Sunday, June 22, 2014

Mais um livrinho meu!

Tem estado a ser trabalhado o meu segundo volume de Contos ao Acaso, cujas provas recebi ontem. Neste volume, de 145 páginas - o anterior tem 185 - reuni algumas das muitas "estórias" da minha vida de professora. "Construímos" um conjunto, e, logo após, lembramo-nos de muitos outros contos: acontece, obviamente.
Este vai ser assim:

Entretanto, estou a ultimar o meu 3º Romance; meti-me numa alhada, que está difícil de contornar nalguns passos, mas... vou chegar lá!

Este mês saem três obras, com o II Volume dos Contos; provavelmente para Julho, terei o Romance pronto; título já há, mas há que repensá-lo.

Wednesday, June 11, 2014

Interregno

Depois de uma longa pausa, em que estive impossibilitada de aceder aos meus "blogs", volto às novidades - as últimas! - para registo de duas das últimas obras pessoais



depois de andar às voltas com uma série de contratempos, consegui finalizar estas Crónicas de Costumes.

Entretanto, estava em laboração uma compilação de contos dispersos, que me decidi a agregar, recolhendo folhas que me surgiram pelos recantos mais inesperados, em casa.


Nenhum deles apresenta o ISBN. São as provas, que me foram remetidas pela Editora, para apreciação e/ou aprovação.
O primeiro já está na minha mão, e o segundo vem a caminho.

Entretanto, estão em laboração três ou quatro Antologias, para além da da Lua de Marfim Editora, CARTA


lançada no passado dia 31 de Maio.

Monday, February 10, 2014

Disgusting!

Não sabia da surpresa que me esperava ao sair dos festejos do 3º aniversário da Lua de Marfim.
Como sempre que tenho um compromisso, há uma propensão para que a vida disponha de diversificadas maneiras, umas bastante desagradáveis, que me descompensam e permitem que as minhas forças anímicas, já de si fragilizadas por muitas e desconfortáveis agruras nestes últimos 7/8 anos, baqueiem entre indecisões - fico atordoada, insegura; muitas vezes desisto dos programinhas que me permito proporcionar.
Tive que me sujeitar a esperar que a oficina me desse o carro como pronto, para o ir buscar e seguir viagem - um "arrombozito" no meu orçamento...
Depois, foi correr para Lisboa, para estar no lançamento de O MUNDO DA LUA.
Saí descoroçoada, também aborrecida com o entra e sai no átrio a que o Paulo nos obrigou, para provarmos o bolo. Farta do joguinho, preocupada, por um lado, porque a Zora tinha ficado no carro e estava bastante frio, e, por outro, porque após algumas voltas em busca de aparcamento, lá encontrei um lugar relativamente perto,  entre a Biblioteca Municipal e a Alameda da Universidade, e, muito embora tivesse verificado o parquímetro, fico sempre em sobressalto - surpresas acontecem, e de que maneira?!...
Saí e fui remoendo com os meus botões.
De repente, deparo com dois homens de negro - pareceram-me polícias, ou fiscais de aparcamentos e o meu coração parou.
"Pas de problème"!
Só então me apercebi que estava à porta da Galeria 111.
Luzes, alguma gente...
Entrei: uma "vernissage".
Passei de largo por Paula Rego - conheço-lhe os traços e as cores. Sou pela (re)construção, pela (re)/(i)novação. O que os seus quadros me transmitem é quase inexplicável: sinto como se uma torre de cristal implodisse, deprimem-me, angustiam-me.
Seguiu-se um óleo de Júlio Pomar - meu Deus! Que horror de "borrão"!
Pizas, Eduardo Batarda, ...
Nada que prestasse, ou me prendesse, por momentos, a atenção. Saí com a noção de que já tinha visto melhor nalguns quadros deitados ao lixo, ou que deveria começar a fazer buscas e recolhas, tal a qualidade de alguns expostos.
Observando um último que, por contrastivo em vários aspectos, me agradou um pouco, ouvi alguém dizer, em frente ao de Júlio Pomar, "está avaliado em 50.000" - quê? Grãos de areia, ou feijões?
Não abusem da nossa credulidade, não ultrajem o que deveria merecer algum respeito - a sensibilidade dos outros!
Ao sair, sinto um olhar demorado, que me seguiu. Olhei, e saí. Como não podia deixar de ser, era "Madame Benilde", e os tais homens eram os seus guarda-costas.

