faminta.
Fui a uma Clínica Veterinária para me darem indicações - "nada percebem de aves"...
Já tentei reanimá-la com papa de arroz e água - arribou um pouco. De vez em quando pia - que falta faz uma mãe?!...
Cuidados acrescidos...
Oxalá consiga pô-la bem para a devolver ao lugar a que pertence.  Não posso tê-la numa gaiola, obviamente. Agora está, porque, mesmo coxa, quer partir, e não pára quieta.
A minha boa acção do dia - visível?!...
Amanhã tenho que ver como resolver rapidamente este problema - é desconfortável para ela estar na gaiola, e, para mim, tarefas inesperadas, para que não estou nada de nada capacitada, de momento para assumir.
Podia tê-la deixado ficar onde estava, passar de lado, fechar os olhos...
Não sei se é gaivota, mas recordei-me de Donovan e de Fernão Capelo Gaivota. Os inexpectáveis "flashes" que me surgem...
Esta vida de círculos em volta, fechados sobre si mesmos, envolvendo-me como redomas?!...   
Já pia outra vez - vou tentar insuflar-lhe mais uma dose de papa e água... Será frio? Falta do aconchego da mãe?

13/05/2013, (23h:33') 

Thursday, May 9, 2013

As minhas efabulações - 9

A ser lançada em Junho próximo, a Antologia RIO DOS BONS SINAIS conforme convite para a sessão 


com dois textos meus, um em prosa - conto, outro em poesia.

Wednesday, May 8, 2013

Deixem-me...

Deixem-me bordar o lenço
Onde escondo as minhas mágoas.
No fogo das minhas fráguas
Moldo a dor e já não penso

Outro alor, outra ventura
Renasce nos tons de fogo
E de novo entro no jogo
Que, (sei), me leva à loucura

De desejar de outro modo
Que a vida se desenrole
- Fujo, esmoreço, fraquejo

E sempre, num lampejo,
Vejo o fogo que se evole
Como poeira de um rodo

EB 2/3 Dr João das Regras - Agrupamento EJI D. Lourenço Vicente Lourinhã
08/05/2013, (11h:28')

Tuesday, April 30, 2013

Senhor da minha fé

Aos teus pés, Senhor,
Eu me persigno
Dá-me, por favor,
Consolo benigno,

Paz e alegria,
Esperança e luz.
Dá-me acalmia.
Vendo-te na cruz,

Sinto que os males
Do nosso mundo
Invadem os vales,
Céus e mar profundo.

Vale Vite
30/03/2013, (07h:24')

Thursday, April 25, 2013

Um conto por mês - excertos

O Garrincha

Parênteses: que me perdoe o desportista com este nome....

.... uma aberração das piores cá do bairro.
...................
.... ri-se de forma dúbia por tudo e por nada - pura e simplesmente irritante.
...................
.... desaustinava-me de todas as maneiras, provocando-me.
Ora era porque a porta de entrada do prédio devia estar fechada, e ele entendia que tinha que estar aberta....; ora entendia que o "hall" de entrada era parque de estacionamento de bicicletas..... se não fossem bicicletas, seriam "skates", ou qualquer outro artigo de desporto.
..................
Deram cabo do painel das campainhas, ....a minha ficou a funcionar, e, um dos divertimentos predilectos, era tocar na que me correspondia. Uma vez ainda negou descaradamente, que o havia feito, tendo eu.... a certeza que era ele, mais dois compinchas, porque não estava mais ninguém do lado de fora da porta da rua.
..................
Falar com os pais, é melhor desistir.......
..................
Aliás: que espécie de gente serão eles, que permitem que esta anormalidade destrate a mãe....? Como, e porque, não deveria ser assim com os de fora?
..................
O meu carro era o objecto de brincadeira, .... preferido.
Retallharam um pneu......
.................
Agora deu-lhe em estacionar debaixo das minhas janelas, quer das da frente, quer das de trás, à conversa com quem bem entende, e às horas que bem lhe apraz, acordando-me, por vezes, a meio da noite.
É, de facto, um mimo!?...
Com uns princípios invejáveis!?...

In Contos em Noites de Lua Cheia - "Brumas Sobre o Vale"
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho 2012

Wednesday, April 17, 2013

As minhas efabulações - 8

Recebida esta manhã, à saída para a escola, os exemplares da Antologia A SAUDADE, promovida e lançada pela União Lusófona das Letras e das Artes. Desde meados do ano passado que esteve a ser preparada - recolha e selecção de propostas de textos.
Com duas comparticipações minhas.
Gratificante, dado que, novata nestas deambulações, emparceiro com nomes já bem conhecidos destas lides.

A capa.


A contra-capa.
ISBN: 978-989-95635-6-8
Março/Abril 2013

Monday, April 15, 2013

As minhas efabulações - 7

Mais um livrinho: uma compilação poética abarcando o antes, o durante e o depois do meu casamento.


