Wednesday, January 25, 2012

O TURISMO MATA O TURISMO

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Hoje em dia qualquer país  é incomensuralmente um explorador, se atentarmos à procura desenfreada de maquias fabulosas descurando factos primordiais à atracção turística, onde se deveria apoiar o encanto beatificamente natural de certas regiões relegadas hoje a uma beleza pré-fabricada simulada nas super-estruturas que o progresso e a técnica incrementaram.
Baseando-nos em evidências, apontaremos o caso de Tróia, maravilha agreste, selvaticamente desarmante, que foi transmutada em beleza comodamente arquitectónica onde pretendem impôr o mundo cosmopolita, a beleza apagada das luzes do desenvolvimento.
Outro caso idêntico será o das nossas praias do sul, onde toda a sua aridez rochosa primitiva, (nalgumas...), foi substituída por imóveis impantes de poluição, desafiando a pureza gritante, o ar reconfortante de uma vida sã, aberta e livre a toda a alma humana - o progresso, em busca de campos mais amplos, descura e vota à estreiteza toda a Natureza que nos faz sentir mais homens.
Para algumas regiões, atracção turística é o símbolo de simulação; isto é: falsifica-se o artesanato que é exposto e vendido ao público como autenticidade histórica.
Triste é reconhecer-se que o turismo, muito embora devesse incentivar o fomento, o zelo da manutenção de toda uma epopeia, das características que vinculam um povo, provoca, pelo contrário, tendências acentuadamente propínquas à imitação, à assimilação estrangeira, facultando um contra-turismo.

!972, Lar da Praça José Fontana, ( a pedido de uma residente para concurso e progressão na carreira numa empresa seguradora - considerado o melhor trabalho apresentado)
- o título, em epígrafe, era comum para todos os concorrentes
- havia condicionamento de nº de palavras e/ou linhas a utilizar