10/02/2014, (13h:58')

Wednesday, February 5, 2014

3º Aniversário da LUA DE MARFIM EDITORA

No passado dia 01, Sábado, em comemoração do 3º Aniversário da Lua de Marfim, foi lançada a Antologia O Mundo da Lua.
Esperava melhor, com outros textos, porque, os que me foram dados analisar, quase nada têm a ver com o tema proposto, obrigatório.
É evidente que se torna mais difícil, o desafio é maior quando nos temos que restringir a um tema, mas não obvia algumas veleidades.
Depois, para além de conter menos propostas, o que, consequentemente, conduz a menos variantes, menor volume da obra, o preço subiu consideravelmente. Não comparticipando, (ou "vendendo" a nossa criatividade), temos que adquirir os espécimens que pretendermos ao preço de venda ao público.
Cindindo-se em duas partes, POESIA e PROSA, este ano a Antologia contém mais de dois terços de Prosa. Justificou um dos responsáveis, (Paulo Afonso), que a redução de textos se devia ao facto de convidados, que se determinam contra o AO, se terem negado a participar. Deu-me para pensar no desaguisado que tive com a Magda Pais o ano passado - reestruturei o texto, mas não me vi livre de ser apodada de retrógrada. Não serei tão radical como foram os que se escusaram este ano - há formas de contornar estas "questões de alecrim e manjerona". Sou, por várias razões, e toda a gente o sabe, contra o (des)acordo. Mas, "dar a volta ao texto", também é um bom exercício. Uma coisa é a ignorância, que molda contornos err(óneos)/(áticos), outra é a pouca clareza, a abstrusa disfunção que por aí grassam na aplicação de um mesmo sintagma com grafias diferentes, no mesmo texto. Mas... "adelante"! 
Houve "troféus" para quem subsidiou a edição gráfica da Editora a "solo". Creio que dois ou três. Os responsáveis lá sabem o que fazem?!... Um isco a que, (depois de contacto com outras Editoras no mesmo patamar do da Lua de Marfim), não arrisco o que quer que seja. Cada um sabe de si...
Luís Vinagre, com os floreados em vídeo como fundo _  habituais na "net"e que me recuso a aceitar _ lá foi dizendo uns textos poéticos. [ Falarei deles noutro quadrante]. Sensível este homem.
Contudo, muita bacorice, muita bacorada se ouve, às vezes, nestas sessões. Também se aprende, o que me dá imenso prazer.
O Paulo Afonso Ramos _ devia ser revista esta situação! _ com "pontapés" graves na gramática, nomeadamente flexão verbal com os pronomes reflexos.
Outro "escritor", (de "boca cheia"?!) "assume" que, "por acaso adorava ser conhecido como escritor mas não quer". Discrepante, no mínimo.
Outra, arremedando Sousa Tavares, (a excelsa aventesma dos jornalistas?!...), "que os professores não se dão ao respeito", e outras mais asserções, que me puseram em brasa; embora reagindo de molde a ser ouvida para quem se encontrava ao meu lado, preferi "deixar correr o marfim" - não valeria a pena exasperar-me. Senti-me "tocada", e desagradou-me. Bastante.

Ficam em registo o bolo, que não provei, mas estava bonito:



e a Capa e Contra-capa da Antologia:







Quando escrevi isto, no passado dia 5, creio, nem mais me lembrei de falar dos XXL BLUES. Adoro "blues"! E como não? Durante um bom pedaço tentei adaptar os meus tímpanos ao som alto, gritante. Serão "blues", mas arockados, ou "rock" abluado. Acabei por ouvi-los até ao fim.
Gostava de os ouvir novamente, mas noutras condições. 