Com fotos, capa e contra-capa da minha autoria; a composição é da responsabilidade da EuEdito.
                                       ISBN: 978-989-98135-4-0
                                                                  Abril de 2013

Friday, March 29, 2013

Um conto por mês - excertos

O Benfiquista

Vizinho recente, de um andar há muito devoluto.
..........
...Umas vezes de tronco nu, com argolas de banha sobrepondo-se umas às outras - uma visão deveras desagradável, algo repelente.
..........
Mas o epíteto advém de um telefonema, que, mesmo que não quisesse, tive que ouvir.
Estava a mudar os cabos dos estendais da roupa. .... "Olha lá: como é que se lavam os copos de cristal na máquina de lavar loiça? É que me ofereceram uns copos do Benfica com o meu nome gravado."
A variação da conversa foi pouca, mas "deu pano p'ra mangas!" Repetiu-se, "baralhou e voltou a dar":...
..........
Tive que me divertir com esta caricatura:
- primeiro, porque supõem que os outros são surdos, e, portanto, falam bastante alto;
- segundo, porque, em recinto de feira, nenhum produto... teria sido mais eficazmente apregoado;
- terceiro, porque ser do Benfica ainda é uma grande riqueza....;
- .........

Gente importante, é outra loiça?!....

In Contos em Noites de Lua Cheia, "O Vale das Sombras"
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho de 2012

Friday, March 22, 2013

Cópias...

Há gente que anda sempre a reboque das ideias dos outros - Schade!?...
Aiai... Saramago, saramago?!... Tanto lhes dão, que se outorgam o direito de serem o "must" da cópia, sem valor, nem sentido algum...
Poix... Só há imaginação p'r'á porra que os pariu! Que a mãe, essa, é sempre a merda que dela quiserem fazer.
Valham-nos os chineses!

Thursday, March 7, 2013

O meu Manifesto

O Meu Manifesto

Se me empreenderam um caminho
de muitas cruzes plantadas
não devo rejeitar o espinho
que me dói como navalhadas

Era outro o meu destino
nesta vida de curtas vistas
fazem-me perder o tino
as sociedades machistas

Parem ratos, matam gente
como quem desenha luas
andam sempre pela tangente
e só fazem falcatruas

Em frente é sempre mais perto
se se empenha a valer
somos um livro aberto
e só queremos viver

Cada um à sua maneira
não há modelos e formas
dou lenha à minha fogueira
não me lixem com as normas

Deram-me asas para voar
que nunca mas cercearam
deram-me armas para lutar
e sonhos que se truncaram

Nasci rio a engrossar
pelas margens do saber
mas em vez de avolumar
senti o leito a encolher

Queriam para mim esporas
de outro timbre, outra arte
deitei por terra as escoras
e teci outro estandarte

Ser mulher não é, talvez,
servir o homem e os filhos
destinos de outro jaez
têm muitos mais cadilhos

06/03/2013, (23h:30')

Monday, March 4, 2013

As minhas efabulações - 6

Quando cheguei a casa ontem, (04/03/2013, 2ª-feira), tinha uma notificação do carteiro para ir levantar uma encomenda à Lourinhã.
Os meus últimos registos, 
                        - um com textos datados de 1986, contendo duas Peças de Teatro,

ISBN: 978-989-98135-3-3
Fevº 2013

                                                                                    
                                            - o outro, um esquiço de estudo sobre uma das personagens de Bartholomew Fair, de Ben(jamin) Jonson


ISBN: 978-989-98135-2-6
Fevº 2013

Ambas as capas foram concebidas por mim.

Outras edições estão já em vias de preparação, estando a proceder-se à revisão e (re)composição dos textos.

Nas obras agora apresentadas, pode-se concertar, no primeiro caso, duas oportunidades inesperadas de (re)encontrar a vida; no segundo, uma perspectiva retirada da convulsiva e intrincada teia que a escatologia permite.
Gostava que lessem, ambos, muito embora, no segundo caso, seja necessário conhecer, ou, pelo menos, ter lido a obra de Ben Jonson. 



Sunday, March 3, 2013

As minhas efabulações - 5

Depois de um fim de tarde deliciosamente poético, entre gente bonita, e com quem dá gosto estar, a propósito da Antologia Egos Poéticos, lançada sensivelmente há um ano, vou deixar os meus registos, que já datam de Novembro/Dezembro passado, (2012), e que só hoje me foi dado recolher da mão dos editores.
São livrinhos de capas simples, que já têm cerca de 12 anos, e só agora foram coligidos os apontamentos para a sua feitura.
Gosto das capas - fazem-me lembrar os auxiliares de estudo dos meus primeiros tempos de Faculdade.
Deu-me imenso gozo concebê-los. Gosto de os reler.
ISBN: 978-989-98135-0-2
 
ISBN: 978-989-98135-1-9
 
Faltam, ainda, as duas Colectâneas em que participei. Esqueceram-se de mas levar.
Registá-las-ei num próximo "post".