10/02/2014, (14h:09')                                                                                                            

Wednesday, January 15, 2014

Festival de Poesia GRITO DE MULHER

Celebra-se, a 29 e 30 de Março próximo, o 3º Festival das MULHERES POETAS de todo o mundo, que vão tendo a coragem de se insurgirem contra o seu estatuto, (apesar deste século XXI), de vitimização e sofrimento.
Este ano será em Lisboa.
Para confrontar, quer os países participantes, quer o historial, acedam, p.f., ao "link" abaixo.
Bem hajam os que nos apoiam e defendem, com a serenidade das certezas, a força da just(iça)/(eza) das suas atitudes e o desejo de luta por um mundo mais harmonioso e saudável.

O cartaz publicitário.

O "link":

                             http://festivalgritodemulher.blogspot.com

Tuesday, January 14, 2014

Cinema no MALAPOSTA

Acabei de receber o convite do CCMalaposta para a sessão de cinema que irá decorrer no próximo dia 22 do corrente mês de Janeiro, pelas 21h:30'.

Embora cotado para maiores de 6 anos, poderá apresentar uma perspectiva interessante no panorama em que se delineiam pressupostos, intencionalidades e (des)ajustamentos da nossa juventude. Realização da responsabilidade de Margarida Leitão, que estará presente para responder a críticas, opiniões e esclarecimento de questões que lhe sejam postas, após a exibição da película.


LICUNGO - edição de 2014

Está em preparação a Revista Cultural LICUNGO deste ano, editada pelo Centro de Escritores Moçambicanos da Diáspora, (CEMD).
Uma capa lindíssima.
Aguardemos pelas propostas, que, espera-se, não deverão ficar atrás das do ano passado, que nos surpreenderam pelo inusitado e pelos novos valores que despontam num agradável e admirável trabalho de imaginação e criatividade poética.
Registo a Capa:

Lançamento da ANTOLOGIA "NO MUNDO DA LUA"

A minha última publicação neste meu "blog", em rascunho está de acordo com o que pretendia "postar"; contudo, acedendo à página do mesmo, verifico que apresentam, quer o texto, quer as fotos, total descoordenação. Não consigo refazê-lo, ou a paciência bloqueia-me as intenções. Será melhor deixar para uma próxima oportunidade o refazimento...

De acordo com os pressupostos e coadjuvando o 3º aniversário da Lua de Marfim Ed. será lançada a última Antologia subordinada ao tema "No Mundo da Lua", para a qual contribuí com duas propostas
- quatro  quadras
- um soneto decassilábico
Não sei qual foi seleccionado - a surpresa será total num agradável convívio. No do ano passado senti-me "à mon aise". Adorei!
Fica aqui o convite que me foi endereçado:



Uma capa interessante, para já.
No dia 01 de Fevereiro, (pelas 15h:00', no Auditório do Campo Grande), debruçar-me-ei sobre o conteúdo.   

Friday, December 13, 2013

Lançamento da POÉTICA III - Editorial Minerva


Teve lugar, no passado dia 30 de Novembro do corrente ano, na Biblioteca Orlando Ribeiro, em Telheiras, a sessão de lançamento da Antologia POÉTICA-III, editada pela Editorial Minerva - "a maior Antologia da CPLP", como a considera Ângelo Rodrigues, o coordenador.



                                              

Capa - Frente
                                                                                                                    
 
 







                                                            
 Acácio Costa                                                
Alice Coelho
Alice Palmira
Amaral Jorge
Ana Avlis
Ana Casanova
Ana Maria Dias
António Boavida Pinheiro
Aurélio Barata Vivas
Cagildo Pina
Carmen Ezequiel
Carvalho Marques
Delmar Domingos de Carvalho
Elisa Ferreira
Elsa.M
Emídia Guerreiro Salvador
Fátima Leitão
Fátima Negrão
Fátima Vivas
Felisbela A. Fontes
Fernando von Trina
Goretti Pina
Helena Guimarães
Hélio Proença
Irondina Viegas
Jesus Varela
João Gama
João Salvador Fernandes
Jorge Augusto Marques
José António de Sousa Pinto
José Branquinho
José Sabino Luís
Josefina Almeida
Júlio Mendes “Jumé”
Júlio Pereira Dinis
Seguem-se algumas das fotos que "bati":


Goretti Pina, de S. Tomé e Príncipe.
Lúcia Lupenny Rodrigues, de S. Paulo.
Xinjangele, pseudónimo de Maria José Pereira, de Luanda.
A sessão, na primeira parte, terminou com a actuação do grupo O Seu Contrário, com Cristina Estrompa, Pedro Capelas e von Trina, (canto, música e poesia), uma justa homenagem a Júlio Roberto, fundador da ITAU, (1929-2013).



Seguiu-se um beberete, a que  já não pude estar presente, e uma segunda parte com uma peça de teatro.


                                     Estava interessada em estar presente no Malaposta, para a celebração do 125º aniversário da morte de Fernando Pessoa.
Foi lançado o convite para participação na POÉTICA IV, cujas participações podem ser remetidas até Março de 2014.


___________                                                     
13/11/2013, (11h:22')
  

  30 de Novembro, Dia dos Editores e Livreiros.






A Capa, em 3D.
Um denso volume, contendo as produções de 70 autores, cujos nomes se seguem na lista abaixo.
   
Juvelina Rosa
Lee Santos
Lúcia Lupenny Rodrigues
Luís Mota
Luísa Ferreira Redondo
Manuel Brás Soares
Manuel José Caria Gonçalves
Marco Caldeira
Margarida Piloto Garcia
Maria do Céu S.
Maria Flor
Maria Helena D. Prata Tomás
Maria Jorgete Teixeira
Maria Judite de Carvalho
Maria Margarida Leitão Garcia
Maria Maya
Maria Silvéria dos Mártires
Maurício Gomes
Monteiro Mendes – “Montas”
Orlando Augusto da Silva
Orlando Gomes Tomás
Paula Abrantes
Ricardo Miguel Teixeira
Rita Torrão
Roberto Tavares
Rosélia Martins
Rúbi Reguzzi
Sara Madaleno
Sérgio Fonseca
Severino Moreira
Susana Campos
Tiago Brites
Valdeck Almeida de Jesus
Xinjangele
Zora
Fátima Negrão, de Maputo.
Cristina Estrompa e von Trina lendo alguns dos poemas mais curtos de alguns dos participantes.
Júlio Mendes, "Jumé", da Guiné, que recitou um dos seus poemas de cor.
Rúbi Reguzzi, do Brasil.














 


Tuesday, December 10, 2013

A propósito de Fernando Pessoa e os heterónimos

Sou uma estafada e relativamente conhecedora de Fernando Pessoa. Em círculos, presumivelmente letrados sobre o poeta, coibo-me de me manifestar ou emitir as minhas opiniões sobre o resultado de análises efectuadas - não seria entendida, e, pior, seria "excomungada", por certo. Considero-o um louco, que teve a felicidade de saber reger-se com a magia com que as palavras nos encantam. Por outro lado, engendrou os "heterónimos", com que, capciosamente, toldou a mente de muitos eméritos que por aí polulam em histeria colectiva. Tal como uma peça de teatro, nos moldes iniciais, um actor pode "vestir a pele"de várias personagens - foi isso que ele conseguiu orquestrar magistralmente. Contudo, deu-se ao luxo e à garrulice infinitos, incansáveis de saber que faria de muitos inteligentes os títeres da sua  fecunda prolixidade.
Tive a alegria inusitada de participar numa deliciosa desmontagem e (des)construção de Fernando Pessoa numa incursão através de Álvaro de Campos.
Na sessão do passado Sábado, 30 de Novembro, para comemorar os 125 anos da sua morte, no Centro Cultural MALAPOSTA

 
a função iniciou-se, (sem programa disponível, e sala cheiinha), com a jovem actriz Paula Cortes a ler o poema Tabacaria, inserto nas "Poesias de Álvaro de Campos". Longo, extenso, exaustivo.
Sobre o mesmo, e porque foi tese com que Richard Zenith ganhou o Prémio Fernando Pessoa 2012, fomos absorvidos pela empolgante abordagem dos seus estudos - um apaixonado com vontade de vencer, também, o prémio deste ano.
Intervalando as pausas, Joe Coronado deliciou-nos com tocatas ao piano, e, inevitavelmente, tocou Omar Rayan.
Mário Máximo, o tertuliano organizador, Presidente do Conselho de Administração da Municipália EM, foi o moderador, em diálogos abertos, extemporâneos com Manuel Coelho, o director do MALAPOSTA.
Luís Miguel Rosa, sobrinho de Fernando Pessoa, filho caçula da irmã mais velha, contribuiu bastante para a desmistificação de Pessoa, relatando as "estórias", as partidas e as tropelias que o poeta concebia para seu entretenimento no envolvimento com a família, e principalmente com os sobrinhos.
Antes de se encerrar a sessão, com o descerrar de uma mini-lápide comemorativa, no átrio do teatro, junto ao bar, tivémos a oportunidade de ouvir Elsa de Noronha num poema de Natal, de Fernando Pessoa. Tendo sido convidada a participar, garantindo-nos que o Português que conhecia e praticava não se identificava com as várias facetas do autor, que dificilmente se fizera entender para ela, concitou as atenções gerais, (como é seu hábito, aliás), com esta brincadeira inserta no "Cancioneiro":
 
Chove . É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.
 
E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
 
Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.
 
Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
 
 
Haverá mais, ainda, sobre Álvaro de Campos no MALAPOSTA, conforme cartaz-convite:
 
 
 
 
____________
10/11/2013, (09h:55')
 
        

Sunday, November 24, 2013

LOGOS - FÉNIX de Novembro de 2013

Recebi a última Antologia da LOGOS, de Novembro.

O número de participantes vai aumentando, e a variabilidade é enorme.

Participo com um Soneto.

É só aceder ao "link", procurar a página e o autor, que está por ordem alfabética.

http://www.carmovasconcelos-fenix.org/LOGOS/LOGOS-5NOV-2013.htm








Tuesday, November 12, 2013

MIND OF THE DAY:

"Live out of your imagination, not your history." - Stephen Covey.

Com os últimos acontecimentos, e com a eventual precipitação de outros, que se avizinham, é difícil não criarmos refúgios para as nossas dúvidas, para as barreiras que se interpõem nos caminhos, que delineamos, traçamos, ou pretendemos realizar.
Há várias formas de nos mantermos sepultos nesta corrosiva e desordenada avalanche de desconcertos. 
Não acredito, não defendo, nem subscrevo as formas, violentas - e são-no sempre, queiramos, ou não - de manifestações, vozearia e pangaiada. 
Há modos, muito mais eficientes, de (des)acordar pressupostos, de desviar intenções perniciosas. Cansam, até ao esgotamento e à desestabilização total, as formas quase irracionais com que se defendem ideias - não ideais: isso é outra coisa, que deixou de ter cabimento nos tempos que correm. Assusta-me a inconsciência, o jogo de (des)interesses partilhados nas redes sociais - modos de conversão de imitações, de azedumes, de incapacidades de se lutar e defender por uma realidade inabalável: somos, antes de mais, não seres agregados por interesses - hoje já não se poderão dizer "comuns"... - mas de protagonismo barato, de evidencialismo pernicioso, destrutivo.
Estar-se, hoje, pressupõe - ainda na minha óptica de sempre - no firmar-se pelo bem comum; não mascaremos, não disfarcemos, não abroguemos ideais e/ou ideologias. Façamos por sermos estandartes das nossas assumpções - não remetamos para o outro as causas das nossas erráticas "maniazinhas" de sermos inteligentes, oportun(o)/(ista)s - mais estes últimos?!... - em demanda de proveito em causa própria. 
Lutamos todos, ou, pelo menos, fazemos por conseguir atingir o que serão os nossos pontos de eficiência, conforto e estabilidade presuntiva. Cada um tem direito a tudo isto; não poderá, obviamente, descurar, a interdição da invasão do território do outro, sem que para tal tenha sido solicitado.
Ainda subsistem ápodos, recriam-se outros - como é possível que, no meio de tanta poesia que por aí se dissemina hoje, as pessoas possam crer que "imagination" tem a ver com enxúrdia, desapego, criminalidade intuitiva, fúria homicida consentida?!...

Façamos novos mundos, criemos outras "estórias", mas façamos por estar de bem com a vida e os outros. Façamos - é obrigatório! - por ser felizes, um pouco.

12/11/2013, (12h:12')     

Sunday, November 10, 2013

GRITO DE MULHER - III


Passeava, descansando cansaços
Quando, por entre as nuvens dos meus engaços,
Vi, tenebrosa vista, de maléfico halo
Um grupo de jovens em grande estrafega
Aproximando-se de mim, decididos
Medos tomaram conta dos meus sentidos,
Já não me deram mais sossega
- Tomaram de mim, abusaram,
Estropiaram, violentaram, violaram
Depois...as dores, muitas, infinitas
Sangue vazando-se das minhas desditas
E fiquei só, estendida no solo
Roupas esfiapadas, em desalinho
Nem um pouco de carinho
Votaram ao meu corpo rasgado
Hoje tenho a desgraça maior
De esperar um filho indesejado
- Não posso desistir, sem me magoar mais.
Tenho por amparo os meus ditosos pais
Que me apoiam na minha dor.
De que valem justiças e tribunais?
Quem me devolve a vida que me roubaram?
Sou eu que, neste mundo, já estou a mais:
Não me move mais a espontaneidade
Natural da minha tenra idade.
Parou o tempo; quedei-me nele.
Soluços vêm sem que eu queira
Lavar as mágoas daquela zoeira.

06/11/2013
_________________________

Sobre a violação e o estupro.

Sunday, November 3, 2013

Organizando e compilando poesias - GRITO DE MULHER!

GRITO DE MULHER - I

Sofrida, dorida, perdi o Norte
Mesmo que me soves de morte
Não me calo, não aguento
Não és tu que me dás o sustento
Sou eu, que luto pela minha vida.
Vai, sai, parte: não há guarida.
No amor, que dizes que me tens,
Nem o inferno ou o diabo o pintam!
Judas vendeu Jesus por três vinténs.
Tu massacras até mais não.
Vai, antes que a fúria desponte
E eu não saiba se te ignore, ou afronte.
Por uma aberração sem limites,
Não mereço grades, nem grilhões
Mesmo que apeles e cites
Amor, compaixão, tesões
Meu corpo cansou de tantas surras
Sou já uma sombra nas tuas saburras.

02/11/2013 (02h:56')
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- A minha produção está a incidir, a par de algumas "crónicas de costumes", em realizar poesia sobre a violência doméstica. Esta é uma delas - há mais, que poderão, eventualmente, ser "postadas" mais tarde.
03/11/2013 (13h:37')

Despedida do MÊS DA MÚSICA - Adega Cooperativa da Lourinhã

Decorreu, ontem à noite, um serão fantástico com o Coro Municipal da Lourinhã, na Adega Cooperativa.
Adega cheia, e um serão inigualável - muita alegria, boa disposição, e, inevitavelmente, a prova da Aguardente DOC - um mel dos deuses!
Não consegui, ainda obter imagens. Foram muitas as fotografias que foram tiradas. Logo que as obtenha, "posto"-as.